SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 12/05/2006
Autor: Diário do Comércio & Indústria
Fonte: DCI

Os desafios das empresas familiares

A empresa familiar pode cair na armadilha de imaginar que o status alcançado se perpetua sozinho

Em economias avançadas e em mercados emergentes, inúmeras empresas iniciaram-se como negócios familiares. Desde o início, guiadas pelo espírito empreendedor de seus fundadores, algumas se tornaram grandes potências econômicas. Sorte, visão ou oportunismo, cada qual tem uma receita para o sucesso. E entretanto, a maioria vencedora, em algum momento de sua trajetória, teve o discernimento e a precaução de se profissionalizar, preocupando-se com a própria sucessão e a continuidade dos negócios.

Para essas empresas que sobreviveram às crises, a chave do sucesso foi um senso de governança representado pelo comprometimento com os valores transmitidos através das gerações e um amplo conhecimento sobre o sentido da palavra "propriedade". Em verdade, a propriedade de um negócio pode tanto representar para uma família a deterioração dos relacionamentos afetivos, quando mal administrado por seus gestores, quanto pode propiciar grandes retornos, se bem planejado. Mas, em que momento da história da empresa devemos pensar na profissionalização, sem que isso se torne um tabu? O nascimento de uma empresa é caracterizado pela batalha de utilizar a capacidade de inovação para conquistar seu mercado e entender as necessidades de seus futuros clientes.

Vencida essa batalha, o segundo estágio envolve um foco mais acentuado no aumento da produção, recrutamento de novos colaboradores, pesquisa e desenvolvimento, para constituir uma marca forte no mercado. A luta pela sobrevivência é caracterizada por uma mudança organizacional e na forma de competir. Nesse momento, a empresa entra num ciclo de crescimento e sucesso, com uma relativa estabilidade financeira e a consolidação de seus esforços de conquista de mercado. Entretanto, há um nível de exigência muito alto para sustentar em crescimento, e sem um processo de profissionalização a empresa pode cair na armadilha de imaginar que o status alcançado se perpetua sozinho. Este é o momento para se pensar na profissionalização da empresa. A profissionalização implica em se adotarem práticas administrativas mais racionais e menos personalizadas; é o processo de integração de novos gestores profissionais identificados com uma cultura empresarial; é o momento de se refletir sobre o papel dos acionistas e de seus sucessores e de se admitir uma intervenção externa, por intermédio de um consultor que oriente essa mudança.

Dois fatores são importantes para a condução do processo de mudança na cultura organizacional.

O primeiro está diretamente ligado à comunicação, e implica em manter as partes interessadas constantemente municiadas de informações sobre os avanços e conquistas efetuadas, desmistificando possíveis fantasmas que possam significar retrocessos.

O segundo fator é o alinhamento dos gestores eleitos para operar a transição, com as novas práticas e ferramentas de gestão instituídas.
Para tanto, o papel do consultor ou da consultoria nessa mudança é fundamental para o êxito da profissionalização. Quem pretende mudar uma organização deve procurar conhecê-la, descobrir sua identidade, sua cultura e seus valores, sem impor modelos preconcebidos. Esse processo tem como aspectos fundamentais: a descentralização dos poderes; gestores profissionais selecionados no mercado com vivência e perfil para enfrentar desafios; formalização de instrumentos de gestão; planejamento estratégico e visão de longo prazo; controles e instrumentos de governança; estrutura organizacional compatível com a operação. Conciliar os interesses individuais com o coletivo é o desafio que se apresenta nos processos de profissionalização e de sucessão.

A consultoria possui metodologia e técnica para conduzir o processo, com o objetivo de garantir a continuidade do negócio. Profissionalizar significa fortalecer as colunas e os alicerces corporativos evitando deixar prevalecer os interesses individuais da sociedade familiar. Profissionalizar é estabelecer uma estrutura de organização e de governança compatível com os interesses dos acionistas e alinhadas com as melhores práticas de mercado.


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