SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 01/11/2005
Autor: Sebrae
Fonte: REVISTA SEU SUCESSO

Saiba como os modelos de negócios coletivos podem melhorar a gestão de mpe`s

Há 15 anos, Dario Bergemann cultiva diferentes espécies de gramas e lírios em Joinville, Santa Catarina. Para divulgar sua empresa, a Agrícola da Ilha, e vender seus produtos, ele começou visitando lojas de jardinagem pessoalmente. "O problema é que estava tão ocupado com a produção que me dedicava pouco a visitas. Pior, não tinha nem material de divulgação", diz.

O problema é típico dos pequenos negócios: o empreendedor, sozinho, precisa lidar com o operacional; quase nunca lhe sobra tempo para elaborar a estratégia, divulgar o negócio ou adquirir formação técnica.

Em 1993, no entanto, ventos mais promissores passaram pela propriedade do floricultor. "A Associação Comercial e Industrial de Joinville e a Câmara de Artes e Ofícios da Alta Baviera (Alemanha) criaram um projeto para desenvolver um núcleo setorial de produtores de plantas ornamentais em Santa Catarina", conta Dario. Trocando em miúdos, a idéia era unir os pequenos empresários do setor para que, juntos, pensassem em estratégias para o segmento. "Começamos a realizar fóruns nacionais, nos quais trocávamos informações sobre as melhores práticas, e criamos o Instituto Brasileiro de Floricultura para representar os produtores", diz.

Pequenos com poder de grandes

O modelo de associação que colocou Dario Bergemann e outros produtores de flores e plantas em contato é o chamado Arranjo Produtivo Local (APL). Um APL nada mais é do que um "fenômeno" geográfico, no qual várias empresas do mesmo setor estão instaladas na mesma região.

Quando ele é identificado - seja pelos próprios empresários ou por instituições como o Sebrae - representantes das empresas unem-se para trocar informações, estabelecer objetivos para o segmento e buscar apoio institucional e técnico para implementá-los. As empresas, no entanto, continuam sendo independentes umas das outras - e ainda concorrentes.
Isso se justifica porque, sozinhas, as pequenas empresas não têm como concorrer com as grandes organizações. Num modelo coletivo elas têm a possibilidade de tomar seu poder financeiro, técnico e institucional muito próximo dos quais tem uma grande. Foi o que aconteceu em Joinville. Com o apoio do Sebrae, por exemplo, conseguiram um acordo com um banco público para a abertura de uma linha de crédito de baixo custo para financiar o plantio de flores e plantas. "Individualmente não teríamos conseguido nada", afirma Dario.

Mercado de flores

Uma das principais conquistas dos produtores de Joinville sob o modelo de negócio coletivo foi a criação, há oito anos, da Associação Mercaflor e do Mercado do Profissional da Floricultura e do Paisagismo de Santa Catarina, também chamado de Mercaflor. A associação congrega produtores e compradores de flores e plantas; já o Mercado do Profissional é um ponto comercial de 11.500 m2 e mais de 30 boxes para produtores que queiram vender lá seus produtos.

Segundo Dario, há colegas seus que, desde que entraram no Mercaflor como vendedores, cresceram mais de 100%. "Eu estou aqui desde o inicio e já cresci 80%. Hoje faturo cerca de R$ 80 mil por , mês", revela.
Com o Mercaflor, os produtores catarinenses também chegaram a outros Estados. Hoje, vendem flores e plantas para São Paulo, Paraná, Bahia, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, graças à participação em exposições fora do Estado.

Para além das fronteiras do País

Os produtores associados ao Mercaflor também estão tendo a oportunidade de exportar suas flores e plantas para países da América e da Europa. "Foram realizadas várias ações, desde palestras de administração até a participação em feiras internacionais. Visitamos produtores de outros países. Na Costa Rica, vimos como eles exportam", conta Dario. Sozinho, acredito que seria muito difícil um pequeno produtor conseguir tudo isso", completa o empresário, que há 15 anos mal conseguia oferecer seus produtos em cidades vizinhas e hoje, com os benefícios de estar em um APL, já exporta para a Argentina.

DIFERENTES FORMAS DE UNIÃO

O Sebrae acredita tanto na eficácia dos modelos de negócios coletivos, como o Arranjo Produtivo Local (APL) que, entre 2005 e 2007, investirá R$ 400 milhões na disseminação e consolidação do modelo. Além dos APLs, há outras formas de união para micro e pequenos empresários.

Cooperativa: Sociedade de pessoas, não sujeita a falência, constituída para prestar serviços a seus associados. O cooperado é ao mesmo tempo dono e usuário da cooperativa.

Associação: Qualquer iniciativa que reúna um grupo de pessoas e empresas para representar, estimular o desenvolvimento e defender os interesses dos associados sem fins lucrativos, com personalidade jurídica própria.

Central de Negócio: Semelhante ao APL. Um grupo de empresários de um mesmo setor se une e negocia melhores preços com fornecedores, oferecem promoções e criam fundos para investir em publicidade.
Fonte: www.sebrae.com.br


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