SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 24/10/2005
Autor: Sandra Motta
Fonte: DIÁRIO DE SÃO PAULO

Capacitação é caminho para a sobrevivência

Empreendedores contam como conseguiram superar crises e dar maior estabilidade aos negócios. Maioria reconhece erros como falta de informações, dificuldades para estabelecer metas, planejar e gerenciar a empresa.

Os negócios que a professora de educação física Bethinha Bernardes montava davam certo por alguns anos, mas acabavam fechando - e não era por problemas externos ou da economia. "Tive uma academia de ginástica por 15 anos,uma escola de vôlei por seis anos. Em determinado momento eu desistia. Não por crises da economia ou da empresa. Eram crises minhas", conta a empresária que hoje, aos 52 anos, comanda uma próspera fábrica de trufas de chocolate em Araçatuba, com 30 funcionários.

Bethinha só foi descobrir a origem dos seus problemas em 2002, quando decidiu profissionalizar e ampliar sua fábrica de chocolates - que funcionava de maneira quase informal, dentro de casa, já havia mais de oito anos. "Fiquei com medo do investimento maior, da responsabilidade. Procurei uma amiga que trabalhava no Sebrae-SP, e ela me convenceu a buscar orientação. Foi o que abriu o caminho para a solidez da minha empresa hoje", diz. "Descobri que sempre tinha sido empreendedora, com autoestima e autoconfiança a mil. Mas em termos de planejamento e de metas, eu era nota zero".

Nos cursos que, fez no Sebrae-SP, a empresária diz que "bateu de frente" com todos os erros que havia cometido em seus empreendimentos anteriores, e na própria produção de trufas. "Meu acerto sempre foi trabalhar no que me apaixonava. Os erros eram não ter planejamento nem metas; tratar de forma intuitiva pontos que exigem racionalidade, como formação de estoques e de preços; efetivar empregados temporários por razões emocionais, e não profissionais; colocar um funcionário exercendo várias funções", destaca.

Replanejamento

"Decidi, na época, adiar a inauguração da minha fábrica. Fiquei três meses replanejando tudo. Depois contratei um consultor profissional para me ajudar na administração. A empresa abriu de forma muito mais estruturada e, um ano depois, estava crescendo e faturando três vezes mais", diz Bethinha. "Se não tivesse parado para descobrir tudo isso, certamente hoje o negócio estaria quebrado", conclui a empresária, que desde então faz vários cursos de capacitação, de vendas a marketing e finanças.

No caso do dono de papelaria José Lopes Espelho, o caminho para evitar a quebra foi associar-se à Central de Compras Brasil Escolar. A central, explica Lopes, trabalha juntando pequenas papelarias na filosofia associativista, não só para fazer compras em conjunto, mas num trabalho de profissionalização e troca de informações.

"A associação me ajudou a resolver problemas nas compras, na gestão de estoques. Fui me profissionalizando, ganhando condições de competir no mercado, inclusive com os atacadistas. Foi isso que deu estabilidade ao negócio, hoje completando 21 anos".

Buscar apoio e informações mais precisas, no Sebrae-SP ou na Jucesp, também teria ajudado a assistente social Cristina Barone a evitar muita dor de cabeça. Decidida a abrir uma empresa de consultoria, ela levou 9 meses tentando montar a documentação com contadores. "Como não saía o registro, acabei desistindo da empresa. E levei mais quatro meses para suspender toda a papelada que já estava em andamento."

Serviço:

O Sebrae-SP realiza até dezembro a 1° Jornada de Capacitação; cursos de gestão têm. 50% de desconto.

Informações/fone: 0800 780202

Brasil Escolar/fone:(11) 6955-2700


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