SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 13/08/2007
Autor: Flávia Rodrigues
Fonte: O Globo

Empreendedorismo: patriarca de sete empresários

Ex-ministro fala sobre as mudanças na forma de gerir e lista características do (bom) empreendedor

Dietrich, Eike, Monika, Werner, Helmut, Harald e Lars são os nomes, por ordem de nascimento, dos filhos de um gestor que se orgulha de ter formado empreendedores. Entre os sete herdeiros de Eliezer Batista - que por duas vezes foi presidente da então estatal Vale do Rio Doce, além de ter sido ministro de Minas e Energia de João Goulart - estão o presidente da holding brasileira EBX; o dono da PanaView, empresa de fotografias em 360 graus; e o da eGames, que produz games em Florianópolis (SC), Curitiba (PR) e Princeton, no estado americano da Pensilvânia.

Não é só. Entre os outros negócios da segunda geração dos Batista estão a americana Right90, que desenvolve softwares no Vale do Silício, e a Brex America, que exporta produtos brasileiros para Boca Ratón, também nos Estados Unidos. Ainda há uma arquiteta e um produtor internacional de eventos.

"Disciplina e independência econômica foram os conselhos que eu e minha mulher, Jutta (que morreu em 2000), transmitimos a eles - conta Eliezer, que aos 83 anos está no Conselho Coordenador de Ações Federais da Firjan. -Cada um é diferente do outro. Mas todos os filhos têm gosto pelo risco.

Orgulho de nenhum filho "ter saído um burocrata"

- Disciplina, independência e gosto pelo risco: ao longo da entrevista, Eliezer, que ingressou na Vale em 1949, vai citando as características que considera fundamentais na formação de um profissional. Ele admite que essas atitudes empreendedoras são mais marcantes em um dos filhos: Eike Batista.

- Eles seguiram as próprias cabeças. Eu me orgulho de que nenhum tenha saído um burocrata. Mas o Eike foi além de mim. Ele me superou.

Entre as razões para o empreendedorismo familiar, acredita Eliezer, estão conversas e experiências transmitidas entre (tantas) viagens que fez ao Japão ou à Europa. Ou adquiridas no tempo em que a família viveu na Alemanha e na Bélgica.

- Eles cresceram numa atmosfera de motivação, em que se construía um projeto para o país. Aliás, era muito diferente do que existe hoje, nas empresas.

As pessoas eram mais sérias - diz o mineiro da cidade de Nova Era ("New Was", como ele a chama), que assumiu a presidência da Vale pela primeira vez em 1961, com apenas 36 anos.

Lars, o caçula, conta que preserva, até hoje, as conversas informais com o pai: - Ele sempre nos deu liberdade para seguirmos nossos caminhos. E tenho certeza de que, se hoje somos firmes nos negócios, escolhendo as pessoas certas com quem trabalhar, é porque aprendemos com nossos erros e acertos.


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