SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 21/06/2007
Autor: Site Notícias Pequenas Empresas Grandes Negócios
Fonte: Site Notícias Pequenas Empresas Grandes Negócios

Empreendedor serial cria empresas às dúzias

O paranaense Robinson Shiba é protagonista de uma das mais bem-sucedidas histórias de empreendedorismo no País. Há 15 anos, ele criou a China in Box e transformou-a na maior rede de comida chinesa do País, com mais de 120 unidades no Brasil e no exterior. O criador, no entanto, não ficou preso à criatura. Depois da China in Box, Shiba já aplicou sua experiência empreendedora em 13 diferentes negócios - de clínicas odontológicas a lojas de roupas infantis. 'Empreender virou um vício', diz ele, que tem sob seu guarda-chuva hoje 'apenas' nove companhias, informou o jornal O Estado de S. Paulo.

Shiba é representante de um grupo especial de homens de negócios: são os empreendedores seriais, que se empenham em criar empresas e fazê-las crescer, para partir em seguida para um novo projeto. O fenômeno popularizou-se nos Estados Unidos na década passada e, segundo especialistas, vêm crescendo no Brasil nos últimos anos. 'Esses empreendedores têm em comum ainda a inquietude e o faro apurado para novas oportunidades de mercado', diz o professor do IBMEC São Paulo, Dirk Schwenkow. Além disso, eles se diferenciam por dedicar mais tempo e garra na fase de estruturação do negócio.

'O tipo de trabalho do empreendedor muda muito dependendo do estágio em que se encontra a empresa. Muitos encontram realização nesse primeiro momento, de desbravar o mercado, montar o time de funcionários, lançar o produto', afirma Paulo Veras, diretor-geral do Instituto Endeavor, de incentivo ao empreendedorismo. Quando a companhia entra na fase de crescimento, menos dinâmica, o empreendedor serial se desmotiva e vai procurar outro desafio, explica Veras.

O empresário André Nudelman sabe bem o que é isso. Ao todo, ele abriu 32 empresas durante sua vida, nos setores de varejo, consultoria, agropecuária, gastronomia e tecnologia. Ele admite, porém, seu pouco talento para a operação dos negócios. 'Sou um bom maestro, mas péssimo gerente.' Por isso, para concretizar seus projetos, procura sempre se unir a sócios experientes no ramo empresarial em que vai investir. Para colocar de pé seu mais novo negócio, uma franquia de escola bilíngue, por exemplo, ele se associou a uma empresa canadense, reconhecida internacionalmente nesse tipo de ensino.

Esse tipo de cuidado não evita que os empreendedores seriais enfrentem algumas experiências amargas. Nudelman conta que chegou a perder US$ 4 milhões em um ano, quando se aventurou na criação de aves para frigoríficos. O negócio fechou e serviu de lição para o empresário. 'Tinha 25 anos e nenhuma idéia de como funcionava aquele tipo de negócio.'Hora de pararHoje à frente de sua quarta empresa, a produtora Sixpix, o empresário Bob Wollheim já passou por situação semelhante. Ao voltar de um período nos EUA, resolveu abrir a Idea.com, de conteúdo para web, mas o projeto não decolou.

'É preciso saber a hora certa de parar, pois a linha entre a persistência e teimosia é muito tênue para quem empreende dessa forma', diz Wollheim, que não revelou o tamanho do prejuízo com a empreitada. 'Mas não me arrependo de nada. O prazer que você tem quando consegue fazer as coisas acontecerem é muito grande.

'A paixão que a atividade do empreendedor em série envolve, no entanto, é proporcional ao risco. Segundo Paulo Veras, da Endeavor, ele pode não tirar o máximo de cada um dos negócios que abre. 'Muitas vezes, o empreendedor se daria melhor colocando todo o esforço e energia de 15 anos num único negócio do que abrindo sete diferentes', avalia Veras.


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