SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 25/01/2007
Autor: Diário do Comércio & Indústria
Fonte: DCI

Adquirir empresa queima etapas, mas exige cuidados

Especialistas recomendam fazer pesquisas detalhadas sobre o negócio

Adquirir uma empresa em funcionamento pode ser um bom negócio, mas exige cuidados especiais, como pesquisar o movimento da empresa e a existência de débitos

Na hora de pesar na balança se vale mais a pena abrir uma empresa a partir do zero ou comprar um estabelecimento já em funcionamento é preciso considerar que cada um dos caminhos têm em si vantagens e desvantagens. "O lado bom é que o empresário não vai precisar montar toda a estrutura e já começa a trabalhar com uma carteira de clientes. Mas em compensação, o negócio não sai tão ao seu gosto", explica José de Arimatéia Dantas, consultor financeiro do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP).

"Não existe ovo de Colombo", garante Dantas. "É melhor comprar a empresa pronta? Depende. Se tiver dinheiro e a compra for uma oportunidade, o empreendedor pode ter menos dor de cabeça", complementa o consultor.

Segundo o professor de Gestão de Empresas e Planos de Negócio da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Antônio André Neto, a prática de comprar empresas 'prontas' está cada vez mais freqüente no Brasil desde a década de 80. "A consciência do empreendedor mudou. Antigamente havia mais a idéia do legado, de passar o negócio de geração para geração", conta Neto. Segundo ele, hoje é possível encontrar empreendedores que criam empresas e agregam valor a elas para depois vendê-las.

Neto diz que o empresário que compra um negócio já montado, deve saber que compra junto: uma carteira de clientes; de fornecedores; de recursos humanos; de sistema operacional; e a própria relação com a comunidade e com o mercado.

Mas assim como se compra "as coisas positivas" da empresa é preciso estar atento aos pontos negativos, alertam os especialistas. "Muitas vezes se corre o risco de vir também os vícios antigos da outra empresa", explica Neto. Não só isso, "se o empreendedor não tomar cuidado com detalhes estará trazendo junto problemas", diz o consultor do Sebrae-SP.

Investimento seguro
Antes de fechar o negócio é necessário seguir um périplo de procedimentos. A dica é não encurtar caminhos, procurar profissionais qualificados para auxiliar com a documentação e fazer uma pesquisa, que é fundamental. "É importante estar bem assessorado, caso contrário é o famoso barato que sai caro, porque no entusiasmo o empreendedor acaba assumindo uma responsabilidade da qual não faz idéia", diz Paulo Melchor, consultor jurídico do Sebrae-SP.

Na fase de levantamento de dados sobre o investimento é preciso incluir: visita a concorrentes; análise do movimento da empresa; tendências do mercado; ameaças e oportunidades; perfil do consumidor; qualidade do produto; satisfação dos clientes; fatores sazonais incidentes, entre outros. Todos esses são quesitos importantes quando se deseja realizar a viabilidade de qualquer negócio.

"Depois, é partir para a verificação dos documentos. Qual é o estado da empresa? Existe algum débito com fornecedor ou tributário, por exemplo? Então, pedir certidões negativas", explica Melchor. "É como levantar o tapete para ver o que tem embaixo", diz. Essas são as exigências mínimas para verificar a regularidade da empresa. Por isso, a companhia de um advogado é bem-vinda para acompanhar a burocracia.


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