SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 23/10/2006
Autor: A Notícia
Fonte: A Notícia

Invista em administração

Despreparo na área financeira provoca a quebra de negócios

Pesquisa recentemente divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que 45% das empresas nascidas no Brasil em 1997 já haviam morrido em 2004. As causas da alta mortalidade das empresas brasileiras estão diretamente relacionadas à falta de conhecimento administrativo por parte do empresário, além de fatores econômicos conjunturais.

Segundo análise do consultor Waldir Dagostin, itens isolados ou em conjunto podem ser responsáveis pelas dificuldades enfrentadas pelas empresas que, em muitos casos, resultam na extinção do empreendimento, mas todos esbarram na deficiência de administração financeira. Ter o controle total sobre o fluxo de caixa é a primeira medida para saber qual a situação real da empresa. "É preciso acompanhar o fluxo de caixa e trabalhar com uma estimativa para 90 dias. Muita empresa, por exemplo, neste momento, não sabe qual vai ser o reflexo do fim de ano em suas vendas", exemplifica.

Os preços praticados também podem exercer influência determinante na extinção do empreendimento. De acordo com Dagostin, é necessário que o empresário analise os preços de seus produtos ou serviços e constate se está sendo rentável ou não. "Às vezes, os produtos mais representativos de venda são vendidos sem lucro. A empresa vende bastante, mas muitos itens não estão dando lucro. É comum observar isso", diz o consultor.

O contador Benvindo Girardi também credita a alta taxa de mortalidade das empresas ao despreparo do empreendedor que, em muitos casos, se propõe a montar o negócio sem procurar qualquer conhecimento. Baseado em sua experiência, Girardi não acredita que a carga tributária seja um fator determinante para o fechamento de uma empresa. "A parte tributária em si não tem peso nisso. Uma das razões é a burocracia que as micro e pequenas empresas enfrentam", observa. Um dos fatores primordiais para garantir a vitalidade do empreendimento é, na opinião do contador, manter a contabilidade sempre em dia.

Edson Ribas da Silva, de Joinville, percebeu quanta falta faz o conhecimento administrativo. A crise de emprego de 1983 o motivou a criar uma empresa própria. No começo, conciliava o emprego com os serviços de seu empreendimento. Em 1997, passou a dedicar-se somente a seu negócio de esquadrias de alumínio.

Segundo Silva, até 2002, tudo foi bem, mas, a partir daí, percebeu que as dificuldades apareciam, juntamente com uma queda acentuada no mercado. "Nesta época, tinha sete ou oito rapazes que trabalhavam comigo, procurei colocação para todos e procurei emprego", conta. Diante do volume das dívidas, o empreendedor foi obrigado a fechar as portas da microempresa.

Empreendedor reconhece a falta de conhecimento

Para o empreendedor Edson Ribas da Silva, a falta de conhecimento administrativo foi um dos fatores principais que o levaram a deixar a empresa de esquadrias de alumínio desativada por um tempo. "Tinha muito conhecimento técnico, mas não adianta ter conhecimento técnico e não saber administrar tudo isso", constata.

As dificuldades que enfrentou fizeram com que voltasse a trabalhar como funcionário em uma empresa e deixasse seu negócio desativado. Durante esse período, pagou as dívidas, que já somavam cerca de R$ 20 mil. "Agia muito com o coração. Estava ruim, mas não queria demitir ninguém e, os problemas foram aumentando", revela.

A solução para reverter o problema e reativar a empresa foi sair em busca de conhecimento. "Hoje, participo de palestras, cursos, consultorias. Fui buscar conhecimento administrativo", relata. No momento, Silva se dedica exclusivamente a sua empresa que, em suas palavras, "está de pé, indo bem e sem dívidas".


Destaques da Loja Virtual
A INTERNET COMO FERRAMENTA DE NEGÓCIOS

A publicação aborda os seguintes assuntos: Iniciando a Conexão: história e evolução, Decisão e Planejamento: qual a hora de começar?, e-Marketing: com...

R$20,00