SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 03/07/2006
Autor: Editorial
Fonte: A Notícia

Emprego dos jovens

A assimetria exibida nas estatísticas - em torno de 45% dos desempregados no País têm até 24 anos de idade - exige a intervenção dos governos

A empregabilidade dos jovens entre 16 e 24 anos é um tema de vital importância não somente econômica, mas também social. Sem acesso ao mercado de trabalho, seja pela saturação de vagas ou falta de qualificação, um contingente expressivo de jovens é levado a iniciar a vida economicamente ativa já na informalidade, de um limbo legal de onde dificilmente será removido - ou, em menor número, apela para a criminalidade. Nesse momento de proximidade com as eleições, uma oportunidade de aprofundar a discussão e apresentar projetos para a criação de postos de trabalho para jovens.

É inegável que o crescimento econômico e a qualificação do sistema de ensino, especialmente o público, são capazes de proporcionar as vagas. No entanto, a assimetria exibida nas estatísticas - em torno de 45% dos desempregados no País têm até 24 anos de idade - exige a intervenção dos governos, seja na esfera federal, estadual ou municipal, para tentar amenizar o problema.

O governo federal criou o Programa Nacional de Estímulo ao Primeiro Emprego (PNPE). O principal resultado se limitou a aumentar a discussão sobre o tema. Na prática, a parte do programa (também existem outras ações, como qualificação profissional) que prevê incentivo financeiro para empresários contratarem jovens ainda não deslanchou. Em apenas um exemplo, apenas 6,9 mil jovens se inscreveram no PNPE em Santa Catarina. Um número bastante reduzido. Menor ainda é a quantidade de jovens empregados, apenas 815, segundo os últimos dados disponibilizados pelo Ministério do Trabalho, relativos a fevereiro de 2006. Em todo o Brasil, o número de jovens empregados pelo programa chegaria a 50 mil. Imaginar que o Primeiro Emprego resolveu o problema é até uma ilusão perigosa.

Além da ampliação do programa, são necessárias outras ações. Cada vez mais é necessário nos projetos de geração de emprego e renda - também os desenvolvidos pelos Estados e municípios - a introdução de mecanismos específicos para os jovens. Aumento da oferta de cursos profissionalizantes já no ensino médio, estímulos à maior interação entre a universidade e a iniciativa privada, incentivo ao empreendedorismo, maior divulgação das oportunidades de emprego específicas para jovens são alguns exemplos do que pode ser realizado nesse campo.

As omissões no presente costumam cobrar um preço alto no futuro. Se não houver estímulo e ajuda na preparação para o ingresso em um mercado de trabalho cada vez mais competitivo, os jovens nem terão oportunidade de começar uma carreira, com prejuízos individuais e coletivos. Individual devido à não-realização pessoal, coletivos em relação à informalidade e à criminalidade em ascensão. Que nessa campanha eleitoral, os candidatos sejam cobrados a se manifestar sobre o tema e apresentem propostas viáveis. A questão do desemprego é grave em qualquer faixa etária, mas, no caso dos jovens, milhões de pessoas podem sofrer com a falta de renda sem ter tido ao menos uma


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