SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 04/05/2007
Autor: Juan Quirós *
Fonte: Gazeta Mercantil

Público e privado: a estratégia em ação

Suas empresas obtêm credibilidade interna e seus produtos se transformam na escolha de homens e mulheres de todas as regiões do Brasil

Em apenas três meses, o setor de higiene pessoal dobrou suas exportações. É com gosto de vitória que observamos uma mudança estrutural fomentada pelo governo, e mais de 100 entidades setoriais, implementada nos últimos anos pelo segmento exportador nacional. Como reflexo do amadurecimento de empresas de portes e localizações diversas, constatamos que as exportações passam a integrar, definitivamente, uma estratégia de crescimento e se constituem fonte certa de novas divisas e fórmula de fortalecimento de marcas nacionais.

Com ingredientes tipicamente brasileiros como diversidade, natureza abundante, musicalidade, criatividade e jovialidade, diversos setores despertam hoje o interesse de consumidores de todo o mundo: de cosméticos a bens de capital. A promoção do sonho tropical, agradável, leve e informal, é seguida da demonstração (e comprovação) de que também produzimos itens de ponta, desenvolvidos com matéria-prima de qualidade, em conformidade com o mais alto nível de exigência e com as tendências mundiais.

O setor de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos, que atua em parceria com a Apex-Brasil por meio da Abihpec, por exemplo, é prova de que um expressivo trabalho de ações focadas, fundamentadas em pesquisas de mercados, é o caminho na busca por uma fatia maior do comércio nacional e internacional. Em apenas três anos, o setor dobrou o valor de suas vendas externas e o crescimento em 2006 foi de 18,8%. Superou a média internacional. Em território brasileiro seu desempenho não é nem de menor vulto nem menos importante. Já somos o terceiro maior mercado consumidor de cosméticos do mundo, ficando atrás somente do Japão e dos Estados Unidos, países com altíssimo poder aquisitivo.

Suas empresas obtêm credibilidade interna e seus produtos se transformam na escolha de homens e mulheres de todas as regiões do Brasil. Ao se preparar para suprir e bem servir as altas exigências impostas por mercados de todos os continentes, elas adquirem certificações e se tornam mais ágeis, atualizadas e competitivas.

E seguindo a tendência que se consolidou como o grande diferencial do projeto exportador brasileiro, as empresas de cosméticos se apóiam no uso da rica variedade de ativos encontrados na flora do País para a fabricação de cosméticos, aliada a projetos de responsabilidade social e políticas ambientais. Com isso, mesmo com o câmbio flutuante, a balança comercial do setor continua positiva em US$ 189,976 milhões.

A fórmula que, pelo lado governamental, associa o trânsito, a estratégia e a pesquisa ao ritmo do setor privado, além da experiência e busca incansável por novos clientes tem sido, desde 2003, responsável pela formação de uma cultura exportadora que, por sua vez, é parte fundamental do crescimento do País. Este trabalho em parceria provou ser o caminho certo.

Já sabemos que o sucesso depende, fundamentalmente, de que agências como a Apex-Brasil, elo entre os dois lados, se estruture, se projete e funcione como uma empresa, cobrando resultados sempre!

O Brasil passa por um momento de grande evolução. Por isso, é preciso ser hábil. Continuar criando mecanismos, colocando em prática novas concepções, como a de investir no consumidor final, despertando o interesse por nossos produtos, fortalecer uma nova imagem - além dos campos de futebol - e eleger como prioridade o apoio às pequenas empresas para que também se internacionalizem. E isso se tornará cada vez mais uma realidade na medida em que os Centros de Distribuição de produtos brasileiros no exterior (hoje são cinco) sejam utilizados como ferramenta de instalação de nossas empresas lá fora.

Portanto, a nossa presença ficará mais forte no mercado externo se, juntos, setores privado e público, fizermos um esforço contínuo para construir uma reputação de país inovador, competitivo e confiável dentro das relações comerciais internacionais.

*Juan Quirós - Presidente da Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil)


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