SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 05/01/2006
Autor: Diário do Comércio & Indústria
Fonte: DCI

Ações de marketing sob medida

Consultores do Sebrae/SP indicam estratégias para impulsionar negócios

Para buscar mais exposição no mercado e a ampliação de seus negócios, empreendedores devem desenvolver estratégias de marketing adequadas ao seu potencial de mercado e tamanho, usando a divulgação externa e, rincipalmente, prestando atenção ao visual de seus estabelecimentos.

Conforme explica Gustavo Carrer, consultor de marketing do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP), o preparo da loja, no caso do varejo, e a comunicação com o mercado (divulgação) são os pilares para atrair o consumidor. Para que isso ocorra, diz, uma das principais estratégias está na parceria entre a indústria e o varejo: "O empresário deve misturar mídia com o que ele faz dentro da loja". E a escolha da mídia é decisão importante.

"Para os pequenos empresários é necessário adequar o orçamento restrito às mídias disponíveis, o que pode, por exemplo, inviabilizar o uso da televisão devido ao seu custo; de outro lado, o rádio e as mídias alternativas como panfletos e carro de som geralmente são mais acessíveis e recomendadas", afirma.

Administrando custos

O consultor diz que mesmo o valor mínimo para anunciar em mídia de massa é muito alto para muitos empresários. "No caso do rádio, que seria uma alternativa, o retorno só ocorre com pelo menos três inserções por dia, o que gira em torno de R$ 2 mil e faz dessa mídia uma opção também cara para os menores".

De acordo com Wlamir Bello, consultor de marketing da unidade de orientação empresarial do Sebrae-SP, o marketing direto é a ferramenta mais indicada para empresas de pequeno porte. "Com ele é possível passar uma mensagem por um custo baixo". Para evitar o desperdício de verba de marketing, o consultor comenta que as empresas devem previamente estudar o perfil dos seus clientes para, depois, selecionar a ferramenta que mais se adapta a eles. "O telemarketing muitas vezes é invasivo para certas pessoas, mas aos consumidores de terceira idade, no entanto, essa alternativa é muito bem-vinda. O mesmo acontece com a mala-direta, que tem retorno pequeno - de apenas 1% entre empresas - porém é uma ótima opção para jovens de até 15 anos, que ficam felizes em saber que o mercado os está descobrindo".

Mídia alternativa

Wlamir comenta que o ideal é integrar essas ferramentas e aliá-las também a mídias alternativas, como os panfletos.
Panfletos, jornais de bairro, carros de som, faixas e placas bem localizadas são alternativas para os empresários de pequeno porte, na visão de Gustavo. "Nesse nicho, a maior parte dos empresários cria, sozinha, a sua campanha de marketing e eles procuram pessoalmente as mídias, sem o intermédio de uma agência de publicidade". Entre as ferramentas que têm dado retorno aos empresários, destaque ao fax, principalmente para o marketing no segmento de papelarias. Segundo ele, o telemarketing, a mala-direta e, em menor escala, o e-mail marketing aproveitam a proximidade com o público para direcionar ações.

Gerenciando a oferta

Segundo Gustavo, uma das primeiras tarefas do proprietário de estabelecimento de pequeno porte é pensar, além do marketing "puro", no gerenciamento do mix de produtos. Uma dica do consultor para controlar o que ele chama de "interface de marketing na área de compras" é estudar o giro do mercado para ajustar compras futuras.

O consultor do Sebrae-SP conta que, atualmente, os estoques - a não ser de segmentos como a siderurgia - normalmente têm um volume para semanas de vendas, diferentemente de alguns anos atrás, quando os estoques estavam preparados para meses de vendas. "O que não está girando precisa ser rapidamente liberado através de promoção, liquidação ou até saldão. Trabalhar o mix é uma forma de fazer marketing", completa.

Merchandising

Outra preocupação que o empresário deve ter também, segundo Gustavo, é relacionada ao merchandising da empresa. "São todas as ações feitas no ponto-de-venda para vender mais", explica. Incluem-se neste item a decoração da vitrine, fachada, iluminação, layout e até exposição dos preços dos produtos. "A intenção é fazer com que a loja também seja um vendedor da equipe", ressalta.

Existe ainda um terceiro pilar importante para as lojas, na análise do consultor: o atendimento. "A força de vendas também é uma variável de marketing. Nesse aspecto, o envolvimento da indústria com programas de treinamento e incentivo é fundamental".
De acordo com o consultor, grande parte dos fabricantes investe na revenda de seus produtos - financiando fachadas, displays, e, no caso das indústrias de bebidas, freezers com a marca estampada.

Equipe paulista vence o desafio Sebrae de 2005

A equipe SCMCS, formada por alunos da Universidade de São Paulo (USP), venceu neste mês o Desafio Sebrae 2005, jogo que estimula o conhecimento empreendedor entre os participantes e permite que tenham contato com experiências reais de uma empresa. A equipe paulista agora representará o Brasil na final latino-americana da disputa, que contará com representantes de Argentina, Paraguai, Uruguai, Colômbia e Peru e está prevista para ocorrer em abril de 2006, no Rio de Janeiro.

A administração de uma empresa virtual de produção de flores foi o tema da edição 2005, que contou com 50 mil estudantes de todos os estados do País. Para 2006, os competidores vão administrar uma empresa do setor moveleiro, uma das áreas em que o Sebrae tem investido, principalmente nos Arranjos Produtivos Locais. A sétima edição está prevista para 19 de abril, quando também estarão abertas as inscrições, através do site, até junho de 2006.

Mais informações sobre como preparar e programar campanhas de marketing pelo telefone 08000202, ou pelo site www.sebraesp.com.br


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