SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 05/09/2007
Autor: Jacqueline Byrd e Paul Lockwood Brown
Fonte: Jacqueline Byrd e Paul Lockwood Brown

Sete Fatores da Criatividade

Não basta querer tornar-se mais criativo e assumir mais riscos. Isso significa desafiar a si mesmo, à equipe e à organização. Sair da nossa zona de conforto é coisa que fazemos raramente. Quando o fazemos, no entanto, conseguimos conhecer melhor o nosso próprio caráter e fazer as modificações que desejamos. O mesmo se dá com as equipes e as organizações. Mas é preciso mudar a cultura.

A cultura se reflete no que a equipe ou a organização valorizam e no modo como esta última faz negócios, bem como em sua propensão para assumir riscos e agir com criatividade. O que a sua organização pensa de assumir riscos? A sua cultura reprime ou recompensa quem assume riscos? Qual o seu grau de disposição para assumir riscos profissionalmente?

A propensão para assumir riscos é, em parte, uma função da cultura. Se o chefe distribui medidas punitivas a qualquer um que falhe em uma tarefa, os funcionários se retraem. Ou se, em uma sessão de brainstorming, as expressões se fecham ao ouvir uma idéia nova, os outros pensam duas vezes antes de fazer sugestões.

Em uma cultura, a criatividade ou a tendência a assumir riscos estão de acordo com as características de uma de sete orientações: Desafiador, Inovador, Sonhador, Mantenedor, Planejador, Modificador ou Praticabilizador. Este perfil torna-se a norma do grupo, e mudá-la é difícil.

Precisamos voltar o foco para o que podemos influenciar diretamente: nós mesmos e nossas equipes de trabalho imediatas. Nossos esforços nessas áreas podem gerar resultados poderosos.

Use estes fatores da criatividade e da disposição em assumir riscos para criar capacidade de inovação:

Fator de criatividade número 1: Ambigüidade e seu oposto, a previsibilidade. Operar em uma situação ambígua significa lidar com a incerteza e a imprecisão. Aqueles que produzem bem em circunstâncias ambíguas não precisam de objetivos, metas ou situações altamente estruturadas para criar idéias, serviços ou produtos. O crescimento nesta área produz soluções inovadoras. Como lidar com a ambigüidade é um desafio, muita gente procura controlar as variáveis, mapear cursos alternativos de ação e eliminar o impacto da incerteza. O oposto da ambigüidade é a previsibilidade. Aqueles que gostam da previsibilidade precisam de estrutura, clareza e definição.

Fator de criatividade número 2: Independência e seu oposto, a dependência. Independência significa não estar sujeito a controle, influência ou determinação de outros. Os independentes não se submetem nem gostam de ser controlados. São autônomos e não precisam de orientação. Não gostam de pedir ajuda, acreditando que o caminho que escolheram é o melhor. Pessoas dependentes precisam de orientação e não agem sem prévia aprovação.

Fator de criatividade número 3: Direcionamento interno e seu oposto, o direcionamento externo. Pessoas e equipes dirigidas internamente têm um forte senso de propósito. Geralmente, têm uma visão clara do futuro e se acreditam responsáveis pelo próprio destino, pelas próprias normas e expectativas e se guiam pelos próprios valores. Às vezes, acreditam que ninguém as entende e têm dificuldade em conciliar a agenda pessoal com as obrigações profissionais. Aqueles que são dirigidos externamente estão sempre preocupados com o que os outros pensam ou fazem, e não assumem a liderança sem antes ouvir a opinião alheia.

Fator de criatividade número 4: Singularidade e seu oposto, a conformidade. Singularidade é apreciar e valorizar as diferenças. Pessoas e equipes que apreciam a singularidade procuram e alimentam a criatividade em si e nos outros. O que observam em primeiro lugar são as diferenças, não para acentuá-las, mas para apreciar e tirar vantagem. O oposto da singularidade é a conformidade, é agir de acordo com expectativas, estilos e normas em vigor.

Fator da disposição de assumir riscos número 1: Autenticidade e seu oposto, a política. Autenticidade significa ser o que parece. Equipes e pessoas autênticas vivem de acordo com suas crenças mais sólidas; pensam o que falam e falam o que pensam. Suas ações estão de acordo com os valores em que acreditam. Fazem o que pregam e dizem o que precisa ser dito. Assumem posições. São verdadeiras e genuínas. O oposto é ser político. Gente política não se comunica diretamente e está sempre procurando levar vantagem em tudo.

Fator da disposição de assumir riscos número 2: Flexibilidade e seu oposto, a rigidez. Flexibilidade é a capacidade de refletir, adaptar-se e aprender, mesmo diante da adversidade e do estresse. Pessoas flexíveis se recuperam depois de um revés. Acreditam que toda experiência ruim tem um lado bom. Criam opções. Perseveram. Levam o trabalho até o fim, às vezes pela força de sua determinação. Seu oposto é a rigidez ou inflexibilidade em resposta à mudança, à rejeição ou aos reveses.

Fator da disposição de assumir riscos número 3: Auto-aceitação e seu oposto, a vitimização. Auto-aceitação significa aprovar os próprios comportamentos e ações. Estas pessoas têm autoconfiança, gostam de si mesmas e da vida que vivem. Não costumam pedir desculpas, mesmo porque têm poucos arrependimentos. Não tentam ser perfeitas. O contrário é a vitimização. Gente vitimizada vive reclamando e acusando os outros.

Se todos na sua equipe cultivassem esses fatores, sua capacidade de inovação se aceleraria rapidamente.

* Jacqueline Byrd é presidente e também consultora da Richard Byrd Company. Contato: jbyrd@creatrix.com. Paul Lockwood Brown é diretor de desenvolvimento organizacional da empresa Kern, DeVenter, Viere, Ltd. Contato: pbrown@creatrix.com. Os dois são co-autores de The Innovation Equation: Building Creativity and Risk Taking in Your Organization (Jossey-Bass).


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