QUAIS OS IMPOSTOS QUE MINHA EMPRESA TEM QUE PAGAR?

 
 

Resposta:
1. Caso a empresa seja optante pelo SIMPLES Federal recolherá o imposto conforme o faturamento acumulado anual, variando as alíquotas de acordo com a atividade desempenhada, como por exemplo:
=Comércio: de 4% à 11,61%
=Indústria: de 4,5% à 12,11%
=Serviços em geral: de 6% à 17,42% compreende os anexos III e V (de acordo com a folha de pagamento)
=Construção Civil: de 4,5% à 16,85%
=Serviços a partir de 01/2015: 16,93% à 22,45% (geralmente são os serviços profissionais).

= FGTS: 8% sobre a remuneração do empregado.
=INSS: a contribuição ao INSS é calculada mediante a aplicação da correspondente alíquota, de forma não cumulativa, sobre o seu salário-de-contribuição mensal, de acordo com os seguintes valores:

Salário-de-contribuição (R$).......alíquota

Até R$ 1.399,12 ....................................... 8,00%
De R$ 1.399,13 até 2.331,88..... .............. 9,00%
De R$ 2.331,89 até 4.663,75.... ............. 11,00% (teto máximo de contribuição R$ 513,01)

Os sócios (contribuinte individual) contribuem com 11% sobre o valor auferido no mês. É importante ressaltar que deverá ser respeitado o valor mínimo (piso) de um salário mínimo vigente.

2. Se a empresa não for optante pelo SIMPLES, haverá duas formas de opção, uma através do lucro real e outra do lucro presumido.

Empresas tributadas pelo sistema de lucro real
# COFINS: 7,6% do faturamento bruto mensal deduzido a mesma alíquota (7,6%) sobre as despesas e custos da empresa, comprovados mediante notas fiscais de aquisição de produtos e serviços;
# PIS: 1,65% do faturamento bruto mensal deduzido a mesma alíquota (1,65%) sobre as despesas e custos da empresa, comprovados mediante notas fiscais de aquisição de produtos e serviços;
# Contribuição Social sobre o Lucro Líquido: 9% sobre o lucro líquido apurado no mês;
# IRPJ: 15 % sobre o lucro líquido apurado no mês;
# ICMS (para empresas que operam com mercadorias): 12% ou 17% ou 25% sobre o valor da base de cálculo apurada (entradas deduzidas das saídas). As alíquotas variam de estado para estado e de acordo com o produto.
# ISS (somente para prestadoras de serviços): conforme Lei Complementar 116/2003 o ISS pode variar de 2% à 5% - recomenda-se obter a tabela de serviços em cada município, junto ao Setor de Arrecadação.
# IPI: Alíquotas variáveis conforme produto fabricado. Recomenda-se verificar a TABELA TIPI (Tabela de IPI) ver http://www.receita.fazenda.gov.br/aliquotas/DownloadArqTIPI.htm
=FGTS: 8% sobre a remuneração do empregado.
=INSS: a contribuição ao INSS é calculada sobre a parte patronal e a parte do empregado

Contribuição previdenciária patronal, em regra, é de:

- 20% referente à contribuição previdenciária patronal sobre o total da folha de pagamento, inclusive pró-labore;
- 5,8% (Sal. Educação + Incra + Senai + Sesi + Sebrae) Obs. Essa é a regra geral, mas as alíquotas variam conforme o código FPAS da empresa;
- de 1% a 3% sobre o total das remunerações pagas a título de salário, referente ao Seguro de Acidente de trabalho (SAT) (o percentual varia em função do grau de risco da atividade exercida pela empresa)

Contribuição previdenciária do empregado é de:

- a contribuição destes segurados é calculada mediante a aplicação da correspondente alíquota, de forma não cumulativa, sobre o seu salário-de-contribuição mensal, de acordo com os seguintes valores:


Salário-de-contribuição (R$).......alíquota

Salário-de-contribuição (R$).......alíquota

Até R$ 1.399,12 ....................................... 8,00%
De R$ 1.399,13 até 2.331,88..... .............. 9,00%
De R$ 2.331,89 até 4.663,75.... ............. 11,00% (teto máximo de contribuição R$ 513,01)

Os sócios (contribuinte individual) contribuem com 11% sobre o valor auferido no mês. É importante ressaltar que deverá ser respeitado o valor mínimo (piso) de um salário mínimo vigente.

Obs. Apurar-se-á a soma de todos os valores da contribuição previdenciária patronal e do empregado para recolhimento na guia GPS até o dia 20 do mês seguinte ao mês de competência, devendo o recolhimento ser antecipado caso caia em dia não útil.


Empresas tributadas pelo sistema de lucro presumido
#COFINS: 3,00% do faturamento bruto mensal;
# PIS: 0,65% do faturamento bruto mensal;
# IRPJ: deve ser observado:
" Indústria e Comércio - 1,20% do faturamento bruto trimestral; (1)
" Serviços de transporte, exceto de cargas - 2,40% do faturamento bruto trimestral; (1)
" Prestação de serviço por Profissionais liberais - 4,80% do faturamento bruto trimestral; (1)
" Outros serviços/atividades em geral - 4,80 % do faturamento bruto trimestral (1) e (*)
# CSLL: deve ser observado:
" Indústria e Comércio - 1,08% do faturamento bruto trimestral
" Prestação de serviços em geral - 2,88% do faturamento bruto trimestral
# ICMS (para empresas que operam com mercadorias): 12% ou 17% ou 25% sobre o valor da base de cálculo apurada (entradas deduzidas das saídas). As alíquotas variam de estado para estado e de acordo com o produto.
# ISS (somente para prestadoras de serviços): conforme Lei Complementar 116/2003 o ISS pode variar de 2% à 5% - recomenda-se obter a tabela de serviços em cada município, junto ao Setor de Arrecadação.
# IPI: Alíquotas variáveis conforme produto fabricado. Recomenda-se verificar a TABELA TIPI (Tabela de IPI) ver http://www.receita.fazenda.gov.br/aliquotas/DownloadArqTIPI.htm

(1) = Alíquotas válidas para aplicação direta sobre o faturamento bruto de empresas que não obtenham base de cálculo maior que R$ 60.000,00 no trimestre. Se a base de cálculo for maior que os R$ 60.000,00, no trimestre, as alíquotas acima sofrerão aumento de 10%, aplicáveis somente sobre a parcela que exceder esse teto trimestral ou proporcional, se for o caso.

(*) Estes prestadores de serviços em geral (exceto serviços decorrentes de profissões legalmente regulamentadas), cuja receita bruta anual das atividades, tenha sido de até R$ 120.000,00, poderão utilizar a alíquota de 2,40% do faturamento bruto trimestral, dependendo da atividade desenvolvida pela empresa. Neste caso, deve ser consultada a Secretaria da Receita Federal, que emitirá parecer sobre o assunto.

=FGTS: 8% sobre a remuneração do empregado.
=INSS: a contribuição ao INSS é calculada sobre a parte patronal e a parte do empregado

Contribuição previdenciária patronal, em regra, é de:

- 20% referente à contribuição previdenciária patronal sobre o total da folha de pagamento, inclusive pró-labore;
- 5,8% (Sal. Educação + Incra + Senai + Sesi + Sebrae) Obs. Essa é a regra geral, mas as alíquotas variam conforme o código FPAS da empresa;
- de 1% a 3% sobre o total das remunerações pagas a título de salário, referente ao Seguro de Acidente de trabalho (SAT) (o percentual varia em função do grau de risco da atividade exercida pela empresa)

Contribuição previdenciária do empregado é de:

- a contribuição destes segurados é calculada mediante a aplicação da correspondente alíquota, de forma não cumulativa, sobre o seu salário-de-contribuição mensal, de acordo com os seguintes valores:

Salário-de-contribuição (r$).......alíquota

Até R$ 1.399,12 ....................................... 8,00%
De R$ 1.399,13 até 2.331,88..... .............. 9,00%
De R$ 2.331,89 até 4.663,75.... ............. 11,00% (teto máximo de contribuição R$ 513,01)


Os sócios (contribuinte individual) contribuem com 11% sobre o valor auferido no mês. É importante ressaltar que deverá ser respeitado o valor mínimo (piso) de um salário mínimo vigente.

Obs. Apurar-se-á a soma de todos os valores da contribuição previdenciária patronal e do empregado para recolhimento na guia GPS até o dia 20 do mês seguinte ao mês de competência, devendo o recolhimento ser antecipado caso caia em dia não útil.