SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 26/05/2006
Autor: Jornal do Commércio
Fonte: Jornal do Comércio

Pequenos dão primeiro passo para exportação

Começar pequeno, pensar grande e andar rápido. Seguindo a linha do ministro Luiz Fernando Furlan, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), o 106º Encontro de Comércio Exterior (Encomex) aconteceu ontem no Country Club de Niterói e cumpriu seu objetivo: difundir e incentivar a cultura exportadora, em particular para os pequenos empresários. No encontro, o secretário de Comércio Exterior do Mdic, Armando Meziat, apresentou os últimos números da balança comercial brasileira. Segundo ele, nos últimos 12 meses, até a terceira semana de maio, o Brasil exportou US$ 123,7 bilhões, importou US$78,6 bilhões e o saldo foi de US$ 45,1 bilhões. Meziat ressaltou que a meta de exportação para 2006 é de US$132 bilhões e que este número será alcançado facilmente. Desse modo, afirma que já pensa nos números da exportação para 2007. Meziat revelou que a média diária de exportação brasileira é de US$ 500 milhões. Quanto à participação das pequenas empresas no mercado externo, o secretário disse que representam cerca de 2%, valor baixo para a exportação, considera ele. "A palavra de ordem passou a ser diversificação de empresas, produtos e mercados. A exportação no Brasil é uma estratégia empresarial. Recebo todos os dias pela manhã uma tabela informando o quanto o Brasil importou e exportou no dia anterior. De 2003 até agora, conseguimos dobrar as exportações brasileiras", contou. Em São Gonçalo, destacam-se os segmentos naval, confecções, bebidas, sorvetes e alimentos. "O município se prepara para viver o "boom" de investimentos com a implementação do Pólo Petroquímico da Petrobras", disse José Ronaldo Silva, superintendente de Desenvolvimento Econômico de São Gonçalo.

Para Evandro Alves, diretor de Desenvolvimento setorial do Sebrae-RJ, ainda falta esforço maior das empresas e políticas de apoio para desburocratizarão e simplificação de procedimentos de acesso aos pequenos e microempresários ao comércio exterior. "O objetivo do Encomex é oferecer condições de apoio e acesso para que as empresas prospectem o mercado exterior", avaliou.

Desde 2003, Marco Aurélio Rodrigues já exporta descansos de cabeça, espécie de travesseiro para praia, para a França, Portugal e Estados Unidos. Ele começou em 2001 fazendo os produtos artesanalmente e os vendia para brasileiros que moravam no exterior. Atualmente, exporta mil unidades por compra.

Exporta Fácil é alternativa

Para facilitar a exportação dos pequenos e microempresários, no final da década de 90, os Correios lançaram o programa "Exporta Fácil" que é uma solução logística para exportar produtos sem burocracia e com maior facilidade de documentação. De acordo com Ricardo Mota da Costa, coordenador de Negócios dos Correios, em 2003 o programa gerou cerca de US$ 25 milhões em negócios. Em 2004, houve crescimento de 23% em relação ao ano anterior e em 2005 apresentou um declive de 4,98%. No primeiro trimestre de 2006, ele revela que a tendência é de queda em virtude da desvalorização do dólar frente ao Real. "Temos uma relação de 5 mil microempresas que já utilizaram o Exporta Fácil. O maior destino das exportações do programas são os Estados Unidos (57%), seguidos do Japão e Portugal. As mercadorias mais exportadas são as bijuterias e as jóias", contou ele. Assim, o Encomex assume o papel de difusor de informações de modo a incrementar e ampliar os negócios no país. "Por mais que seja simples um produto, em algum lugar do mundo alguém vai querer comprar", declarou Meziat, incentivando os pequenos e microempresários. O secretário lembrou que das 4 milhões de empresas no Brasil, apenas 17 mil exportam seus produtos. Meziat lembrou do primeiro Encomex, em 1997, período em que as exportações brasileiras eram menores e concentradas em poucos produtos, mercados e empresas. As ações, desde o primeiro encontro, tentaram mudar este quadro e levar paras diversas regiões brasileiras as informações sobre o comércio exterior e a criação de uma cultura exportadora. Aproveitando o comércio on-line, a Casa do Artesão de Valença, já planeja exportações para 2006. A artesã Simone Gomes faz pesquisas na internet há mais de 4 meses para atingir o mercado internacional. Já o artista plástico Luiz Silva, da Casa Dárte, exporta há dois anos. Ele apostou em esculturas religiosas feitas em gesso e papel.


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