SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 04/01/2006
Autor: Jornal do Commércio
Fonte: Jornal do Commércio

Pequenas investem em tecnologia

Integração de sistemas e comércio eletrônico estão entre as novas necessidades

Movidos pela necessidade de driblar a concorrência, aprimorar os procedimentos gerenciais e, sobretudo, obter maior lucratividade, os pequenos e médios empreendedores do Brasil vêm buscando, atualmente, uma maior aproximação com os fornecedores de produtos e serviços na área de Tecnologia da Informação (TI). A inclusão na internet e no comércio eletrônico, bem como a integração de sistemas e o monitoramento de ambientes são apenas algumas das novas necessidades apontadas pelos empresários. É o que garantem especialistas em TI e pesquisadores do setor. O tíquete-médio referente aos gastos com suporte fica na média de R$ 200, mensais. Já os softwares podem custar entre R$ 600 e R$ 1,4 mil.

A tendência pode ser comprovada com base em um estudo realizado durante o ciclo de seminários Comércio Eletrônico para Micro, Pequena e Média Empresa, em dezembro. Os dados estatísticos foram obtidos em parceria entre a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e a Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (Camara-e.net). Ouviram-se cerca de 8 mil empresários, de oito importantes cidades brasileiras: Bauru, Belém, Belo Horizonte, Campinas, Florianópolis, Ribeirão Preto, Rio de Janeiro e São Paulo. Constatou-se que 77,1% dos pesquisados possuem website, 85,5% têm banda larga e 45,8% realizam comércio eletrônico.

De acordo com o diretor executivo da Camara-e.net, Cid Torquato, quase 90% dos entrevistados consideram a internet importante para os negócios. Sessenta por cento dizem que a ferramenta é fundamental para a produtividade. "A questão é digitalizar ou morrer empresarialmente", acredita Torquato. Para o chefe do departamento de negócios e operações na internet dos Correios, Antônio de Paula Braquehais, a pesquisa mostra um cenário otimista. "O comércio eletrônico, por exemplo, é cada vez mais utilizado pelos pequenos empreendedores. Nosso objetivo é fazer com que essa modalidade se pulverize e se desenvolva", comenta Braquehais.

Ele lembra que, para ajudar os pequenos a aderirem a essa nova modalidade de vendas, os Correios criaram o CorreiosNet Shopping, uma espécie de loja virtual visitada por milhares de consumidores, diariamente. A adesão, entretanto, ainda é inexpressiva, quando se leva em consideração um universo de 5 milhões de empresas existentes no Brasil, segundo dados do Sebrae nacional. "Cerca de 700 empresas usam o CorreiosNet. Além de contar com a segurança e a garantia de entrega dos pedidos, elas têm a certeza de entrega dos produtos, apoio comercial, logístico e tecnológico e divulgação dos itens.

Para manter a loja virtual dos Correios, o empreendedor deve desembolsar, mensalmente, valores que variam de R$ 300 a R$ 1,2 mil. Braquehais reforça que, de acordo com a pesquisa, 46,4% das empresas possuem mais de dez computadores. Cerca de 83% responderam que as máquinas estão em rede; 61,3% têm programas criados especialmente para o negócio; e 58,9% realizam compras pela internet. Segundo o estudo, é expressiva a porcentagem de empreendedores que atribuem à TI os ganhos de produtividade: 60,5%. Nada menos que 81,1% consideram alta a importância da internet para os negócios. Os que ainda não estão informatizados reclamam do alto custo dos equipamentos.

Sócio da empresa de TI Alterdata, de Teresópolis, na região serrana do estado do Rio, Ladimir Carvalho confirma que os pequenos empreendedores vêm, ano a ano, consumindo mais softwares de automação comercial. De 2003 para 2004, as vendas desse tipo de produto, pela Alterdata, subiram 12%. De 2004 para 2005, o crescimento foi bem mais expressivo: 33%. "O mercado está competitivo. Antes, a maioria dos softwares era utilizada na área operacional, em ações como a emissão de notas fiscais, por exemplo. Hoje, esses produtos estão com foco maior em negociação, decisão e técnicas de gerenciamento", ressalta Carvalho.

Na oficina mecânica JM Rodas, localizada no mesmo município, o investimento em TI gerou um incremento significativo. De acordo com o sócio, Carlos Eduardo Ferreira, a gestão da empresa ficou mais fácil quando resolveu adquirir um software de gestão, em 2004. "A gente vem tentando encontrar soluções em TI há dez anos, mas sem sucesso. Nosso principal problema sempre foi a deficiência no suporte. Hoje, estamos satisfeitos", diz Ferreira, lembrando que o sistema auxilia nos procedimentos de contas a pagar e receber, controle de estoque, compras, acompanhamento dos serviços, monitoramento da atividade dos empregados etc.


resultado satisfatório levou à ampliação do espaço físico
O resultado foi tão satisfatório que Ferreira resolveu ampliar o espaço físico, em 2004, de 600 para 2,5 mil metros quadrados. O quadro de funcionários subiu de 9 para 16, ampliou-se o rol de clientes e as vendas cresceram 30%. O empreendedor lembra que conseguiu a firma ideal depois de pesquisar na internet, consultar o Sebrae e participar de feiras do ramo. "Se não tivesse essa ferramenta, não conseguiriam ampliar meu negócio", reforça ele, que gasta com o suporte R$ 200 ao mês.

Atuando desde 1989 no mercado de software, com soluções desenvolvidas em laboratórios próprios, a Alterdata tem 50 mil sistemas em operação em todo o País. Carvalho explica que os clientes buscam, principalmente, empresas que dêem suporte permanente e tenham capacidade de adaptar os softwares às mudanças de mercado. Entre os principais consumidores de soluções para automação comercial, estão empresários dos ramos de material de construção, farmácia, auto-peças, calçados e confecção. Além dessa modalidade, a companhia oferece itens para automação contábil, ERP hospitalar, CRM corporativo e solução imobiliária.

O sócio da Alterdata afirma que, antes de buscar artigos e serviços em TI, o comprador deve realizar uma pesquisa detalhada sobre a empresa fornecedora. "O fornecedor de TI deve ser dinâmico e precisa ter profissionais capazes de atualizar os softwares ao longo dos anos", acredita o especialista, que sugere evitar empresas comandadas por programadores recém-formados. "É preciso experiência", diz, lembrando que a Alterdata conta com aproximadamente 300 profissionais atuando para oferecer aos clientes mais agilidade, Além disso, há 100 analistas exclusivos para atendimento de suporte.

Para Osvaldo Di Santi professor da Faculdade de Informática e Administração Paulista (FIAP) e pesquisador do programa de mestrado em Gestão de Negócios da Universidade Católica de Santos as empresas estão correndo atrás do prejuízo. "Hoje, as companhias vêm terceirizando esses processos, em vez de contratar pessoas especializadas em TI. Por isso a procura pelos prestadores de serviços, em certo sentido, tem superado a procura pelos produtos", comenta Di Santi, esclarecendo que algumas das principais demandas dizem respeito à reimplantação e reconfiguração de sistemas implantados de forma apressada nas empresas no final da década de 1990.

Sócia da 1,99 & Cia, de Teresópolis, Silvana Lima Barros abriu a loja de produtos de preço único há três anos. Desde o começo, optou por utilizar o software de automação comercial. "Como há uma variedade enorme de produtos cerca de 5 mil, seria difícil fazer um controle de vendas. Com o software, conseguimos saber que categorias têm demanda maior", explica Silvana. Ela conta que, por causa do sistema, achou conveniente incrementar a seção de papelaria e reduzir os gastos com a compra dos artigos da seção de brinquedos. O marido e sócio, Sandro Parisi, acredita que a TI ajuda a reduzir o desperdício. "Sem esse sistema, acredito que o faturamento seria 30% menor", completa.


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