SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 02/05/2006
Autor: Jair Donato
Fonte: A Gazeta - MT

Você sabe quem é seu concorrente?

A melhor saída para essa situação talvez seja considerar todos os segmentos como aliados, estabelecer parcerias e gerar marketing de relacionamento, por excelência

Se lhe perguntasse sobre um forte concorrente das empresas aéreas, o que você diria? Certamente poderia vir à sua cabeça respostas do tipo, aeronaves mais sofisticadas ou qualquer outro meio de transporte. Grande engano. Chegou a hora de mudar o paradigma. São as teleconferências. É isso aí, os equipamentos multimídias hoje concorrem diretamente com as aeronaves. Quem diria! Centenas de executivos simplesmente trocaram viagens distantes, às vezes enfadonhas, por reuniões interativas, via satélite. E com menor risco e maior economia para as empresas.

O que mudou no mundo foi o conceito de concorrência. Até há bem pouco tempo, concorrente era aquele que abria um comércio no mesmo segmento que o outro. Hoje, na era em que o consumidor praticamente não compra mais produtos, ele compra serviços, o diferencial está na agilidade e nas novas formas de atender as necessidades dele. Apenas o segmento pouco importa ao cliente.

Outra característica que mudou na concorrência foi a localização. Ela já não é mais geográfica. Ou seja, concorrente antes era o comerciante que abria um estabelecimento na frente do outro, do lado ou na rua de trás. Agora, o concorrente é virtual, ele pode estar do outro lado do mundo. Em apenas um clique o cliente troca um pelo outro.

A melhor saída para essa situação talvez seja considerar todos os segmentos como aliados, estabelecer parcerias e gerar marketing de relacionamento, por excelência.

Segundo Charles Darwin: "Não é a mais forte nem a maior das espécies a que sobrevive na natureza. Mas sim aquela que mais se adapta às mudanças". Temos o exemplo das baratas que estão em toda parte porque resistiram às transformações, no decorrer do tempo, desde há milhões de anos. E os dinossauros, cadê? Por que sumiram todos? Afinal, eram tão fortes e enormes.

O mesmo ocorre com as empresas. Atualmente, existem corporações com faturamentos espetaculosos, com sede em cubículos físicos e número mínimo de funcionários. Grandes empresas já não são sinônimas de volume de matéria-prima e de espaço físico. Não é medida só por área construída, número de frotas de veículos, tampouco por enormes quadros de funcionários. Essa foi a mudança do paradigma da tangibilidade.

Talvez as melhores lições que os gestores podem tirar da constatação darwinista, sejam as seguintes: Flexibilidade e adaptabilidade. Para quem ainda não sabe o significado destas palavras, basta entender que o contrário delas pode significar o desaparecimento do profissional ou da empresa no mercado de trabalho. Trata-se de características comportamentais, que um século após a Era da administração de Taylor, são cruciais para manter a empregabilidade e o empreendedorismo.

Hoje, no mercado, não é o mais forte que vence o mais fraco, nem o maior que se sobrepõe ao menor; é o mais veloz que ultrapassa o mais lento.

Agora, pense de outra forma também. O concorrente pode não ser o outro. Pode ser você mesmo. Portanto, inove, mude, flexibilize, faça sucesso. E, não abra mão de ser estratégico frente a toda e qualquer mudança proposta. Ainda é tempo. Comece!

*Jair Donato é jornalista em Cuiabá, consultor de Desenvolvimento de Pessoas - Life Coach e professor universitário, especialista em Gestão Estratégica de Pessoas e Qualidade de Vida. E-mail: jairdomnato@gmail.com.br


Destaques da Loja Virtual
LOJA VIVA: REVOLUÇÃO NO PEQUENO VAREJO BRASILEIRO

Ser varejista não é para qualquer um. É uma questão de vocação. Mas não é tarefa simples essa de conquistar e encantar clientes. E, com a globalização...

R$35,00