SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 17/05/2006
Autor: Jornal do Commércio
Fonte: Jornal do Commércio

É melhor escolher bem

Selecionar o vendedor adequado é mais fácil do que motivar o mal contratado

Trabalhar de segunda a sábado e, muitas vezes, nos domingos e feriados. Atender clientes que podem ou não estar de bom humor, que podem ou não ser gentis. Essa é apenas uma parte da rotina dos vendedores e gerentes de lojas. Um dia-a-dia estressante que pode levar à exaustão. Mas, como motivar pessoas cansadas e estressadas com tanta carga de trabalho? Como deixar o trabalho mais leve? E se a falta de motivação do vendedor ficar evidente e refletir no seu modo de agir com o público? A demissão é a melhor solução ou uma conversa basta?

Perguntas que atormentam comerciantes e que levam a uma só resposta: o recrutamento bem feito traz os funcionários certos. Premiações e folgas são apenas parte de uma política de boa convivência e também resultado de um trabalho bem feito. Cabe ao lojista saber escolher o vendedor correto. Sensibilidade e vontade de crescer são apenas algumas das exigências que devem ser feitas durante o processo de seleção. Disponibilidade para um trabalho quase que integral também.

"Quem entra para esse mercado já deve saber, de início, que a rotina é das mais puxadas. O responsável pelo processo de seleção tem que escolher apenas aqueles que têm o perfil adequado, aqueles que estão realmente com vontade de trabalhar e de crescer na loja", afirma a coordenadora do MBA de Marketing em Varejo da Fundação Getulio Vargas (FGV-Rio), Rita Martins.

Técnicas de motivação só são válidas quando do outro lado está um funcionário que gosta do que faz. "Não adianta tentar motivar, se a pessoa não gosta do que faz, se está no emprego apenas de passagem ou para quebrar um galho. Muita gente usa o trabalho na loja para ganhar um dinheiro extra, não há envolvimento com a profissão. Assim não há motivação que resista ao primeiro mês", frisa. Um problema que aflige Luciana Vargas, proprietária da loja de chapéus Hat Shop, do Brasília Shopping, na Asa Norte da capital.

"Há pessoas que só vêm trabalhar em lojas quando estão desempregadas e precisam de dinheiro. Quando arrumam outro emprego, provocam a demissão só para conseguir um dinheiro a mais. Já outras são perfeitas durante os três meses de experiência, mas, a partir do quarto ou quinto mês, começam a dar sinais de desinteresse e também tentam, a todo custo, provocar uma demissão", revela a lojista, que também só acredita em técnicas de motivação quando o funcionário é corretamente escolhido. "Não adianta tentar motivar uma pessoa que só vem trabalhar por esporte ou que está aqui só para tapar um buraco, enquanto não arruma outro trabalho. Essas pessoas já estão desmotivadas naturalmente. Elas não precisam do trabalho e não fazem questão de crescer", enfatiza.

Opinião semelhante tem Andréa Saad, gerente da loja de calçados Andarella, no Shopping Nova América, Zona Norte do Rio de Janeiro. "Se o funcionário não está realmente a fim de trabalhar aqui, é melhor demitir. Tento conversar, entender o que está acontecendo, mas, se depois da terceira vez, o comportamento continuar, prefiro demitir", ressalta. Mau humor no atendimento e impaciência são sinais, segundo Andréa, de que há algo errado no ar.

Um jeito que não faz muito o estilo de Evodi Barros, dona da loja de moda feminina Audaz, no Shopping Tijuca, Zona Norte do Rio. "Evito ao máximo demitir. Converso e mando ir para casa pensar no que fez, no modo como está agindo. Todo mundo tem problemas e achar emprego está muito difícil. Quando não consigo mesmo ajudar, dou uma folga, libero durante um período", assegura.

Para a coordenadora do MBA de Marketing em Varejo da FGV-Rio, a demissão é muito relativa. "Se a pessoa é inadequada para o cargo é melhor demitir", explica Rita.

Premiação e folgas motivam

Premiar e dar folgas são políticas que também fazem parte da rotina de proprietários e gerentes para motivar e descansar seus vendedores. "Sempre dou um valor em dinheiro para quem atinge as metas. Além disso, dou folgas semanais e faço escala para os trabalhos aos domingos", conta Luciana Vargas, da Hat Shop. Brindes e brincadeiras também fazem parte da rotina das vendedoras da Andarella, do Shopping Nova América.

"Sempre fazemos brincadeiras e distribuímos brindes para as vendedoras que têm a melhor produtividade. Também sou muito flexível em relação a folgas. É só conversar, falar o problema, que posso deixar chegar mais tarde ou, até mesmo, dar uma folga. Mas o problema tem que ser real e a funcionária tem que ter bons resultados sempre", justifica.

Criar uma relação de amizade com o funcionário também foi outra solução encontrada por Luciana para conseguir o melhor de seus vendedores. "Dou espaço para eles falarem de problemas pessoais, incentivo o estudo e a vontade de crescer. Faço reuniões mensais para discutir o que deve ser melhorado e o que está bom também. Ali, todos têm liberdade para falar e todas as questões são ouvidas", resume Luciana.

Observar bem o comportamento do vendedor, ser flexível com descansos e problemas pessoais e premiar por bons resultados são políticas de motivação e também de incentivo ao trabalho bem feito. "Todo mundo gosta de ter sua eficiência reconhecida. Premiar é importante, mas o mais importante é ter atenção na hora da contratação e também dar chance de ascensão ao bom profissional. Fazendo isso, as vendas serão bem-sucedidas", conclui Rita Martins, da FGV.


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