SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 01/06/2006
Autor: Robert L. Newhart II
Fonte: Diário, Comércio & Indústria

Inovação agora é um verbo!

Abordagens diferentes funcionam melhor em situações diferentes

Inovação é uma palavra que está na moda atualmente. No mundo inteiro, as pessoas perguntam: o que ela significa para mim, para a minha organização, para o meu país? Era uma vez... quando o passado era conhecido, podíamos prever o futuro e o mundo mudava a uma velocidade imaginável. Estes dias já se foram... para sempre.
Competir na economia mundial dependendo de custos (de terra, mão-de-obra e infra-estrutura) mais baixos não é mais uma opção viável para nenhum país. Para concorrer no mercado global, cada nação precisa explorar sua base de conhecimentos. A inovação é a centelha que acende uma economia vibrante. Isso é algo que o Brasil conhece bem. Pode ser o avião de Santos Dumont ou o movimento atual para o combustível sustentável por meio do álcool da cana-de-açúcar.

Um dos principais motivos de a inovação ser alvo da atenção mundial é a noção básica de que as pessoas farão eternamente o que for possível. A tecnologia é capacitante.

Os seres humanos irão sempre impulsionar a tecnologia para fazer o que puder ser feito para resolver problemas e oferecer novas soluções. Embora existam algumas poucas pessoas e organizações capazes de inovar repetidamente, muitas não sabem como fazê-lo. Para muitos, a inovação é um golpe de sorte repentino. A maioria de nós não sabe como inovar constantemente. E alguns poucos dentre nós conseguem fazê-lo intencionalmente.

Mas imagine como as coisas seriam diferentes se a inovação se tornasse algo proposital. E se as crianças rotineiramente aprendessem na escola as ferramentas e as técnicas da inovação e da criatividade intencionais? E se a inovação proposital fosse incentivada em cada organização? E se inovar passasse a ser responsabilidade de cada um?

Chegou o momento de se tornar intencional quanto à inovação. A inovação intencional é uma prática essencial para quem quiser diferenciar seu país, sua organização ou empresa, para evitar a concorrência baseada somente em custos menores no que se tornou, na maioria dos casos, um mercado repleto de commodities.
O mundo é um lugar imprevisível. A velocidade e o ritmo das mudanças inspiradas por questões geopolíticas e de segurança, flutuações da economia, nichos de mercado, entre outros pontos, é algo sem precedentes. O ambiente integrado atual cria ondas que varrem o globo. Nosso ferramental de costume para lidar com mudanças rápidas e efêmeras abrange lutar, lutar, e se adaptar. Mas ser apenas o melhor, ou o segundo melhor, num jogo no qual ninguém ganha está se tornando menos viável. Há um outro caminho. Aqueles que quiserem crescer e prosperar neste ambiente incerto irão aprender também a inventar. Eles aprenderão a inovar, intencionalmente.

A inovação intencional significa criar uma cultura deliberada e um padrão criativo que estimule constantemente e incentive idéias e soluções inovadoras. A inovação intencional prestigia pessoas e idéias por meio da criação e manutenção de um mercado para as idéias. Aqueles que acham que podem escapar, na esperança de que a mudança eventualmente desacelere a ponto de as coisas voltarem a ser como eram, terão uma enorme decepção. A velha abordagem de 'prever e se preparar' para um futuro de mudanças está perdendo terreno para a nova abordagem de 'imaginar e criar'.

A única estratégia sustentável é adotar a inovação intencional em todas as áreas da vida.

Não existe mais uma maneira melhor de se pensar ou inovar. Estamos chegando à conclusão de que abordagens diferentes funcionam melhor em situações diferentes e para pessoas, organizações e países diferentes.

Abordagens
Quero ilustrar esta idéia de abordagens diversificadas à inovação. Thomas Edison, com mais de mil patentes, exerceu um grande impacto no mundo. A lâmpada elétrica e outros inventos, como o cinema, mudaram muito a vida das pessoas. Sua abordagem à inovação era bem prática e intencional. Ele disse: 'Nunca trabalhei em nada que eu ainda não tivesse um protótipo funcional.'

No outro extremo, Albert Einstein não obteve patente alguma. Ele tinha uma visão dos problemas em longo prazo. Einstein nos ajudou a ver e compreender o universo. Visualizava um quadro muito grande, e tinha uma abordagem intencional à inovação. Albert Einstein disse: 'A imaginação é mais importante que o conhecimento... Se soubéssemos o que estávamos fazendo, não chamariam isso de pesquisa, não é? Sabemos que Einstein também teve um profundo impacto no mundo. Então qual das duas é a abordagem correta à inovação? Nenhuma, ou melhor, ambas. Há tantas abordagens possíveis à inovação quantas pessoas houver para resolver problemas.
A verdadeira pergunta que cada um - dentre pessoas, nações, organizações e empresas - precisa responder é: Você inovará ou será alguma outra pessoa? Você quer que a inovação seja feita por você ou para você?

Há um velho ditado que talvez soe familiar: 'A necessidade é a mãe da invenção.¿ Para explorar de maneira eficaz a criatividade e a inovação é preciso pensar na inovação, não como substantivo, mas como verbo de ação. Ela está inextricavelmente ligada à necessidade.

A inovação, seja ela pequena ou grande, é o estado natural dos seres humanos. Pense nisso: cada coisa grande que já foi feita no mundo veio de apenas um pensamento na mente de alguém. E se um de nós é capaz de ter um pensamento tão grandioso, então todos nós o somos. E esses pensamentos surgem a partir de uma pergunta bem elementar: 'Qual é o seu problema?' Esta pergunta é a centelha da inovação intencional. Os inovadores criam novas ferramentas e as associam aos problemas humanos que precisam ser resolvidos. Está é a sua tarefa; esta é a tarefa de todos.


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