SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 21/12/2005
Autor: Fábio Luciano Violin
Fonte: Fábio Luciano Violin

Empreendedorismo x Amadorismo

Segundo pesquisa realizada pelo Sebrae, em 11 estados brasileiros, a mortalidade das empresas no primeiro ano de vida situa-se entre 30% e 61%. Nos dois anos seguintes, os números sobem para 40% e 68%. No terceiro ano, a mortalidade chega a 73%.

Em outra pesquisa realizada pela UFPR, segundo a opinião de estudantes, os fatores que mais contribuem para o sucesso de um novo negócio, em ordem de importância, são:

Informações e conhecimento; persistência e perseverança; recursos financeiros; qualidade no que faz; dedicação; força de vontade e capacidade de assumir riscos (este fator, apesar de ter sido pouco citado é considerado relevante).

Quais são as razões que levam uma pessoa a deixar a empresa onde trabalha (por vontade ou demissão) e se empenhar em um novo negócio?

E mais: algumas fazem um grande sucesso, ao passo que outros tomam o mesmo caminho e acabam fracassando. As razões para o insucesso podem ser várias, entre as mais comuns está a localização errada. Abrem um negócio sem um estudo de viabilidade, não analisam a concorrência, não possuem diferencial competitivo, não têm a menor idéia de como lidar com estrutura de custos e formação de preço, ou ainda pior... Não têm o espírito empreendedor.

O brasileiro, por natureza, é empreendedor. Em um estudo mundial, constatou-se que o Brasil é o país com maior número de empreendedores, na frente dos Estados Unidos, da Suécia, da Itália, entre tantos outros.

No entanto, existe um dado importante: somos os mais empreendedores do mundo, porém temos um percentual de mortalidade de novas empresas igualmente impressionante.

Mas o que significa isso?

Significa que ter seu próprio negócio é o sonho de muitos. Mas é preciso muito mais do que vontade. É preciso conhecimento, leitura, é preciso dedicação para adquirir capacidade e habilidade para ser bem-sucedido.

Assumir um negócio é uma aventura perigosa e arriscada, que se bem sucedida pode levá-lo ao topo, ou ao contrário, se as coisas certas não forem realizadas, as chances de insucesso são igualmente grandes.

Algumas características pessoais auxiliam, e não pensem que se nasce um vencedor. O vencedor constrói a si próprio, eliminando fraquezas e explorando as potencialidades.

As chances de sucesso aumentam quando:

Há uma força interior forte que nos compele a buscar nossos objetivos;

Quando existe visão, foco e objetivos bem definidos e bem delimitados;

Quando há busca por informações, conhecimento, estudo e leitura;

Quando assumimos que somos falhos e que nosso sucesso depende não apenas de nossa vontade, mas também da ajuda de outras pessoas e profissionais;

Quando pensamos em longo prazo, e agimos para atingir aquilo que nos propusemos;

Quando há flexibilidade. Vale lembrar que ser flexível não é ser fraco... Mas sim ter a capacidade de mudar o rumo quando o vento não sopra a favor.

Existem diversos outros fatores, mas estes servem para ilustrar que apenas vontade e boa intenção não são suficientes para se atingir os objetivos. É preciso extrapolar os próprios limites, vencer barreiras e limitações. O sucesso não cai no colo... É fruto de muito trabalho árduo. Muita dedicação... Muito empreendedorismo.

Fábio Luciano Violin é mestre em Estratégias e Organizações (UFPR); especialista em Planejamento e Gerenciamento Estratégico (PUC-PR); Professor universitário, palestrante e consultor de empresas. Email: flviolin@hotmail.com.


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