SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 28/10/2005
Autor: Folha de S. Paulo - SP
Fonte: Folha de S. Paulo - SP

Empreendedores defendem ética

Empresários discutem como manter os negócios longe da corrupção

O principal desafio do empreendedor num país incerto como o Brasil, onde o caixa dois virou apenas "desvio de conduta", é manter a ética nos negócios e a fidelidade aos princípios de honestidade, independência e respeito aos clientes e colaboradores.

Essa foi a tônica das intervenções dos empresários que participaram ontem do painel "Como fazer uma empresa dar certo em um país incerto", durante a 5ª edição do CEO Summit, organizado pela Endeavor, ONG que apóia o empreendedorismo no Brasil.

Octavio Frias de Oliveira, empresário e publisher da Folha, Jorge Paulo Lemann, sócio da Inbev, e Luiz Ernesto Gemignani, diretor-presidente da Promon, que participaram do painel, destacaram que não é fácil manter empresas "longe dos instintos primitivos da corrupção", segundo palavras do ex-deputado Roberto Jefferson citadas por um participante na platéia do seminário.

Desenvolver uma cultura que defina valores, o que é (e não é) aceitável, é o caminho para não se deixar levar por tais instintos, segundo Lemann, fundador do Banco Garantia. "A conduta ética é o que garante a longevidade das empresas", disse. No tempo em que esteve à frente do banco, ele lembra que via "várias instituições participando de esquemas com governos".

"Éramos instados a não ficar fora [desses negócios] para não perder mercado. Mas os nossos colegas que estavam metidos nessas operações nunca tentaram construir uma empresa ética e sumiram do mercado", disse Lemann.

No caso da mídia, a questão ética leva o nome de independência editorial. Para Frias, "não é fácil manter a independência".

"As tentações são muito grandes e elas ocorrem a cada dia. Mas não há preço que pague a independência. Nós a cultivamos religiosamente e essa é uma das razões do sucesso da Folha", afirmou Octavio Frias de Oliveira.

Já o presidente da Promon, Gemignani, destacou a singularidade da cultura da empresa como responsável pela manutenção da ética. "Há 35 anos a Promon é de propriedade de seus profissionais. Eles podem comprar ações ao entrar na empresa e vendê-las ao sair", disse.

Segundo Gemignani, a diretoria é eleita pelos seus 700 profissionais. "Temos uma cultura de transparência, integridade e excelência nas relações com o cliente e entre as pessoas que trabalham na empresa", disse.


Destaques da Loja Virtual
COMO TRANSFORMAR SEU TALENTO EM UM NEGÓCIO DE SUCESSO

Este livro foi elaborado especialmente para aquelas pessoas que sonham em ter o próprio negócio mas não sabem como fazer para ter sucesso. Nele, a au...

R$45,00