BRECHÓ INFANTIL

 
 

Lucro vem do berço

Um brechó de roupas infantis é uma boa oportunidade para quem planeja abrir a própria empresa

Criança é fogo. Não bastasse a trabalheira que dá para educá-las, elas ainda exigem uma verdadeira fortuna para montar o guarda-roupa. Afinal, o preço das roupas infantis costuma ser inversamente proporcional ao seu tamanho. Os gastos são ainda maiores nos primeiros anos de vida, quando os pimpolhos crescem em um ritmo assustadoramente rápido, deixando as roupas pequenas em pouco tempo. Em tempos de vacas magras como estes, é de esperar que as mães fiquem ainda mais aflitas na hora de gastar com a indumentária infantil.
Que tal, então, um negócio de venda de roupas infantis que foram deixadas de lado à medida que seus antigos donos iam crescendo? Estamos falando de um brechó de roupas e acessórios infantis, ou seja, uma loja especializada em artigos de segunda mão para bebês e crianças. É uma boa alternativa para os consumidores e, conseqüentemente, uma oportunidade de negócio para quem quer montar uma empresa própria.
Maria Augusta Brandão, sócia de Vanessa Furlanetto no brechó infantil Era uma Vez Outra Vez, de São Paulo, diz que seu público é composto por mães e gestantes. Um ponto importante para o sucesso da loja é a qualidade das roupas. Peças rasgadas ou manchadas são automaticamente descartadas, segundo a empresária. No momento em que são recebidas, as roupas são lavadas e passadas, o que ajuda a dar uma boa impressão aos clientes. Outro diferencial importante, na opinião de Maria Augusta, é a aparência do local. É essencial fugir do estigma de mercado de pulgas, com prateleiras desorganizadas, que costuma caracterizar lojas de artigos usados. "O brechó deve ter uma aparência tão bem cuidada como uma loja de shopping, com ambiente agradável e limpo", diz Maria Augusta.
INTERNET - É recomendável oferecer grande variedade de acessórios para bebês e crianças. No Era Uma Vez, é possível fazer o enxoval completo de um recém-nascido. A loja vende mamadeiras, brinquedos, banheiras, berços e até carrinhos de bebês. Uma sugestão para quem vai começar no ramo é trabalhar em consignação, ou seja, o fornecedor deixa a mercadoria na loja e só recebe uma porcentagem, previamente combinada, quando a mercadoria é vendida.
É na troca das estações, quando as roupas recém-lançadas nos shoppings ainda estão muito caras, que estão os períodos em que os brechós mais costumam vender, informa Maria Augusta. Em compensação, as liquidações em lojas convencionais costumam fazer com que as vendas nos brechós diminuam, o que exige cuidados na administração dos estoques e do caixa. As proprietárias do Era uma Vez contam que a internet é uma boa ferramenta para alavancar vendas. Por isso, quem vai investir no ramo pode criar um site para comercializar peças.


Brechó infantil
Investimento inicial: R$ 6.500 (cabides, prateleiras, araras). Exige ainda: telefone, fax e computador
Área: 50 m2
Capital de giro: R$ 2.200
Faturamento médio: R$ 3.000
Funcionários: 2 (o dono e 1 vendedor)
Prazo de retorno: 24 meses