SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 20/07/2006
Autor: Diário do Comércio & Indústria
Fonte: DCI

Semelhanças entre orquestra e empresa auxiliam capacitação

A engrenagem de uma orquestra sinfônica pode funcionar como o cotidiano de uma empresa, uma vez que ambas exigem liderança e flexibilidade, uma equipe que trabalhe em conjunto, sem anular o valor de cada integrante, e uma estrutura sólida, porém aberta para as novidades. Foi pensando desta forma que o maestro Walter Lourenção idealizou e coordenou o projeto de capacitação profissional Sinfonia Empresarial.

Hoje, ele e sua equipe, formada por músicos da Orquestras Sinfônica da Universidade de São Paulo, do Estado de São Paulo, da Universidade de Campinas e do Teatro Municipal de São Paulo, já somam mais de 400 apresentações em empresas como Coca-Cola , Fiat , Votorantim , Companhia Vale do Rio Doce, General Motors , BMW , Volvo , Ericson , Banco Bradesco , Banco do Brasil e CPFL Energia . A idéia surgiu há 14 anos, quando o músico e sua orquestra foram convidados para fazer o concerto de encerramento de um congresso de recursos humanos, no Hospital das Clínicas, em São Paulo. "No improviso, procurei fazer com que a apresentação fosse relacionada com os temas apontados no encontro", conta o maestro. Logo depois, duas empresas já se interessaram pela novidade e, a partir de então, Lourenção foi se aperfeiçoando e ouvindo especialistas para afinar a idéia que chamou de Sinfonia Empresarial. Os encontros podem ser destinados para funcionários de chão de fábrica à altos executivos e envolvem os mais variados temas, como liderança, organização e trabalho em equipe. Toda a apresentação é interativa, como conta o maestro. "Enquanto eu falo, a orquestra toca. A platéia também interage, fazendo perguntas". A abordagem deste tipo de trabalho, segundo o músico, é muito útil e a fixação, mais duradoura porque as idéias tratadas durante as apresentações são internalizadas, permanecem no sensorial do indíviduo e perduram na memória.

"Os conceitos tratados são lembrados por muito mais tempo", comenta. O maestro procura focar no emocional do público e estabelecer durante todo o tempo ligações entre o cotidiano da uma empresa e obras de grandes mestres da música clássica.

Em determinado momento do espetáculo, o maestro escolhe alguém da platéia para subir ao palco. Esta pessoa tem a surpresa de estar à frente dos 60 músicos da Orquestra e deverá regê-los. A proposta, segundo o regente, é desmistificar a ideía da maioria das pessoas de que uma empresa ou uma orquestra dependem exclusivamente de seus líderes ou maestros. Ele acha que as pessoas confundem os líderes como aqueles cuja solução dos problemas será atingida com a ação pontual dessas pessoas. "Os que lideram precisam de seus liderados, assim como as equipes precisam do chefe. Uma orquestra também não funciona sem o seu maestro e vice-versa. É uma relação binária", compara.

Filosofia e criatividade

Lourenção utiliza, além da música, conceitos de filosofia e artes para levar o público a uma reflexão sobre os mais variados temas relacionados à vida dentro da empresa. Através da vivência da apresentação da Sinfonia, a criatividade dos profissionais é estimulada, de forma a compreenderem seu papel e buscarem novas abordagens no dia-a-dia do trabalho. O espectador é despertado para questões como técnica, disciplina, ousadia, liderança, equipe e aperfeiçoamento ¿ temas que o maestro relaciona, durante todo o tempo, ao funcionamento de uma orquestra.


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