SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 15/01/2007
Autor: Diário do Comércio & Indústria
Fonte: DCI

`Caçador de talentos` amplia linha de atuação

Com uma taxa de desemprego que atinge cerca de 10% da população, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem reagido ao mercado de trabalho com o aumento do número de estratégias que visam à recolocação profissional. Classificados, sites especializados e agências de emprego são ainda importantes fontes para a procura de vagas, mas os chamados headhunters - ou caçadores de talentos - e os consultores de carreiras conseguem destacar-se, por meio de atendimentos personalizados e mapeamento das qualidades profissionais.

Os headhunters, profissionais contratados por empresas, têm como objetivo principal contribuir para a recolocação profissional. Segundo Ricardo Bevilacqua, diretor-geral da Case Consulting, empresa de recrutamento especializado de executivos, o mercado de headhunting vem crescendo 30% ao ano.

"Mais empresas estão contratando o serviço de headhunters para intermediar as contratações, principalmente nas áreas financeira, de bens de consumo e de telecomunicação", diz o diretor. A principal demanda desse mercado é relacionada à recolocação profissional para cargos de média gerência, cujos salários variam de R$ 7 mil a R$ 12 mil. "No início, os headhunters eram contratados principalmente para cargos de altos executivos, mas as coisas mudaram ao longo do tempo. As empresas perceberam que precisam de uma avaliação profissional externa, até mesmo para validar as competências dos profissionais. É uma garantia que o candidato está de fato adequado ao cargo", diz o diretor.

A atual demanda por consultorias de headhunters está ligada a dois tipos de empresas. O primeiro refere-se a grupos em forte expansão, com necessidade de preencher muitas vagas, e que não possuem uma área de recursos humanos (RH) forte o suficiente para absorver o trabalho. A segunda demanda relaciona-se à substituição de executivos, processo marcado pela confidencialidade e que conta com as consultorias para evitar os problemas.

Demanda

"Nós avaliamos as competências necessárias de um profissional para determinada vaga, examinamos suas referências e vemos se está de acordo com a cultura da empresa. As empresas se sentem mais à vontade quando somos nós que fazemos essa parte do trabalho e estão mais criteriosas, pois perceberam que o valor do profissional contratado hoje é muito oneroso e é necessário investir mais tempo no recrutamento, para ter a garantia da certeza", avalia Bevilacqua.

Para Cássio Mattos, presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-Nacional), "o cenário de emprego está fazendo com que as empresas alterem seus cursos para reduzir os custos. Com isso, uma série de áreas está sendo terceirizada e o setor de recrutamento está entre elas. Mais grupos têm recorrido a consultorias externas e como é constante o surgimento de novos cargos, em especial na área de informática, as organizações estão até segmentando os setores por atuação, para facilitar a seleção de profissionais", diz Mattos.

Segundo Hélio Terra, presidente da Manager Assessoria em Recursos Humanos, o mercado de consultores de carreiras está muito bom. "Como surgiram os consultores de carreira? É o desempregado que virou consultor. Em razão de enxugamento das empresas, por corte de custos, elas passaram a contar com prestadores de serviço. E foi nesse momento que entraram os consultores de carreiras. Ao invés de ter um especialista em postos, eu contrato um consultor de carreiras. É um mercado em crescimento, bastante interessante e que dá um bom rendimento para o profissional. É uma das funções mais promissoras no momento", acredita o presidente.

Da parte dos profissionais, a grande novidade do mercado é o fato de que mais jovens estão recorrendo a consultorias de carreira para promover a colocação profissional. Segundo Marcia Vazquez, consultora de carreira da Thomas Case e Associados, houve uma mudança de mentalidade no profissional brasileiro, ao gerenciar sua carreira.

"O profissional de hoje em dia não tem mais sua carreira tutelada pela própria empresa. Com a concorrência feroz, o maior acesso às informações e melhor preparo dos profissionais, a busca pela recolocação ficou mais complicada. O que as pessoas não sabem é que um consultor de carreiras não atua apenas na área de recrutamento, mas também trabalha com profissionais que ainda estejam no cargo. Nossa preocupação é planejar a carreira de um profissional e ver qual o mercado-alvo para sua área. Houve uma mudança de estrutura do nosso tipo de empresa e as consultorias estão se adequando ao mercado", revela Marcia.

De acordo com a consultora, para auxiliar no processo de seleção de emprego, a Thomas Case conta com o trabalho de psicólogos, que dão apoio emocional aos candidatos. "Para atuar nessa área, é preciso ser um bom ouvinte, pois para diminuir a ansiedade dos profissionais, temos que deixá-los falar de suas angústias e conseguir adquirir segurança", ressalta Marcia.

Quando as clientes atendidas são as empresas, a Thomas Case geralmente tem como responsabilidade administrar crises e identificar possíveis problemas internos. "As empresas estão mais preocupadas em resolver suas dificuldades de operação. Os grupos nos contratam para conseguir reter os talentos, conhecer melhor sua equipe e saber quais modificações devem ser feitas para contornar eventuais crises. São as próprias empresas que querem oferecer planos de carreiras para reter os bons profissionais e não ter que se desgastar na procura por novos executivos", conclui a consultora.


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