LOJA DE ARTIGOS PARA BEBÊS

 
 

Apresentação

O interesse que o comércio de produtos infantis desperta pode ser explicado por alguns fatores um deles é o fator biológico: as crianças se desenvolvem rápido e perdem muitas roupas, por isso a renovação das peças tem que ser constante. O consumo de artigos como fraldas, óleos, loções e sabonetes costuma ser alto, o que leva os pais a compras regulares. Podemos considerar, em relação aos pais, como outro fator o emocional, pois emocionados e ansiosos à espera dos herdeiros, pais e mães, especialmente aqueles de primeira viagem, não hesitam diante dos apetrechos básicos e, de quebra, ainda levam uma batelada de acessórios na hora de comprar o enxoval.

O comércio especializado em produtos para bebês vive um de seus melhores momentos. Primeiro, porque a entrada dos importados nos últimos anos ampliou a oferta. Depois, porque o crescente uso do sistema de auto-serviço no ramo aumenta os apelos ao consumo. E, para completar, as mulheres grávidas, que normalmente fazem a maior parte das compras no sexto ou sétimo mês de gestação, estão cada vez mais atentas à conveniência: preferem encontrar o máximo de variedade no mesmo ponto, sem ter de rodar por vários endereços.

O que vender

Hoje, uma boa loja de artigos para bebês oferece desde fraldas a produtos de puericultura leve (chupetas, mordedores, mamadeiras, etc.); de puericultura pesada (carrinhos, andadores, banheiras) a alimentos industrializados, materiais de higiene, brinquedos, enfeites de portas e lembrancinhas até acessórios para auxiliar a mãe na amamentação.

Diversificação

Oferecer uma grande variedade de produtos não só atrai mais consumidores como também pode ser a solução para o problema da sazonalidade. Pois de acordo com Luciana Goyn, da Yes Baby, uma loja com muita variedade, não existe sazonalidade. Principalmente, se o empreendimento atender também às necessidades dos primeiros anos de vida da criança e não se restringir aos recém-nascidos, acrescenta a empresária, que vende artigos para crianças de até oito anos de idade.

Começando

Para quem vai abrir um negócio no ramo, é aconselhável investigar, detalhadamente, as condições da atividade na região onde planeja se instalar. Outro ponto importante, é começar pelo básico e aumentar a variedade conforme a procura. Foi assim que Alexis Alves Galindo montou a Brincando na Lua, do Rio de Janeiro. Ele começou com puericultura leve, incluiu a pesada, passou para os brinquedos, está agregando as roupas e passará a vender também calçados.

Investimento Inicial

Segundo informações de empresas do ramo, o investimento fixo para montar uma loja de artigos para bebê pode variar de R$ 32 mil até R$ 95 mil. Os valores variam conforme o tamanho do estabelecimento, a quantidade de artigos oferecidos e o perfil dos clientes.

Investimento Fixo

De acordo com empresários do ramo, os investimentos fixos de maior relevância para iniciar o negócio são: a reforma do imóvel; compra de móveis e decoração da loja; linhas telefônicas (no mínimo 2 linhas); impressora de cheques, microcomputadores e terminais para controle de estoque. A reforma do imóvel e a decoração estão entre os principais investimentos para montar uma loja de artigos para bebê.

Layout

Alexis Alves Galindo, da Brincando na Lua, adotou o auto-serviço ao perceber que os clientes gostam de tocar nas peças durante a compra. "Mas, nesse tipo de arrumação, os objetos menores devem ficar logo na entrada da loja; as roupas e brinquedos, no meio, e os artigos maiores, nos fundos", explica. "As peças grandes precisam ser demonstradas aos clientes - e fazer isso na entrada atrapalha o movimento."

Fornecedores

Selecionar bem os fornecedores e manter com eles um bom relacionamento é medida básica para conseguir preços competitivos. Algumas indústrias exigem quantidade mínima de compra todo mês. Mas é uma condição à qual, muitas vezes, vale a pena se sujeitar, principalmente se os produtos têm o selo do Inmetro, um atestado de segurança que é vital na venda de brinquedos e artigos de puericultura.

Sugestões de vendas

No caso das confecções, a qualidade pode ser avaliada pelo acabamento e pelo material utilizado nas peças. Como a maioria dos pais, principalmente os de primeira viagem, não sabe exatamente o que comprar e em que quantidade, uma dica é vender roupas básicas e enxovais em forma de kits, como fazem os donos do Paraíso do Bebê. Segundo Ricardo Batista, um dos sócios, 40% do faturamento da loja ficam por conta da venda de produtos organizados dessa forma. São conjuntos em média com 80 peças para o bebê até o terceiro mês de idade. Dependendo da marca e da qualidade dos artigos, o valor desses jogos pode variar de 280 a 1.200 reais.

Mão-de-obra

Também se conseguem agregar diferenciais às vendas com um quadro eficiente de funcionários, que conheçam os artigos comercializados e saibam recomendar o produto certo para cada situação. E, claro, que gostem de lidar com crianças, porque muitos pais costumam ir à loja acompanhados dos pimpolhos.

Legislação

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