SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 03/07/2007
Autor: Clarice Martins Costa, presidente da ABRH-RS.
Fonte: Enfato Comunicação Empresarial

O RH está cada vez mais estratégico

Formação de líderes. Retenção de talentos. Mudanças constantes. Objetivos estratégicos não atingidos. Planos que não saem do papel. Atitudes inadequadas. Conflitos. Disputa de poder. Estes são os temas e as situações que nos deparamos no dia-a-dia.

A vida organizacional está cada vez mais complexa com o aumento da concorrência, a pressão por resultados, novas tecnologias, novos processos. Este é o ambiente em que os seres humanos se deparam em sua rotina e, muitas vezes, os problemas nos parecem técnicos, mas no fundo são comportamentais.

Diante deste ambiente, como podemos ter um RH preocupado apenas com os processos de folha de pagamento, benefícios, cargos e salários? Estes processos são fundamentais e fazem parte da relação de trabalho. No entanto, não agregam valor às pessoas e às organizações. Algumas vezes, podem ser, inclusive, terceirizados.

O que as organizações querem e precisam é de um RH estratégico, que conheça profundamente o negócio, que visualize o futuro, que estabeleça ações compatíveis aos objetivos organizacionais. Um RH que entenda que, para que isto ocorra, as pessoas devem ser felizes.

Fala-se tanto em felicidade, mas a cada dia se vê mais empresas e pessoas doentes física e/ou psicologicamente. Em momentos como esse, o RH não pode estar preocupado apenas com os custos da assistência médica. Ter uma gestão de custos é fundamental, mas é muito mais importante entender o que está fazendo as pessoas adoecerem. É muito mais efetivo entender a cultura e o clima organizacional.

O principal desafio dos gestores de pessoas é a formação de verdadeiros líderes, que sejam motivadores, educadores. Que atinjam suas metas do negócio e que tenham alto grau de engajamento do seu time.

A construção e manutenção de uma cultura forte, que faça parte do DNA das pessoas nas suas atitudes no dia-a-dia é outro grande desafio.

As empresas lastimam a perda de seus talentos. Vemos pelas pesquisas realizadas que o principal motivo de saída destes profissionais não é financeiro e, sim, muito mais pelo ambiente de trabalho, onde a relação líder-liderado tem um grande papel.

O desafio é fazer com que a gestão de pessoas não seja uma responsabilidade apenas da área de RH, mas de todos os diretores, gerentes, chefes ou supervisores, que escolherem como missão de vida serem verdadeiros educadores.

É somente através da educação, da mudança de comportamento, que as organizações e os países crescem.

Convido a todos os gestores de pessoas que revejam seu papel e sua contribuição com seus liderados, organizações e sociedade, assumindo uma postura de verdadeiros líderes.

Sejam felizes e contribuam para a felicidade das pessoas com as quais convivem.


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