SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 19/12/2006
Autor: Jornal do Commércio
Fonte: Jornal do Commércio

Empresas fecham por falta de planejamento

Comércio e serviços são os setores mais afetados, mostra pesquisa da ACSP

Problemas financeiros, inadimplência, falta de planejamento, de capital de giro e de clientes são as principais causas de fechamento de empresas no País, revela recente pesquisa da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). O estudo, feito com cerca de 3 mil empresas brasileiras, também indica que dentre os negócios que encerraram suas atividades nos últimos cinco anos, 51% são do comércio, 46% são empresas de serviços e 3% são indústrias.

De acordo com Jaison Vieira, gerente da Unidade de Negócios Pessoa Jurídica da ACSP, o fato de apenas 3% das indústrias fecharem as portas pode ser explicado porque exigem planejamento mais elaborado, diferentemente do serviço e comércio, cujos negócios tendem a ser abertos de maneira mais amadora. Segundo ele, a indústria tem menos "aventureiros" porque exige investimento inicial maior e necessita de planejamento para as perdas serem menores e os ganhos, maiores. "As empresas fecham principalmente por falta de planejamento. O empreendedor abre o negócio porque tem uma idéia. Idéia é diferente de projeto. O empresário tem que conhecer o negócio", avalia Vieira.

ANÁLISE DE CRÉDITO. Vieira ressalta que os pequenos negócios não podem correr o risco de vender para maus pagadores, mas sim para quem ofereça o menor risco possível. Dessa forma, informa que a melhor solução é realizar uma análise de crédito para se proteger. Vieira revela também que os pequenos e microempresários devem estar atentos à legislação trabalhista e à carga tributária que vai incidir no seu produto.

A Athleta, que entrou no mercado em 1935 e era dedicada a uniformes escolares e de esporte, passou por problemas financeiros em 1990 e decidiu sair do mercado de roupas de esporte. Tradicional no segmento, uma vez que forneceu para três Copas do Mundo (1958,1962 e 1970) o uniforme para a Seleção Brasileira de Futebol, a grife reduziu sua participação no mercado. No início do ano, a Athleta retornou ao mercado esportivo voltado para o segmento de moda, estilizando alguns uniformes e vendendo peças retrô das antigas camisas da Seleção Brasileira para aproveitar a Copa do Mundo. "As maiores dificuldades para recomeçar são o capital de giro e conciliar o tamanho da marca com a estrutura que se pode ter. Tive que fazer um bom planejamento", diz Antônio Bulgarelli, diretor comercial.

PROBLEMAS FINANCEIROS. A Body for Sure, dedicada a roupa de fitness, está há vinte anos no mercado. A empresa não chegou a fechar as portas, mas passou por problemas financeiros que a fizeram reestruturar a marca. Há sete anos, as irmãs Marisa Carneiro e Cristina Carneiro, adquiriram do grupo Ocean Tropical a marca Body for Sure. Elas eram franqueadas da empresa e possuíam três lojas em Goiânia.

Marisa, diretora comercial, diz que o crescimento do segmento de roupas de fitness e a força da marca a levaram a perpetuar a grife. A empresária conta que o maior desafio era ter uma marca consolidada na mão, mas sem nenhuma estrutura. Dessa forma, teve que fazer várias reuniões para traçar um planejamento para continuar no mercado.


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