SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 17/05/2007
Autor: Pedro Cunha Fiuza*
Fonte: Gazeta Mercantil - SP

Novas empresas, novos empregos

Sem criar plenas condições para que novos empreendimentos surjam, o País não terá como depender exclusivamente das empresas já existentes para abrigar a multidão de milhões de desempregados

O Brasil caiu do 7 para o 10 lugar entre os países que mais empreendem. Liderando o ranking está o Peru, seguido de Colômbia, Filipinas, Jamaica, Indonésia, China, Tailândia, Uruguai e Austrália. Ao analisar a pesquisa conduzida pelo Global Entrepreneurship Monitor (GEM), vemos que temos que nos mobilizar porque a pesquisa é um alerta: o Brasil está perdendo a capacidade de expandir seu potencial produtivo e de geração de empregos formais e, conseqüentemente, segue alimentando o mercado informal. Isso porque se depara com barreiras como a burocracia, a teimosia dos que ditam as regras tributárias, a inércia política, a falta de investimentos mais bem direcionados nas áreas de cultura e educação. De um lado, a economia cresce; só que, de outro, não há segurança de que as novas empresas legalizadas vão durar mais que alguns meses.

Sem criar plenas condições para que novos empreendimentos surjam, o País não terá como depender exclusivamente das empresas já existentes para abrigar a multidão de milhões de desempregados, bem como os novos profissionais que não param de chegar ao mercado de trabalho.

Quem planeja abrir uma empresa sente-se desestimulado ao ver que mais de 30% de seu capital servirá para pagar impostos e taxas. E na fase de implantação do negócio isso pode originar feridas que resultarão na morte precoce do empreendimento. Na visão da Confederação Nacional dos Jovens Empresários (Conaje), é urgente estabelecer incentivos durante um certo período para novas empresas. Não seria renúncia fiscal, mas sim o fomento necessário ao surgimento de estabelecimentos legalizados, que vão gerar empregos e renda.

Para que nosso País dê um salto no empreendedorismo, é preciso investir em educação, além de promover as reformas estruturais (tributária, previdenciária, trabalhista e fiscal). Empreender tem que ser matéria obrigatória na escola, desde o ensino fundamental. O estudante tem o direito, hoje negado, de aprender na escola - com todo apoio pedagógico - como, ao crescer, agirá para montar seu próprio negócio.

Isso porque, no Brasil, a realidade é que o cidadão é educado para ser um assalariado. Quando se depara com a chance de empreender, não tem o embasamento necessário para tal e as chances de ver frustrar sua tentativa são enormes. Resta a ele o mercado informal. Estima-se que este "Brasil paralelo" movimente algo não muito distante do PIB formal, tamanho o descaso político de nossas autoridades ao longo de décadas seguidas.

A Conaje vai reforçar o debate nacional sobre o tema empreendedorismo com várias ações. Em paralelo, a entidade já se movimenta para que o Congresso Nacional venha a recolocar em pauta um projeto de lei, que circula há anos naquela Casa, que estabelece o empreendedorismo no currículo escolar. É um desafio que, para a sorte do Brasil, a Conaje está ganhando cada vez mais adeptos.

*Presidente da Confederação Nacional dos Jovens Empresários (Conaje).


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