SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 10/08/2007
Autor: Estado de São Paulo
Fonte: Estado de São Paulo

Voluntariado se moderniza e vira estratégia empresarial

Empresas têm ganho de imagem e maior motivação dos funcionários
Houve um tempo em que realizar trabalho voluntário era assunto apenas para entidades filantrópicas. Com o engajamento das empresas em causas sociais, a partir da década de 1990, o voluntariado corporativo se modernizou. Hoje, as companhias mantêm programas estruturados, com planejamento e orçamento próprios. E buscam fórmulas mais inovadoras.

Levantamento recente feito pela ONG Riovoluntário com 103 empresas de todo o País mostrou que 45% das companhias mantêm programas estruturados de voluntariado e 73% delas estimulam o voluntariado em programas sociais da própria empresa. O ganho de imagem obtido com a realização de ações sociais e o aumento da motivação dos funcionários que praticam trabalho voluntário são as razões que estão por trás dessa mudança.

'A idéia de voluntariado partiu dos funcionários e depois foi incluída na política de investimentos sociais da empresa', diz Karinna Bidermann, gerente de responsabilidade socioambiental da operadora Vivo. Em 2002, um grupo de funcionários da antiga Telesp Celular começou a se organizar para trabalhar com entidades de apoio a pessoas com deficiência visual, como Laramara e Fundação Dorina Nowill, de São Paulo.

A idéia tomou força e foi incorporada à atual estratégia de responsabilidade social da Vivo, que acaba de colocar no mercado celulares adaptados com um software em braile. Hoje o instituto ligado à empresa mantém o foco nesse público e criou dois centros, em São Paulo e no Rio, voltados a funcionários que querem realizar trabalho voluntário. Os locais contam com impressoras de texto em braile, onde são impressas publicações de interesse para pessoas cegas. Os voluntários podem trabalhar na revisão de textos e na gravação de 'audiolivros', recurso usado para deficientes não alfabetizados em braile. 'Já conseguimos mobilizar 600 voluntários em todo o País. Isso é importante do ponto de vista estratégico, pois torna mais palpável a política social da empresa. E isso é percebido pela opinião pública', diz Marcelo Alonso, que responde pela área de relações institucionais da operadora.

Além de ganhos para a imagem, o estímulo ao voluntariado traz mais motivação para o funcionário. Fato comprovado por uma pesquisa interna realizada pela Fundação Bunge, braço social das empresas Bunge Alimentos, Bunge Fertilizantes e Fertimport.

Foram ouvidas 284 pessoas que fazem parte do programa de voluntariado do grupo, que mantém ações em educação e parcerias com escolas públicas. Entre os entrevistados, 68% afirmaram que passaram a aplicar os conhecimentos obtidos com o trabalho voluntário na vida profissional. Outros 47% declararam estar mais participativos no exercício de suas funções na empresa.

"Isso ocorre porque o programa é estruturado de forma igualmente profissional. Os voluntários passam por treinamentos constantes, que são reconhecidos como horas de formação pela área de Recursos Humanos", diz Cláudia Calais, gerente de projetos da Fundação Bunge.

Para Anísia Sukadolnik , diretora do Centro de Voluntariado de São Paulo, muitas empresas ainda buscam programas de voluntariado para obter um resultado rápido de marketing. 'Elas chegam influenciadas por outras empresas, pelo concorrente e querem soluções rápidas.' Mas avisa: "Se a empresa não pensar estrategicamente e não tiver valores sociais, o programa não tem eficácia."


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