SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 31/07/2006
Autor: Horácio Lafer Piva
Fonte: Gazeta Mercantil

Desenvolvimento sustentável no Brasil

É o trabalho que nos afirma perante nós mesmos e perante o mundo

Talvez este não seja ainda o melhor momento para fazer tal associação, mas o fato é que todos nós, brasileiros, nos orgulhamos de nossa seleção de futebol. Afinal, somos os maiores vencedores do planeta nesse campo. Mesmo quando perdemos e nos revoltamos, somos capazes de recuperar a confiança rapidamente e acreditar que na próxima Copa do Mundo voltaremos a brilhar.

Essa é certamente mais uma das tantas parábolas futebolísticas que aparecem com freqüência em nossas conversas, nos discursos de nossas autoridades e de nossos líderes empresariais e, sem dúvida, nos textos de imprensa. E nesse contexto, o futebol ganha uma importância que extravasa as quatro linhas e assume contornos de ordem cultural.

Uma quase redenção diante de tantos problemas de natureza social. Porém, somos muito mais do que o país do futebol e, sinceramente, sem abrir mão da consciência crítica, existem vários outros motivos para nos orgulharmos por nossa origem.

Somos um País de recursos naturais incontáveis (e não devemos encarar esse fato como uma obviedade), de uma população otimista e trabalhadora e com uma vocação incontestável para a inventividade e o ato de empreender.

Diferentemente do que se possa imaginar, o Brasil já é um dos líderes mundiais em iniciativas empresariais de todos os tamanhos e gêneros de negócio, em comparação ao chamado mercado formal do emprego. Isso não significa que a geração de novos empregos formais não seja uma prioridade. Significa que somos capazes de encontrar novas soluções para o seu desenvolvimento e para a abertura de oportunidades para seus cidadãos.

Soluções que, também em desafio ao imaginário coletivo, não se encerram apenas nas questões da geração de empregos ou do empreendedorismo, embora elas estejam no topo de nossas preocupações.

Hoje, o Brasil é um dos países que adotaram o desenvolvimento sustentável como o princípio que deve nortear toda forma de atuação empresarial, particularmente no universo das médias e grandes empresas, cujo impacto transcende a questão do emprego isoladamente e alcança, também, a combinação do sucesso econômico à responsabilidade social e ambiental.

Afinal, não se deve pensar apenas o País de agora, mas sim aquele que será legado às futuras gerações. Recorrendo novamente à simbologia do futebol, é preciso criar as condições para o aparecimento dos craques de amanhã, os cidadãos que sentirão orgulho a cada campeonato mundial, mas principalmente poderão se orgulhar do País que ajudaram a construir. E é isso, exatamente, o que nós, empresários brasileiros, professamos e acreditamos. Esse é precisamente o caso do setor brasileiro de celulose e papel. Um setor que é líder mundial em manejo florestal, em função das pesquisas de ponta que desenvolve no plantio do eucalipto e do pinus, as matérias-primas da celulose. Um setor que, ao utilizar somente florestas plantadas, contribui decisivamente para a preservação das florestas nativas (nada mais enganoso do que imaginar que reservas como a Amazônia ou a Mata Atlântica sejam ameaçadas por empresas que, como dito, se utilizam apenas de florestas plantadas).

Um setor que está maciçamente presente em regiões remotas e carentes de progresso no País e que, portanto, promove o desenvolvimento regional. Um setor que não só gera empregos formais nessas regiões, mas estimula o fomento florestal, ao oferecer condições de plantio para os pequenos proprietários de terra e garante a compra da madeira resultante, zelando para que tais parceiros adotem práticas corretas de preservação ambiental. Um setor que ocupa hoje posição de destaque no mercado internacional, por meio da exportação de celulose para a Europa e os EUA em especial, mercados que somente adquirem celulose de empresas integralmente comprometidas com a responsabilidade social e ambiental. Um setor que, conseqüentemente, apresenta altos níveis de competitividade e retorna ao País divisas relevantes. Um setor que, ao final, está presente no dia-a-dia de todos os brasileiros, na forma dos papéis de imprimir e escrever, das embalagens, dos papéis sanitários, entre outros.

Um setor que está comprometido com a legalidade, a ética e a transparência ao propor soluções inovadoras e sempre de caráter conciliatório no tratamento da terra e no convívio com a sociedade. Um setor cujos números de pesquisa, investimento, empregos, ações sociais e ambientais impressionam no âmbito da economia brasileira. Mas, acima de tudo, um setor que acredita no sucesso do Brasil e dos brasileiros, muito além do futebol.

Porque o jogo nos alegra, porém é o trabalho que nos afirma perante nós mesmos e perante o mundo.

Presidente da Bracelpa - Associação Brasileira de Celulose e Papel


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