SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 09/02/2006
Autor: Diário do Comércio & Indústria
Fonte: DCI

Saber contratar é fator decisivo

Experiência é fundamental para que funcionário seja um aliado do empresário

Saber identificar o potencial profissional de seus funcionários é um fator decisivo para o sucesso das micro e pequenas empresas. Transformar colaboradores em aliados é fundamental para empreendimentos que não contam com as grandes verbas de recursos humanos das empresas de maior porte.
Segundo Milton Fumio, consultor de administração geral do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP), o empresário, ao contratar um colaborador para o seu empreendimento, deve encontrar no candidato experiência profissional anterior no ramo que a empresa atua, exigir conhecimentos técnicos, habilidades e iniciativa.

Outro cuidado que o contratante dever ter é observar se o funcionário escolhido teve um histórico de bons serviços prestados em seus empregos anteriores. "Isso implica em o empresário pesquisar informações sobre o candidato nas empresas em que ele trabalhou. Com essas informações é possível saber se o funcionário tem um histórico de alta rotatividade, se tem uma personalidade que fomenta brigas e disputas internas e até mesmo se costuma processar seus empregadores regularmente", explica.

Também é importante que o empresário busque vários caminhos para divulgar sua vaga. Uma das opções é a tradicional contratação por indicação, ou seja, recorrer a conhecidos para que eles possam informá-lo ou apresentá-lo um candidato.

Contratar estagiários pode ser uma alternativa para o empreendedor, dependendo da função que o funcionário irá exercer. Na faculdade é possível encontrar mão-de-obra com qualificação técnica. Para isso, é necessário que a pequena e média empresa faça um convênio com uma escola técnica. O empresário ainda podem recorrer à terceirização dos seus serviços. Serviços de terceiros podem gerar um custo menor porque não existe o encargo da contratação de um profissional. Ou ainda, se for o caso, o contratante pode recorrer aos serviços de uma empresa que fornece serviços de mão-de-obra terceirizada.

Treinamento

O investimento em capacitação, considerado por alguns empresários como dinheiro gasto a fundo perdido, na grande maioria dos casos, traz um retorno para a empresa maior do que o que foi gasto.
O objetivo desse investimento é aumentar a produtividade e a qualidade dos produtos ou serviços da micro e pequena empresa. Segundo Fumio, o treinamento aplicado no colaborador aprimora a sua competência, e por conseqüência as competências da empresa.

Ele ainda explica que o empregador pode buscar a capacitação técnica, por exemplo, no Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial de São Paulo (Senac-SP) e Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo, (Senai-SP). Essas entidades têm escolas laboratórios profissionalizantes para formação técnica e profissional.

Para profissionalizar a mão-de-obra, o empresário pode também negociar convênios com os seus fornecedores.
Grandes indústrias oferecem cursos em suas unidades. A Bunge, por exemplo, em sua unidade de fabricação de farinha para pão, ministra uma série de cursos voltados para formação de padeiros.

Os instrutores ensinam como fazer o pão, como utilizar corretamente a farinha e até mesmo novas receitas ande se pode aplicar a farinha fabricada pela Bunge. "São cursos gratuitos que o empresário pode usar para formar a sua mão-de-obra
sem gerar custo", afirma.

Gestão

De acordo com os consultores do Sebrae-SP, além de fatores que vão da falta de planejamento prévio a carência de "espírito" empreendedor do empresário, problemas com a mão-de-obra estão no topo do ranking de causas da alta mortalidade das empresas brasileiras. "Cerca de 58% dos empresários que abrem um negócio não conhecem e nem fazem um levantamento prévio sobre qualificação da mão-de-obra. Sem bons funcionários nenhuma empresa sobrevive", explica o gerente de pesquisas econômicas do Sebrae-SP, Marco Aurélio Bedê. Em 2005, o índice dos empreendimentos de micro e pequeno porte que fecharam as portas antes de completar cinco anos de atividade chegou a 56%.

Por fim, cabe ao empreendedor perceber o que pode motivar o seu funcionário. Existem diversas formas de incentivos para manter o colaborador interessado pelo trabalho e cumprindo as metas da empresa. Participação nos resultados, bônus no final do ano e até mesmo uma cesta básica são diferenciais importantes para motivar o pessoal.


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