SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 31/05/2006
Autor: Carolina Marcondes
Fonte: Jornal do Commércio

Fortalecimento de marca é o benefício

Provar faz retrato do relacionamento entre franqueado e franqueador

O sistema de franquias brasileiro é satisfatório tanto para franqueadores quanto para franqueados. Esta é a principal conclusão de um estudo divulgado ontem pelo Programa de Administração de Varejo (Provar) da Fundação Instituto de Administração (FIA) da Universidade de São Paulo (USP). "O modelo linear de gestão reduz os riscos dos negócios", analisou o professor Cláudio Felisoni de Angelo, coordenador do Provar.

O estudo tem como meta fomentar debates sobre a Lei de Franquias, em vigor desde 1994. "Uma série de problemas jurídicos poderia ser sanada com uma atualização", diz de Angelo. Nova legislação será encaminhada ao Congresso Nacional, mas não há data prevista para votação. O levantamento destaca ainda que o valor da marca é o maior diferencial do investimento em franquias. "Foi uma surpresa para nós", avalia a professora Patrícia de Salles Vance, uma das coordenadoras da pesquisa.

Dos franqueadores entrevistados, 38% apontam o fortalecimento da marca como a principal vantagem do sistema. Outros 30% apontam a rapidez da expansão como maior benefício. A expectativa, segundo Patrícia, era que a resposta "rapidez" liderasse. "Muitos estudos ressaltam a menor demanda de capital na ampliação dos negócios", analisa.

O estudo revela ainda que 6% acreditam que a principal vantagem é a redução de custos; 1% a resolução de problemas trabalhistas; 10% o aumento de rentabilidade; 13% o aumento da cobertura geográfica e os 2% restantes apontaram outros motivos.

Entre os franqueados, o valor da marca foi apontado por 59,6% dos entrevistados, enquanto 18,5% afirmam que a maior vantagem é uma chance mais ampla de sucesso. Outros 12% dizem que o maior benefício é o fato de o negócio já ter sido testado anteriormente; 3,8% acreditam em maior garantia de mercado; 1,9% em ganho de escala; 1,1% em melhor conhecimento de custos de instalação; 0,4% apontam relativa autonomia jurídica e financeira e 2,6% outros motivos.

Um problema apurado pela pesquisa é a falta de comunicação na implementação de ações promocionais. "As franquias contribuem mensalmente para um fundo de propaganda, mas as decisões sobre mídia são, na maioria das vezes, tomadas apenas pela franqueadora", diz Patrícia. Outro problema numa relação na qual a atenção aos padrões é essencial, a consulta ao manual de franquia, obrigatório por lei, surpreende pela sua falta de aplicação. O estudo mostra que 39% dos franqueados usam raramente o manual, 14% nunca usam e 5% garantiram sequer ter o manual. Em contrapartida, 31% afirmaram realizar consultas freqüentemente e 11%, sempre. A maioria da redes pesquisadas informa possuir programas de atualização ou de reciclagem para seus franqueados. Mais de 80% dos franqueados informaram regularidade nas participações.

Franqueadores temem perda da padronização

O risco de perda de padronização foi apontado por 40% dos franqueadores como um fator de temor na implantação do sistema de franquias, enquanto 10% temem e redução de controle sobre o ponto de venda, 30% a perda de exclusividade sobre o know-how, 30% o maior custo no monitoramento de operações, 25% prováveis divergências com os franqueados, 20% o risco de desistência com os franqueados, 35% a redução do controle nas ações de marketing, 8% a redução da estabilidade do negócio e 3% outros fatores. Cada entrevistado pôde apontar dois fatores diferentes. Entre os franqueados, a pouca flexibilidade foi apontada como o principal fator de risco na adoção do sistema de negócio, com 27% das respostas. Para 19% a autonomia parcial foi apontada como dificuldade, 18% a limitação nos ganhos, 17% as taxas pagas ao franqueador, 15% a falta de liberdade para escolha do ponto de venda, 1% elevada dependência do franqueados e 3% outros fatores. A pesquisa foi realizada no final de 2005 com 41 empresas franqueadoras e 270 franqueadas dos segmentos de alimentação, educação e treinamento, comercialização de produtos, prestação de serviços, limpeza e conservação e vestuário. Todas as franqueadas são de uma das 41 empresas pesquisadas. Segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF), o Brasil possui 970 franqueadoras e 61 mil franqueadas. O que significa, respectivamente, um crescimento de 4% e 19% em relação a 2004. De todas as empresas franqueadas pesquisadas, 70% estão na região Sudeste, 10% no Sul, 9% no Centro-Oeste, 6% no Nordeste e 2% no Norte. E das franqueadoras, 70% possuíam mais de cinco anos de existência.


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