SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 30/08/2005
Autor: Sérgio Vinícus
Fonte: REVISTA SEU SUCESSO

Os primeiros passos na internet

Se você ainda não tem um site de sua empresa, está perdendo oportunidades valiosas. Aprenda a fazer isso de forma simples

"Se sua empresa não está na internet, então ela não existe." Hoje, essa frase parece exagerada. Mas em poucos anos ela poderá representar a pura verdade. Cada vez mais, é preciso ter um braço de seu negócio, por menor que seja, no mundo virtual.

Atualmente, o Brasil conta com 11,4 milhões de pessoas que navegam freqüentemente pela web. O mundo todo já conta com mais de 500 milhões, segundo dados da empresa NetRatillgs, especializada em pesquisas no mundo virtual. A tendência é que esse número aumente e que as pessoas passem a usar a web como o principal canal para descobrir novos serviços, informações e novas formas de entretenimento e relacionamento.

"Em virtude da crescente expansão do número de usuários, não se pode mais ignorá-la como um meio de comunicação, nem tratá-la como um meio secundário. É importantíssimo colocar no ar seu site institucional", diz Marcelo S. Macedo, especialista em internet, que escreveu quatro livros sobre a rede mundial de computadores. "A internet, diferentemente de outros meios, permite grande interatividade, tomando-se uma excelente ferramenta de intercâmbio, suporte, pesquisa e divulgação de serviços e produtos. Hoje, a web deve ser considerada como parte integrante e importante de planejamento empresarial."

Uma das vantagens de estar na internet é o fato de que não há distinção entre grandes ou pequenas empresas do ponto de vista físico. O que há são sites bem - ou mal- feitos. Não importa o tamanho. Um bom exemplo disso é a empresa do advogado especializado em direito na web Athayde Delphino Junior, da Delphino Advogados.

Até 2001, Junior tinha um modesto escritório em Santos, no litoral de São Paulo. Entretanto, como já havia trabalhado como advogado em algumas empresas ligadas à novíssima internet de então, percebeu que seu escritório poderia crescer, ou abocanhar mais alguns clientes, se estivesse presente na internet.

Assim, estudou um pouco de programação e, em pouco tempo, ainda em 2001, colocou no ar a primeira versão do site de sua empresa. Com o tempo, e aos poucos, realizou melhorias, aumentando o conteúdo disponível na página e aparando as arestas do desenho do site.

Com o site no ar, Junior teve um aumento considerável de clientes, pois muitos casos começaram a chegar por meio da internet - o advogado ainda se beneficiou do fato de ser um dos pioneiros de sua área na rede. Além disso, até contatos profissionais internacionais a Delfino Advogados realizou por meio do site. "Nosso site é informativo. Nele há dados sobre a empresa, bem como formas de contato. É um apoio para nosso trabalho. O que gasto para mantê-lo não se compara ao retomo que me dá", conta Junior. "Um site dá confiabilidade ao negócio, qualquer que seja. Ainda há a aura, por parte dos internautas, de que se você está na internet, você tem algo a mais a oferecer. Embora não seja sempre assim, já que estar na internet é uma necessidade, não mais um diferencial competitivo."

Junior teve tanto retomo com o site, principalmente como plataforma de marketing, que acabou por entrar de cabeça no mundo virtual. O advogado, ao perceber que a web poderia ser um bom filão, começou a estudar programação e legislação aplicada à internet. Hoje, é um dos mais prestigiados especialistas em direito na web no Brasil.

Passo-a-passo

"O curso-benefício que um site traz é um dos principais argumentos a favor de investir nisso", diz Vicente Marçal, diretor da IllumeDesign, empresa que desenvolve sites."Comparado com outras formas de publicidade, a internet ainda é a mais barata. Principalmente em contraste com a TV".

E o custo para montar uma página na internet é realmente baixo. A primeira coisa a fazer, antes de colocar o site no ar, é registrar o seu domínio. Domínio, ou URL, é o endereço do site. Há diversas empresas que podem fazer isso, mas o melhor é que você mesmo faça, já que se trata de algo bastante simples. Basta entrar na página do Registro.BR (registro.br), órgão responsável pelo registro de domínios, e seguir as instruções. O registro custa R$ 30 por ano, e o procedimento é todo on-line.

No Brasil, para registrar domínios com terminação em "com.br", é necessário ter empresa aberta. O sufixo significa que é um endereço comercial do Brasil. O Registro.BR permite ainda a aquisição de diversos outros sufixos como jor.br (jornalismo), ou edu.br (educação), mas são restritos e não fazem parte da internet comercial.

De R$ 50 a R$ 500

Com o nome do seu site garantido, você deve comprar espaço para hospedá-lo - é isso que vai permitir que sua página esteja acessível 24 horas por dia. Compre esse espaço de provedores conceituados no mercado, já que nessa área empresas somem e aparecem diariamente. Em média, a mensalidade de um provedor é de R$ 3D, mas o preço pode variar de acordo com o plano. Depois de contratado o provedor e registrado o domínio, chega a hora de colocar o site no ar. O processo de confecção da página é dividido em duas partes: o desenvolvimento visual, que fica a cargo do webdesigner, e a programação, a parte relacionada ao funcionamento da página, feita pelo webmaster.

Nesse momento, é indicado que, se você não tem noções de programação ou desenho na web, contrate profissionais que entendam do assunto. Os provedores de hospedagem podem indicar alguém.

"A vantagem de investir na confecção da página é ter muito mais que um simples panfleto eletrônico, mas uma ferramenta poderosa para alavancar seus negócios, facilitando o acesso de clientes aos produtos e serviços de sua empresa", diz Marçal. Nesse ponto, cabe à empresa decidir como irá desenvolver o site. Infelizmente, não há uma tabela de preços que indique quanto isso custa. Os valores praticados variam de R$ 50 até R$ 500. Por isso, a indicação é pesquisar bastante.

Uma vez o site no ar, e tudo funcionando, a manutenção é simples e poderá ser realizada pelo próprio empresário, por meio de um programa de computador que permite trabalhar em websites sem saber sobre programação. Esses programas, costumeiramente, são implantados pelo webmaster.

"Dependendo do tipo, uma única pessoa pode administrar um site. Se for uma espécie de cartão de visitas virtual, sem grandes recursos e com pouco conteúdo, até mesmo quem não entende de programação web dá conta do recado", informa Cristiane França, diretora do Feira Livre, empresa especializada em layouts para blogs. "Hoje em dia, só não está na internet quem não quer", completa.

AS VANTAGENS DE TER UM SITE

Baixo investimento inicial

Alcance mundial- ou, pelo menos, nacional

Não é necessário entender de programação.

O site nunca fecha - está no ar de segunda a segunda, 24 horas.

Há centenas de provedores que dão total respaldo à implementação de um site.

Especialistas indicam que a web já é uma das principais fontes de pesquisa de

consumidores.

Baixo custo de manutenção.

Ferramenta que pode impressionar parceiros.

Dados permanentes sobre sua empresa ao alcance do cliente.

Agilidade no contato com clientes


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