SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 01/09/2005
Autor: Estado de São Paulo
Fonte: Estado de São Paulo

Empresas mudam exigências para alto escalão

Qualidades como o empreendedorismo perdem força, e foco principal passa a ser a visão de longo prazo

Com as transformações na economia da década de 90 para o século 21, também mudaram as qualidades procuradas pelas empresas num executivo. A maior estabilidade econômica do Brasil e a entrada do País no mercado internacional, por exemplo, foram fundamentais para que as companhias passassem a considerar a visão estratégica como item mais importante no seu alto escalão hoje, segundo estudo da consultoria Keseberg, associada à Kienbaum, um do maiores grupos de gestão de RH da Europa.
A empresa faz uma pesquisa constante com seus clientes e levantou as qualidades mais citadas, com base na avaliação de mais de 6 mil profissionais de diversos segmentos, do perfil procurado pelas empresas para seus executivos.

De acordo com Fausto Donini Alvarez, sócio da Kienbaum, na década de 90, 100% das empresas ouvidas diziam que o foco no resultado era uma das competências exigidas para seus executivos, principalmente por causa da abertura econômica, que exigia maior rapidez nas negociações. "Já a partir do ano 2000, a maior porcentagem ficou com a visão estratégica, porque o mercado amadureceu e a perpetuação e a visão de médio e longo prazos passaram a ser importantes", explica.

Segundo Alvarez, o Brasil de hoje é um país muito diferente, as empresas estão se internacionalizando e se exige perfil de longo prazo. "Uma companhia não vai para os EUA para ficar apenas um ano. Na década de 90, não se pensava nisso tão seriamente, até porque gastamos os cinco primeiros anos com a estabilização da economia."

Segundo o estudo, o empreendedorismo foi uma das características que mais perderam força na lista de prioridades. "Era moda no passado, mas as empresas perceberam que no topo é muito mais importante ter foco no cliente do que ser criativo sempre", diz.

Já a liderança deu lugar à chamada gestão de pessoas. Para Alvarez, isso mostra que não se trata mais de simplesmente ter alguém na presidência que aponta o caminho, mas sim prestar mais atenção ao desenvolvimento das pessoas e em detalhes como planos de sucessão.

Para os que estão no comando, a forma de relacionamento também mudou. Na década de 90, a busca era por pessoas com enfoque interno, com capacidade de serem entendidas pelos empregados. Hoje, o foco é a flexibilidade intercultural, na qual saber atuar em ambientes diversos e falar outro idioma fazem a diferença.


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