SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 11/08/2005
Autor: Estado de São Paulo
Fonte: Estado de São Paulo

Inteligência não se aposenta

Cada vez mais, a 3.ª idade é vista como um tempo de oportunidade, com trabalho, educação e lazer

Os brasileiros querem continuar trabalhando mesmo depois de aposentados e são os mais otimistas em relação ao trabalho após os 65 anos. A constatação foi trazida à tona em recente pesquisa do banco HSBC, realizada com 11.453 pessoas em dez países.

O perfil dos aposentáveis mudou: eles têm melhor poder aquisitivo e certas vantagens em relação ao lazer. Além do conhecimento e experiência, eles já dispõem de tempo (e recursos) para viagens.

Mas as empresas ainda não estão preparadas para reter esse bem, chamam a atenção alguns estudiosos do assunto. César Souza, consultor de RH e conferencista da palestra Sabedoria não se Aposenta, integrante do roteiro de eventos do Conarh, alerta: "As organizações investem em programas de trainees, universidades corporativas e treinamentos mas ainda há um grande desperdício intelectual".

"Apenas 9% das empresas contratam gerentes com mais de 45 anos," reclama. Souza propõe que as empresas cuidem melhor da saída do profissional." Não é mantê-lo no quadro organizacional, mas ele pode trabalhar por projetos, ser do conselho administrativo e ainda há outras possibilidades fora da companhia, como ser consultor, professor, artista."

Souza cita o conselho de mentores criado pela Odebrecht. "Não é um conselho ilustrativo, ele funciona baseado na cultura indígena, na qual os mais velhos passam sua experiência por meio de conversas em volta da fogueira", compara. "O conselho intervém com sugestões, críticas e planos".

EXEMPLOS
Dois empreendedores foram à conferência comprovar que idade não é sinônimo de pijama e jogo de damas. Ozires Silva, fundador e presidente da Embraer por 17anos, ex- ministro de Estado, presidente da Petrobrás e da Varig e novamente na direção da Embraer, partiu para o ramo da biotecnologia aos 74 anos. "Aos 65, pedi para sair da Embraer porque era política da empresa."

Começou então a trabalhar para a Academia Brasileira de Estudos Avançados, uma instituição que faz a ponte entre pesquisas científicas e o mercado. Foi quando entrou em contato com a descoberta de uma planta da Amazônia que intensifica a vascularização sanguínea e permite melhor cicatrização dos ferimentos, muito eficaz para diabéticos. Foi o suficiente para Ozires, aos 74, entrar na área da biotecnologia e montar a Pelenova, fabricante do medicamento chamado Biocure. "Corro o risco de criar uma nova Embraer da biotecnologia."

Fundador da Cofap, aos 81 anos, Abraham Kasinsky montou uma fábrica de motos que leva o seu sobrenome e emprega diretamente 35 mil pessoas. "Queria fazer uma fabriquinha e hoje tenho 120 distribuidores e somos a terceira maior do País." Kasinsky não revela a idade. "Tudo o que faço é por vaidade. Vou trabalhar até morrer. Pena que não tenha um cemitério para ser enterrado em pé, pois é nesse que gostaria de ir."

César Souza salienta que empreendedorismo não é sinônimo de CNPJ e que se os colaboradores envelhecem, os clientes também. Isso significa que serviços customizados deverão atender esse novo consumidor. "Um corretor de seguros de carro, mais velho, por exemplo, sabe atender muito melhor as necessidades de um senhor de 65 anos do que um jovem."


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