SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 22/05/2006
Autor: Jornal do Commércio
Fonte: Jornal do Commércio

Escolher o local para começar exige cuidados

Incubadora, escritório virtual e home office são opções

O processo de abertura e de condução de uma empresa precisa ser bem planejado para que o sucesso do empreendimento seja garantido. Entre as inúmeras providências que devem ser tomadas, a instalação é uma das que requer muito cuidado, pois a localização e os custos do ponto comercial devem estar de acordo com o negócio que será implantado. Cezar Kirszenblatt, gerente da área de estratégias e diretrizes do Sebrae/RJ, destaca que é fundamental que haja reflexão quanto aos custos e às oportunidades de negócio do ponto escolhido. O consultor diz que os escritórios virtuais, os home offices e as incubadoras são caminhos muito utilizados pelos empreendedores, pois significam custos reduzidos e favoráveis aos que estão iniciando.

No que diz respeito à relação dos gastos com os rendimentos, Kirszenblatt afirma que elaborar o plano de negócios é o primeiro instrumento fundamental antes de abrir a empresa. "Quando o empresário escolhe o ponto em que vai se instalar, tem que colher o maior número de informações possível. No Sebrae, ministramos cursos voltados ao planejamento empresarial, em que mostramos que uma pesquisa de mercado é essencial também para viabilidade das despesas de um ponto".

A tendência de abrir um escritório em casa é cada vez mais crescente no Brasil, diante do valor elevado de despesas iniciais. O curso de idiomas Aliança Cultural, voltado para o mercado corporativo, é um exemplo de empresa instalada em domicílio. A proprietária Christiane Cerboni diz que optou em instalar a estrutura em casa por economia e praticidade. "A parte administrativa da empresa funciona no esquema de home office e a equipe de professores trabalha no espaço do cliente. Quando não há como o executivo assistir às aulas na própria empresa alugo um escritório virtual. Dessa forma a redução de despesas é grande. Tenho uma despesa 50% menor do que teria se alugasse um ponto comercial", explica Christiane.

Um escritório virtual é outra opção rentável para o pequeno empresário que está iniciando seus negócios. Segundo Mari Gradilone, diretora do Virtual Office, a vantagem de locar esse tipo de serviço é o fato de não precisar investir em imóveis, decoração e maquinário. "Os escritórios virtuais são ideais para quem está começando. É como se fosse um hotel de empresas. Os serviços variam de R$ 180 a R$ 2 mil, dependendo do que o cliente necessita. Oferecemos endereço para abertura da empresa, salas equipadas, serviço de faxina e de telefonia, contabilistas, advogados, entre outras locações. É um mercado promissor", destaca Mari.

Além de significar economia para o empresário, um escritório virtual tem também o benefício de poder ser utilizado de qualquer parte do País. "Vários estados utilizam nossos serviços, principalmente quando se trata de mudança de localidade da empresa ou de uma viagem de negócios. Sempre fazemos pacotes atrativos e damos a certeza de que o locatário não precisará se preocupar com nada, da reforma à limpeza, passando pela estrutura da sala", ressalta a diretora.

Kirszenblatt afirma que a utilização de escritórios virtuais é uma tendência. Ele diz que essa é uma solução boa para economia de custo, principalmente se a empresa está em ano de investimento. "É como se o empresário tivesse um escritório em casa. É uma medida de baixo custo que muitas empresas estão adotando", ressalta o gerente.

Incubadora é opção para empresas de inovação
Para as empresas que têm alto nível de inovação e não têm muito dinheiro para investir, o ideal é optar pelas incubadoras de empresas. O diretor do Instituto Gênesis, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), José Alberto Aranha, garante que começar em uma incubadora é vantajoso, pois o índice de sobrevivência da empresa é de 80%. "Um estudo do Sebrae mostra que das empresas que não passam por incubadoras 70% fecham após cinco anos de atividade. No Gênesis, apenas duas não deram certo, das 44 empresas da área tecnológica que passaram por nós. Esse alto índice de sucesso acontece porque ajudamos na elaboração do plano de negócios, mostrando a forma de colocar no papel o que acontecerá na prática. Isso proporciona visão melhor do negócio", explica Aranha.

A Cortex Intelligence, empresa de tecnologia em informática, nasceu na incubadora da PUC-Rio. Daniel Pires Luiz da Costa, um dos sócios, diz que esse foi o caminho natural da empresa, já que os sócios são oriundos da faculdade. "Eu já havia trabalhado na incubadora e conhecia seu funcionamento. Assim, sabia que estar ali ampliaria o número de oportunidades da empresa. Conseguimos aporte de capital da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) e proveniente de parcerias com a universidade. Essa é uma vantagem da incubadora, ter acesso ao capital, pois há diversas linhas de crédito destinadas às universidades"", explica Costa.

Outra vantagem apontada por Costa é a estrutura compartilhada de uma incubadora, onde custos com salas de reuniões e outras ferramentas de trabalho são divididos com outras empresas. "O desembolso seria muito maior se não fôssemos uma empresa incubada. Posso citar o network, ou seja, a troca de experiências com as empresas, como outro ponto fundamental para o crescimento da empresa", ressalta o sócio da Cortex, que ficará mais um ano na incubadora e já está à procura de um escritório próprio.

"Selecionamos as empresas que apresentam as melhores propostas. As companhias ficam hospedadas por dois anos na incubadora, sendo monitoradas, recebendo auxílio e aproveitando serviços compartilhados de marketing, comunicação e assessoria. O conceito de incubadora é o de selecionar o empreendimento, apoiar e graduar para o mercado", destaca Aranha, acrescentando que financeiramente uma incubadora vive de captação de recursos. "Uma incubadora vive 80% de parcerias e 20% da receita das empresas", explica.


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