SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 09/06/2006
Autor: Jornal do Commércio
Fonte: Jornal do Commércio

País precisa de preparação permanente de seus líderes

Segundo o consultor, não há saídas para o problema senão a preparação adequada e permanente de novos quadros com capacidade de serem líderes

O Brasil só dispõe da décima parte daquilo que precisa quando o assunto é liderança. Essa lacuna significa oportunidades a serem preenchidas nas organizações por novos líderes, o que é bom. Por outro lado, é também um fator de preocupação para a economia nacional, pois significa que o empresariado não está pronto o suficiente, no caso de os ventos das mudanças soprarem muito fortes, alertou Marco Aurélio Vianna, em sua palestra.

Segundo o consultor, não há saídas para o problema senão a preparação adequada e permanente de novos quadros com capacidade de serem líderes. Caso contrário, será grande a possibilidade de acontecer com outras organizações o que ocorreu no passado com banco Bamerindus que chegou a ser o segundo maior banco privado brasileiro e faliu ou a Varig, a mais tradicional empresa aérea brasileira que está numa dificílima situação. Na opinião do consultor, ninguém está imune a situações assim nem no Brasil nem em lugar nenhum do mundo. As gigantes McDonald¿s e a Microsoft são exemplos dos riscos atuais, comentou.

Os líderes com perfil para atender as demandas atuais, terão que contar com qualidades em várias dimensões complementares, na avaliação do especialista. Deverá ser um hábil estrategista (agir na direção certa), dominar o conhecimento executivo da organização, e também ser empreendedor corajoso. Mas, no topo da lista de qualidades está o fator mais importante, que Vianna classificou de capacidade de ser líder cidadão. Fazer o bem dá lucro. Parece que fazer o bem até para os próprios colaboradores de uma organização tem a capacidade de duplicar o lucro dos acionistas. O novo líder tem que sintonizar com isso¿, recomendou, acrescentando que o cenário é também de grandes oportunidades, onde sai com vantagem aquele que perceber logo que a ética dá lucro, quando cria um círculo virtuoso, onde aqueles que realmente amam o que fazem terão grandes chances de se sobressair.

Antes da palestra, Marco Aurélio Vianna recebeu as boas-vindas do diretor Administrativo e Financeiro do SJCC, Gustavo Teodózio, e recebeu também saudações de Cibele Pinheiro, vice-presidente da ABRH-PE, além de Roberta Correia, do Sebrae-PE e do diretor comercial do banco BGN, Nélson Brasil. O mestre de cerimônias da noite foi o coordenador de jornalismo da rádio JC/CBN, Mário Neto.

Líder precisa se adequar ao hoje
Consultor Marco Aurélio Vianna abordou os papéis dos novos líderes durante palestra no auditório do SJCC

Os tempos são de mudanças em ritmo vertiginoso. Nunca antes na história da humanidade elas foram tão rápidas e tão profundas. Coisas inimagináveis há 30 anos, hoje são realidade. E mais: o conhecimento de hoje em sua máxima profundidade já será obsoleto em 90% daqui a dez anos. Nesse cenário confuso faz-se necessário um choque de sensibilização em que a figura do líder terá, necessariamente, que mudar radicalmente.

Essa foi a tese defendida pelo economista e consultor Marco Aurélio Vianna, numa palestra na última quarta-feira, quando ele inaugurou a o ciclo Encontro com o Conhecimento, no auditório do Sistema Jornal do Commercio de Comunicações (SJCC), numa promoção conjunta com a Associação Brasileira de Recursos Humanos, secção Pernambuco (ABRH-PE) e apoio do Sebrae-PE e patrocínio do banco BGN. Vianna, na palestra Novos Tempos, Novos Líderes: O Papel da Liderança no Século XXI, disse que as organizações que não estiverem preparadas para esse novo momento correrão sérios riscos de sobrevivência em breve.

O especialista alertou de modo especial para a nova visão do ser humano no contexto organizacional atual, em que a maior riqueza do mercado responde pelo nome de conhecimento. “O conhecimento é a mais importante commoditie do mundo moderno. A questão agora não é só vender produto de qualidade. Nesse mercado vai se sobressair quem se posicionar como fornecedor de soluções. Não é só vender alumínio, por exemplo, mas a inteligência nele contida, que agregará outro valor muito maior”, avaliou.

O perfil do líder capaz de vencer os desafios, segundo o especialista, está bem diferente daquela frieza distante que muitos estão acostumados a ver. Nesse novo tempo, o perfil de liderança terá, dentre outras qualidades, a sensibilidade humana, que “será primordial”, aliada à capacidade de sensibilizar e envolver os liderados, possuir valores éticos bem fundamentados, e ser capaz de continuar aprendendo e se reciclando em processo contínuo. “Acho que neste novo tempo, o diploma deveria vir com um carimbo, dizendo O Ministério da Educação adverte: produto perecível”, comentou Vianna.

A visão estratégica, sempre pronta para as mudanças, terá que agregar, segundo Vianna, a habilidade para formar novos líderes, fazer escola. Nada disso, porém, terá chances de sucesso se o líder não souber motivar a equipe. “O papel do líder é ser capaz de transformar o deserto em terra produtiva” e deu um exemplo local: “é isso que está ocorrendo no pólo irrigado do Vale do São Francisco”.


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