SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 16/08/2005
Autor: Estado de São Paulo
Fonte: Estado de São Paulo

Inspiração internacional cria negócios diferenciados

Pequenos empresários adaptam atividades típicas de outros países à realidade brasileira

Como muitos outros casais, Vera Maria e José Affonso Menusier adoram viajar, conhecer lugares e pessoas novas.

Por esse motivo, não tiveram muitas dúvidas sobre o negócio que gostariam de dirigir.

Depois que os filhos cresceram e saíram de casa, adaptaram os quartos vazios e passaram a receber hóspedes, ao estilo europeu de hospedagem chez (do francês na casa de). Hoje, a bonita casa de madeira na Serra da Cantareira, em São Paulo, além de moradia, é um empreendimento que permite aos dois conhecer ainda mais pessoas. O Chez Menusier pode receber de 2 a 3 casais por fim de semana, que além da bonita vista e dos jardins, desfrutam de refeições refinadas.

'Gosto muito de conhecer pessoas', conta Vera Maria. 'E esse tipo de hospedagem na casa de alguém, com vários serviços que um hotel de luxo oferece, é pouco conhecido no Brasil. Como tínhamos achado interessante este tipo de negócio quando viajamos para o exterior, optamos por criar algo diferente e agradável aqui.'

Para o coordenador do núcleo de empreendedorismo da Fundação Dom Cabral, Afonso Cozzi, a vivência fora é benéfica aos empreendedores. 'Conhecer outros lugares traz novas idéias e permite analisar oportunidades sob outros pontos de vista.' Mas simplesmente trazer uma idéia de sucesso no exterior para o Brasil não quer dizer que o negócio dará certo. 'Fazer uma boa análise de mercado e, principalmente, saber se a cultura aceita aquele tipo de empreendimento, é fundamental.' A própria Vera comenta que a diferença cultural influencia nos negócios. 'A maioria das pessoas que veio ao Chez Menusier já conhecia este tipo de hospedagem por já terem viajado para fora. Estamos tentando divulgar.'

Cozzi diz que o plano de negócios deve ser muito bem estruturado, para que, na hora de buscar crédito, o empreendedor não tenha tantas dificuldades. 'As empresas de investimentos vão avaliar quem é o empreendedor e que potencial o mercado tem.' Ele lembra que, dependendo do negócio, pode ser complicado no Brasil conseguir fornecedores de produtos comuns no exterior, ou a mão-de-obra pode ter treinamento diferenciado e caro.

O empresário Helder Sato trouxe professores estrangeiros para sua escola de inglês, a Canadian English Vision. 'São todos canadenses, porque a nossa proposta é que o aluno tenha o máximo de contato possível com a cultura daquele país.' A escola, aberta há 3 semanas, é toda decorada com mapas do Canadá e pôsteres com imagens de atores e cantores canadenses. 'As pessoas conhecem Avril Lavigne, Jim


Carrey e Alanis Morissette, mas muitas não imaginam que elas sejam do Canadá', diz. Os alunos têm à disposição salas com vídeo, computadores para pesquisa e até um café com receitas típicas do Canadá - com destaque para o cremoso chocolate quente.

ADEQUAÇÃO

Sato - que estudou e morou no Canadá - queria a princípio montar a escola em território canadense. 'Mas os chineses estavam investindo muito na criação dessas escolas, onde a pessoas fica inserida todo o tempo na cultura do local. Foi então que pensei: por que não fazer esta escola no Brasil?' Em parceria com o centro de estudos Academic Vision, ele conseguiu recursos para montar o negócio em São Paulo, já com perspectiva de expandir para outras cidades. 'Também recebemos propostas do Chile, da Venezuela e da Malásia para montar centros de estudo lá também', diz.

Cozzi, da Fundação Dom Cabral, aponta outro aspecto benéfico da vivência internacional. 'Se você conhece outro país, sabe o que oferecer e o que comprar para eles, em transações internacionais. Hoje, mesmo pequenas empresas têm caráter global e se relacionam com outros países.'

A barista Isabela Raposeiras fez seu negócio crescer ao se tornar consultora para empreendimentos que lidam com café. 'O Brasil é o maior produtor do mundo de café, e os outros países respeitam muito isso.' Ela criou, há um ano e meio, a Academia de Barismo, onde ministra cursos sobre a origem e tipo dos grãos e práticas de preparação. 'Acredito que abri no momento certo, porque este mercado teve um boom e está crescendo muito aqui no País.'

Para se aprimorar na preparação e tratamento do café, Isabela fez cursos e viaja regularmente para a Suíça, Dinamarca, Noruega e Itália. Atualmente, ela é diretora técnica do campeonato mundial de provadores de café. 'São 8 conjuntos de três potinhos, e em cada conjunto o provador tem de dizer qual o café diferente. Os brasileiros são muito bons, conseguem chegar no final ainda discernindo bem os sabores.'

A Academia - que segundo ela, não foi cara por ter sido muito planejada e decorada com materiais criativos - tem oferecido em média um curso de iniciantes por mês, além de Isabela participar de outros oito a dez eventos no período. 'Os outros países valorizam o café tanto quanto o vinho, e agora os brasileiros estão descobrindo isso.


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