SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 20/11/2006
Autor: A Notícia
Fonte: A Notícia

De trainee a executivo, caminho é bem longo

Jovens devem aproveitar oportunidades nas grandes empresas

Recém-formados ou nos últimos semestres da faculdade, com pouca ou nenhuma experiência, mas cheios de ambição. Essa é a realidade de centenas de milhares de jovens que batem às portas do mercado de trabalho todo ano. E esse é o perfil desejado por grandes empresas à procura dos executivos do futuro.

A porta para esse destino - os programas de trainee -, entretanto, é muito estreita. Milhares de candidatos disputam poucas vagas. É uma concorrência superior às do vestibular de faculdades de ponta. Há cem, duzentos ou até mesmo mais candidatos sedentos por essa oportunidade. "A expectativa das empresas é que em cinco anos essas pessoas estejam ocupando cargos gerenciais", explica a consultora da Catho Gláucia Santos.

A procura por talentos é igual à de uma agulha em um palheiro. "Os processos levam pelo menos 60 dias e têm de cinco a sete etapas", diz Lise Steigleder Chaves, da CC&G. As peneiras começam com uma análise geral de currículo e checagem de conhecimentos básicos, como inglês e lógica. Depois vêm as dinâmicas de grupo ou as entrevistas coletivas, que vão medir a capacidade de decisão, interação com o grupo, comunicação e perfil de liderança.

Para chegar perto do executivo em que o jovem pode vir a trabalhar são necessárias algumas baterias de testes desse tipo, o que ocorre só fim do processo de seleção. E justamente porque além de conhecimento eles buscam perfis específicos de profissionais, é difícil pensar em fórmulas para se dar bem sendo um trainee.

Segundo o gerente de tecnologia de refrigeração para a América Latina da Whilrpool, Marcos Vinícius, não existe uma fórmula em para trilhar um rumo parecido. Há 22 anos, ele entrou na antiga Cônsul como trainee. Para ele foi a relação interpessoal, a maneira de tratar as pessoas e o perfil de liderança que o fizeram ele chegar onde está hoje. Justamente por isso o jovem precisa pensar bem se quer definir os rumos de uma empresa e trabalhar muito, segundo Lise.

Outra dica importante é ler bem o programa da empresa para ter clara a área em que vai atuar. A maioria dos programas são voltados para cargos de gerência, segundo Gláucia. Há empresas que têm programas voltados para as áreas técnicas, como a Embraer e a Embraco.

O aprendiz que virou gerente

Um programa de trainee, iniciado há 22 anos na antiga Consul (hoje pertencente à Whirlpool, uma das maiores fabricantes de eletrodomésticos do mundo), foi a porta de entrada para o mercado de trabalho de Marcos Vinícius, atual gerente de tecnologia para a refrigeração para a América Latina.

Em três anos ocupou seu primeiro posto de chefia, na época, 1987, ganhou a vaga de chefe de departamento de engenharia de processo. Hoje ele gerencia 170 engenheiros, participou do projeto da montagem de uma fábrica nova, viu a Consul virar Multibrás e ser depois adquirida pelo grupo norte-americano Whirpool.

A experiência está sendo usada para aconselhar o filho mais velho, que faz engenharia mecânica. "O programa de trainee abre portas para as grandes corporações e dá oportunidade de passar por várias áreas e conhecer todo o processo produtivo e os negócios."

Caça aos caçadores de talentos

No mercado de trabalho brasileiro, os executivos é que bajulam os headhunters

Headhunters são conhecidos no Brasil como caçadores de talentos, profissionais responsáveis pelo recrutamento de executivos. Mas, com um mercado cada vez mais competitivo e instável, são os headhunters que têm sido os alvos de quem busca uma nova colocação. Tem gente que tenta agradar os caçadores de talentos de qualquer maneira. "Existem pessoas que até me mandam e-mail com mensagem para o Dia das Mães, pedindo para que retransmita para minha esposa", diz Paulo Feliciano, diretor da Panelli, Motta e Cabrera, especializada em recrutar executivos de primeiro escalão.

A fórmula para ser valorizado por um headhunter dispensa contatos fora das questões de carreira e vai muito além de um bom currículo. "O que procuramos são resultados de destaque no mercado", diz Guilherme Dale, consultor da Spencer Stuart, especializada em contratação de executivos.

O primeiro passo para o candidato a ser notado pelos headhunters é se cadastrar nas grandes consultorias de recrutamento e manter as informações atualizadas. "Quem não é visto não é lembrado", diz Paulo Feliciano, diretor da Panelli, Motta e Cabrera, que recruta executivos. Além disso, circular e fazer contatos é muito importante, diz Fernanda Campos, sócia-diretora da consultoria Mariaca. Para constatar a popularidade, vale até checar de que forma seu nome é citado em buscadores da internet, como o Google. "Aparecer numa reportagem positiva é muito bom, só não vale se expor em lugares como o Orkut", diz.

Os headhunters são responsáveis pelo recrutamento de executivos como Alberto Ferreira, que deixou recentemente a Vivo Empresas para assumir a presidência do grupo de turismo Carlson Wagonlit e Antonio Carlos Bento de Souza, diretor-geral da fabricantes de autopeças Sabó. Fernanda ressalta que nos processos de escolha para cargos importantes, as entrevistas pessoais são fundamentais. "Queremos destrinchar o currículo e buscar medir as competências fora da parte técnica, como capacidade de trabalhar sob pressão e gerenciar equipes."


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