SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 08/12/2005
Autor: Diário do Comércio & Indústria
Fonte: DCI

Exportar valoriza marca e empresa

Vencer no mercado externo exige profissionalização e produto de qualidade

Conquistar novos clientes e mercados, depender menos do consumo interno, aumentar a produção, reduzir custos, aprimorar qualidade e ter a marca mais valorizada são algumas das principais vantagens para o empresário que opta por exportar seus produtos.

Os que assumiram correr o risco de vender ao exterior, nos últimos dois anos, contribuíram para os bons resultados das exportações brasileiras. Em 2004 o País registrou a maior taxa de crescimento em mais de 20 anos, batendo os 31% e alcançando um total de US$ 96,5 bilhões em vendas.

Este ano, já superamos em 23% o recorde atingido no ano passado, segundo o vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro. "Todas as projeções feitas para o período foram superadas: ninguém imaginava que íamos crescer tanto depois dos resultados de 2004", comenta.

Todas as empresas podem
Qualquer empresa pode exportar e não precisa, necessariamente, ter grandes quantidades para vender. No entanto, é imprescindível que ela esteja estruturada, ou seja, que conheça o mercado onde atua, tenha controle dos processos de fabricação, capacidade de produção, algum capital para investimento e pessoal qualificado.

Segundo Gilberto Campião, consultor de acesso a mercados do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP), o exportador iniciante deve procurar vender nos mercados considerados menos sofisticados ou que sejam mais parecidos com os compradores nacionais. "Assim sendo, eles não exigiriam adaptações especiais nos produtos ou, mesmo que exijam, não podem comprometer a estrutura produtiva da empresa exportadora", explica Campião.

A estratégia de entrada em um novo mercado depende do tipo de produto, das características da concorrência, dos compradores e dos recursos colocados à disposição da empresa. Para Campião, é importante que o setor de exportação seja agressivo para ganhar espaço no mercado.

"O empresário deve planejar antes de agir. Deve ter, na empresa, pelo menos uma pessoa responsável pelas exportações, saber estabelecer preço para seus produtos, não deixar nenhuma comunicação sem resposta nem demorar a responder as consultas recebidas. E, por fim, não assinar contratos sem antes consultar um especialista", são dicas que o consultor considera importantes aos novatos na área.

"Exportar exige continuidade. Em casos de dificuldade consulte um técnico dos órgãos oficiais e não oficiais de comércio exterior, mantenha a produção conforme o padrão estabelecido e negociado com o importador, pague em dia as comissões dos agentes e não espere resultados imediatos e grandiosos", ressalta o consultor do Sebrae-SP.

Olhar para o mercado
Uma das maneiras de descobrir quais são os países com potenciais clientes para o produto que a empresa quer vender é consultar a Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), órgão vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic). Ela promove encontros e feiras comerciais, além de dar suporte arcando com 50% do custo para que os micro e pequenos participem de rodadas de negócios no exterior.

Lançada em 2003, a Apex já promoveu mais de 1,4 mil eventos internacionais e, atualmente, atende a mais de 24,3 mil empresas parceiras, a maioria de pequeno e médio porte. Passam por seus projetos 60% da pauta de exportação do Brasil.
Informações econômicas
Para fomentar a participação nacional no mercado externo, essa agência disponibiliza ainda um Sistema de Informações Econômicas com dados de 52 países, além de um cadastro com informações sobre 1,7 milhão de empresas importadoras estrangeiras sediadas em 150 países.

A Secretaria de Comércio Exterior, subordinada ao Mdic, indica a diversificação dos produtos já exportados e a variedade de países que comercializam com o Brasil como fatores fundamentais para os bons resultados alcançados este ano.

Hoje em dia, um obstáculo conjuntural que dificulta as exportações das micro e pequenas empresas brasileiras é a taxa de câmbio. Na visão de José Augusto de Castro, vice-presidente da AEB, a desvalorização do dólar frente ao real torna o produto nacional mais caro e amplia dificuldades de competição no mercado externo, podendo diminuir a margem de lucro das empresas exportadoras.

Mesmo assim, este ano isto não impediu que o número de micro e pequenas empresas exportadoras contabilizasse um crescimento de 27,1 % de participação no comércio exterior brasileiro.
Para vender é necessário ter registro especial
Para obter plena habilitação para exportar, o empresário interessado deverá credenciar-se no Registro de Exportadores e Importadores (REL), no Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex) e, também, no Registro e Rastreamento da Atuação dos Intervenientes Aduaneiros (Radar).

O REI é um cadastro regido pela Secretaria da Receita Federal para identificar os exportadores e importadores brasileiros. a Siscomex é um instrumento que integra as atividades de registro, acompanhamento e controle das operações de comércio exterior, através de um único fluxo computadorizado de informações. O sistema é administrado pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), pela Secretaria da Receita Federal (SRF) e pelo Banco Central (Bacen), órgãos gestores do comércio exterior. O Radar é um sistema que visa agilizar as informações sobre operações efetuadas por exportadores e importadores quando exigido por algum fiscal em posto aduaneiro.


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