SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 06/09/2006
Autor: Paulo FLorêncio / Juliana Schincariol
Fonte: Diário do Comércio & Indústria

Corporações voltam-se para a inclusão digital

Os recentes projetos de inclusão digital desenvolvidos e aplicados por Banco Real , Banco do Brasil , Dell Brasil e Microsoft estão entre os trabalhos de responsabilidade social mais bem avaliados pelos 210 dirigentes das principais organizações não-governamentais (ONGs) consultados pelo DCI, no primeiro semestre deste ano. Na visão desses gestores comunitários, esses projetos são inovadores porque procuram fazer a inclusão de todos os públicos na cultura digital, especialmente os portadores de deficiência visual.

Esse é o caso do Banco Real. O Banco mantém na rede o site Brincando na Rede (www.brincandonarede.com.br). Este é um portal composto por recursos de áudio, vídeo e teclado para facilitar o acesso das crianças portadoras de deficiência visual.

No primeiro semestre deste ano, o portal foi certificado na classificação de nível 3 (AAA) pela Acessibilidade Brasil , uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) voltada para o desenvolvimento de estudos e projetos que privilegiem a inserção social e econômica das pessoas portadoras de deficiência. Com essa certificação, o Brincando na Rede passou a ser considerado um site acessível. Qualquer pessoa, independentemente de suas capacidades físico-motoras e perceptivas, pode navegar no portal.

De acordo com Laura Oltramare, superintendente de educação e desenvolvimento sustentável do Banco do Real, praticamente todo o conteúdo do site é construído em conjunto com internautas mirins (de 5 a 12 anos). Em média, o portal recebe 14 mil colaborações mensais, oriundas dos cinco canais que compõem o portal. "A seleção dos conteúdos é feita de acordo com os critérios de avaliação divulgados em cada canal. Toda vez que uma colaboração é aceita, a criança e seu responsável recebem uma notificação e um convite para acessar o portal", afirma. Desde 2001, ano em que foi criado, o portal passou a receber mais de 105 mil visitas todos os meses. Atualmente, aproximadamente 99 mil crianças especiais estão cadastradas no sistema do portal.

Cidadão digital

Se, de um lado, existe uma empresa que trabalha para facilitar o acesso e ensina o jovem portador de deficiência visual a navegar em um site, na outra ponta estão aquelas organizações da iniciativa privada que procuram doar um computador.
A Dell, por exemplo, trouxe ao Brasil o seu modelo de inclusão digital atualmente disseminado nos Estados Unidos, no Canadá e na Irlanda. O projeto, que consiste em arrecadar microcomputadores usados das pessoas físicas e jurídicas, foi testado e aplicado em Porto Alegre, no Sul do País.

No primeiro domingo deste mês já foi realizada a segunda edição do projeto na cidade, das 13 horas às 17 horas. A Dell arrecadou 400 itens de informática (como mouses, teclados e monitores, entre outros). Na primeira edição do evento, em 2005, a companhia arrecadou a mesma quantidade de equipamentos. Todos eles foram destinados a mais 29 entidades locais.

De acordo com Natasha Duarte, gerente de relações governamentais da Dell Brasil, em 2007 a companhia estenderá o seu projeto para São Paulo. Além de arrecadar computadores para as ONGs, a empresa mantém nove escolas de informática.

O objetivo desses centros de aprendizagem é mostrar aos jovens como fazer as operações básicas de softwares (programas como Word, Excel e Page, entre outros). Além das escolas existem no local dois laboratórios onde os alunos se profissionalizam em manutenção de computadores. Natasha conta que, em São Paulo, serão inauguradas duas escolas de informática no próximo ano. Uma será na ONG Meninos do Morumbi . A outra no interior da capital, em Hortolândia, onde a Dell está construindo uma fábrica. "Em Porto Alegre temos salas com um micro para cada dois alunos. Em São Paulo, como a demanda é maior, as salas terão 12 equipamentos", calcula.

Todos os computadores arrecadados pela Dell são remanufaturados antes de serem doados. Para fazer a doação, a pessoa física pode se cadastrar no site Pensamento Digital (www.pensamentodigital.org.br) e acessar o link "quero doar".

Telecentros

Quase nos mesmos modelos dos projetos da Dell, o Banco do Brasil também reaproveita os computadores usados que, aos poucos, vão sendo substituídos por novos. A empresa fez a substituição de mais de 50 mil micros em todas as sua agências. Parte foi doada para os telecentros localizados próximo às agências. Os telecentros do BB estão instalados em 690 municípios e atendem, em média, cerca de quatro milhões de pessoas por ano. Nesses espaços, a população pode digitalizar e imprimir documentos, acessar a Internet e receber orientação para o preenchimento de propostas de microcrédito e abertura de contas.

As distribuições dos micros foram interrompidas em junho deste ano por causa das eleições. A Lei nº 11.300/2006, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), não permite que uma empresa pública faça ações como essas durante todo o processo eleitoral. Com isso, as doações de computadores voltarão somente depois das eleições.
Recentemente, o banco firmou um acordo com o Instituto Nacional de Seguridade Social (INNS) para disseminar a utilização dos seus serviços oferecidos pela Previdência, via web, como o agendamento de perícias. A inclusão digital do BB foi lançada em 2004, a partir da modernização do seu parque tecnológico, implementado pela vice-presidência de tecnologia e logística.


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