SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 14/03/2006
Autor: Carlos Eduardo Valim
Fonte: Gazeta Mercantil

Sistemas com capacidade para tomar decisões

Os sistemas inteligentes aparecerão em iniciativas pioneiras a partir de 2007

A próxima geração de sistemas corporativos criará a empresa autonômica, baseada em softwares com capacidade de tomar decisões de acordo com os objetivos de negócios, e que poderão ampliar a produtividade de executivos em até 50 vezes, conforme estudos do escritor Jack Shaw, autor de "Surviving in the Digital Jungle" (Sobrevivendo na Selva Digital).

"Tamanha produtividade será possível porque as pessoas poderão gerenciar muito mais coisas ao mesmo tempo", diz. Os sistemas inteligentes aparecerão em iniciativas pioneiras a partir de 2007, chamando atenção e estimulando o uso massivo em cerca de cinco anos, prevê.

O autor abre hoje em São Paulo o SAP Fórum, principal evento no Brasil da alemã SAP, a maior empresa de software integrado de gestão (ERP).

Um exemplo do que Shaw chama de sistemas inteligentes apareceram em uma corrida realizada no deserto americano do Mojave, no ano passado. Organizada pela Agência de Pesquisas Avançadas de Defesa dos Estados Unidos, pagou prêmio de US$ 2 milhões para o carro que completasse com maior velocidade um percurso de mais de 200 km.

O detalhe mais importante é que nenhum dos automóveis poderia ter motorista, nem ser guiado por controle remoto.

Eles contavam com sistema de localização geográfica (GPS) via satélite e lasers para identificar falhas no percurso. Mas o grande desafio não era apenas encontrar obstáculos, mas sim dotar os sistemas da capacidade de escolher a melhor opção de caminho para contonar cada pedra, diz Shaw. Competiram 23 carros-robôs, mas apenas cinco chegaram ao fim, com vitória de um Touareg, da Volkswagen.

Nas empresas os programas precisarão ser mais acertivos, mas a rapidez de evolução tecnológica permite prever a chegada de sistemas avançados ao mercado em pouco tempo.

Em 2004, a mesma corrida foi realizada sem que nenhum participante conseguisse completar 5% do percurso.

"Devido ao ritmo atual das mudanças, não creio que levaremos 10 anos para ver uso massivo nas corporações dos sistemas inteligentes", acredita. Segundo o autor, os sistemas estão em fase de desenvolvimento dentro de pequenas empresas de pesquisa avançada.

"Essa inovação não deve vir das maiores empresas do segmento. É um desafio a empresas tão grandes serem tão inovadoras", analisa.

Shaw vê uma oportunidade para o Brasil sair na frente na nova geração. Até por não ter o mesmo nível de adoção de sistemas de outras nações, o País poderia saltar estágios direto à próxima geração tecnológica, no que chama de "salto de sapo". "Alemanha e Japão fizeram isso, no pós-guerra, ao reconstruir suas indústrias com novas tecnologias, enquanto Estados Unidos e Inglaterra mantinham infra-estrutura dos anos 30", afirma.


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