SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 20/02/2006
Autor: Sandra Motta
Fonte: DIÁRIO DE SÃO PAULO

Boa comunicação visual ajuda MPEs a atrair clientes

Consultores do Sebrae-SP e do Senac dizem que micro e pequenas empresas devem investir no visual das lojas, da logomarca aos ambientes internos

Dono de uma loja de roupas femininas com 10 funcionários no bairro do Bom Retiro, o empresário Jonathan Aramodu descobriu, nos últimos anos, que preço competitivo e mercadoria de qualidade não bastam para cativar a clientela: o bom visual da loja também é fundamental.

Mesmo vendendo apenas para o atacado, ele renova a decoração a cada seis meses, de acordo com as tendências da estação. A cada dois anos investe numa reforma mais ampla. Na última, feita há um mês, a loja ganhou móveis novos, em imbuia e aço inoxidável, luminárias de desenho mais leve, sala de café e duas TVs de plasma, uma delas de 60 polegadas. Para ter um projeto equilibrado, Aramodu sempre trabalha em parceria com um arquiteto e um decorador, que o ajudam a encontrar o estilo mais adequado ao seu negócio.

O consultor de marketing do Sebrae-SP, Gustavo Carrer, destaca que boa parte das pequenas empresas não percebe o quanto é importante criar uma identidade a partir de elementos visuais, caprichando na comunicação visual da empresa.
"O ideal seria fazer isso desde a abertura do negócio, partindo da construção da logomarca e do conceito que a loja pretende transmitir a seus clientes", orienta.

No caso de Aramodu, o visual foi definido pensando não no público que consome as roupas que ele confecciona - moda jovem feminina - mas nas lojistas que lá são atendidas, geralmente mulheres um pouco mais velhas, que vêm do Sul do país ou interior de São Paulo. "O projeto tem de ser clean e, ao mesmo tempo, chique", diz o empresário.

Carrer lembra que uma comunicação visual bem planejada e diferenciada chama clientes para dentro da loja. "Desenvolvido.o conceito, o lojista deve tentar trabalhar com ele não apenas a fachada, vitrines e ambiente interno, mas outros elementos, como cartões de visita, cartazes, móveis, sinalizadores visuais, sacolas e assim por diante", orienta.

O ideal, segundo o consultor, é contratar para fazer o projeto um designer, arquiteto ou empresa de comunicação visual. "Se o lojista não tiver recursos para isso, pode ir desenvolvendo o trabalho sozinho, e de forma gradual, de preferência investindo primeiro na fachada. Mas a ajuda de um profissional facilita bastante o processo", ressalta.

A professora de vitrinismo do Senac-SP, Maria de Fátima Nunes, diz que as micro e pequenas empresas dificilmente têm recursos disponíveis para, como faz Aramodu, renovar a cada estação o visual da loja. "Como nem todos têm essa possibilidade, é preciso fazer o melhor com os recursos disponíveis", destaca. "É necessário ter coerência entre os vários elementos visuais na loja, renovando sempre pelo menos a vitrine principal. Mas sem esquecer da organização do espaço interno, como as gôndolas, araras e prateleiras" .

Erros

Um erro a ser evitado, segundo Fátima, é montar vitrines bonitas, mas sem um padrão de informações. "O consumidor deve ter toda informação sobre os produtos expostos. E com uma sinalização que facilite ao máximo a leitura", orienta.
Carrer aponta enganos comuns dos varejistas ao fazerem o chamado layout da loja.

Entre eles estão escolher móveis e expositores inadequados, que não permitam a perfeita exposição dos produtos; colocar mais móveis do que o espaço permite, sacrificando assim o trânsito dos consumidores, e projetar um espaço pouco flexível - o que poderá impedir ajustes e mudanças no decorrer do tempo.


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