SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 14/06/2006
Autor: Jornal do Commércio
Fonte: Jornal do Comércio

É importante ter site, mesmo sem vender

Comércio eletrônico é o segundo passo da estratégia para a web

Cerca de 627 milhões de pessoas compram pela internet em todo mundo anualmente, diz um estudo divulgado pela AC Nielsen. Livros, DVDs, CDs e artigos eletrônicos são os campeões nas vendas virtuais. Mas os limites do comércio eletrônico estão se ampliando. Roupas, bolsas, bijuterias, acessórios e cosméticos já podem ser comprados na grande rede.

Além de fazerem sites informativos mostrando as novidades das coleções, as marcas tornam a internet um braço virtual da sua loja presencial. Especialistas da área afirmam que, apesar da vantagem de vender em qualquer horário e qualquer local do mundo, o lojista precisa calcular os custos fixos e ter atenção na segurança para a operação eletrônica.

A Guelt foi uma das grifes que apostou no comércio virtual. O site nasceu com a loja localizada no Bom Retiro, em São Paulo, e, além de vender para o consumidor final, também atende os revendedores de outros estados (multimarcas)e exterior, sem que estes precisem necessariamente ir à loja novamente. Segundo Fabio Shoel, proprietário da marca, o site também serve como uma espécie de catálogo eletrônico, que é atualizadoconforme o estoque da loja real.

"Vender roupas pela internet não é simples. Por isso, quem compra pelo site são, geralmente, revendedores ou clientes antigos que já conhecem nossa modelagem", afirma Shoel. Apesar do alto custo do investimento para montar e manter uma loja virtual, Shoel explica que nunca procurou nenhum gigante do comércio eletrônico para fazer parceria.

Sociedade que a Dermage também não pensa em fazer. Por ser uma rede de cosméticos e farmácia de manipulação, os sócios acreditam que perderiam o contato direto com o cliente e faltaria o atendimento personalizado. "Nosso produto é muito específico. Com as informações do site, conseguimos trabalhar de forma diferenciada para cada cliente", afirma Ilana Braun, sócia da empresa. Atualmente, o comércio eletrônico representa 3% das vendas.


Experimentação

Ilana acredita que a fatia pouco representativa deve-se à falta de experimentação dos cosméticos. Mesmo assim, a Dermage espera, até o fim deste ano, chegar a 5% do faturamento total, pois pretende fazer a migração das vendas por telefone para internet. Ilana revela que se surpreende ao ver o cadastro dos compradores: alguns são de cidades que não têm lojas próprias nem franquias da empresa por perto. Pedro Luiz Roccato, da Direct Channel, diz que o ideal é ter uma estratégia multicanal, ou seja, mais de um canal para venda. "Se a loja não tem site, é uma dificuldade para as pessoas fazerem pesquisa. As pessoas pesquisam antes de comprar. Se além de um site informativo, existir a venda pela internet, é bem melhor. Ele lembra que são poucos os casos de sucesso com roupas, pois precisa de experimentação, mas a oferta é interessante". Ele alerta que é preciso ter cuidado com a comunicação do site. A mensagem da loja presencial e virtual deve ser a mesma, mas é preciso ser adequada a cada canal. "A loja virtual não substitui, mas complementa". Por querer ter um contato mais pessoal com o cliente, o foco do site da Via Mia, loja de calçados, roupas e sapatos, não é a venda online. O portal funciona como um catálogo de seus produtos, apesar de haver compra à distância com pagamento em cheque. O sócio da Roger Sabbag explica que além de conceitual e informativo, o sistema adotado pela loja aproxima o cliente da compra. "O consumidor preenche o cadastro e em 24 horas nós entramos em contato. O serviço é feito de maneira mais humanizada".

Loja virtual requer cuidado na montagem

Montar um site de vendas on-line parece simples, mas requer muito cuidado por parte da empresa. O advogado do escritório Dannemann, Siemsen, Bigler & Ipanema Moreira, André Ferreira, fez mestrado em direito da tecnologia, na Suíça, e lembra que fazer um site na internet não é difícil, o problema é a segurança em relação a dados dos clientes, como número de cartão de crédito. Por isso, o lojista precisa utilizar um protocolo seguro (SSL), que possibilita a compra com o cartão de crédito e boleto bancário. "O SSL utiliza criptografia e o hacker que invadir o sistema não consegue ler as informações". É preciso ter cuidado ainda na escolha do servidor onde o site está hospedado. Mas todas as artimanhas não adiantam se a equipe não for treinada para fazer bom uso do computador.


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