SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 21/02/2002
Autor: Adriano Gomes
Fonte: Adriano Gomes (adriano@agil.com.br)

Goodwill

O tema de hoje é um dos mais controvertidos na literatura de negócios.

Já foi aqui abordado o Valor Presente, o Valor Adicionado, o EVA (Economic Value Adedd) e até mesmo o MVA (Market Value Adedd).

O goodwill, embora não seja uma novidade, tem na definição e compreensão do intangível da empresa como uma das questões cruciais para seu entendimento e mensuração.
Se quisermos ligar a etimologia da palavra “Intangível” à definição dessa categoria de ativos nada conseguiremos, a não ser concluir que não há tal significado etimológico no conceito contábil. Patentes são considerados Ativos Intangíveis; mas prêmios de seguro antecipados não possuem qualquer caráter de tangibilidade maior do que aquelas, porém não pertencem ao grupo dos Intangíveis. Na verdade, investimentos, duplicatas a receber, depósitos bancários, representam todos eles direitos, mas, apesar da falta de existência corpórea, são considerados “tangíveis”.

Alguns autores têm procurado fazer a distinção mencionando como fator decisivo à ligação obrigatória desse tipo de ativo com o Ativo Tangível da empresa; procuram mostrar que um Intangível dificilmente continua com sua característica de Ativo se for desligado dos Tangíveis. Ou, pelo menos, têm alguns autores mencionados esse fato como sendo uma característica comum a todos os componentes desse grupo. Hendriksen (um dos mais respeitados autores do pensamento contábil) afirma: “uma das características da maioria dos bens intangíveis é que eles não podem ser separados da companhia ou da propriedade da companhia. Eles existem e tem seu valor apenas na combinação com os bens tangíveis da companhia"

Tal afirmação, contudo, falha por não explicitar qual o tipo de ligação necessária, ou qual separação deve ser considerada. Afinal de contas, uma empresa pode vender uma Patente para outra, ou até para um indivíduo, sem que isso lhe altere a característica de Ativo, e, mais ainda, de Ativo Intangível. Direitos Autorais independem completamente da existência de Ativos Tangíveis para a sua existência e reconhecimento, mesmo que sob o limitado conceito do princípio de custos como base de valor.

Talvez a característica mais comum a todos os itens do chamado Ativo Intangível seja o grande grau de incerteza existente na avaliação dos futuros resultados que por eles poderão ser proporcionados. A dificuldade de mensuração não é, entretanto, restrição suficiente para uma definição.

Existe, porém um item que nenhum autor ou profissional jamais deixou de considerar como “Intangível” (pelo menos dentro dos nossos conhecimentos). E ele é o elemento que deu origem deste estudo: o goodwill”.

Para que pensa que essa é uma questão contemporânea, se engana. O goodwill tem sido motivo de estudos, debates, artigos, livros, legislação, concordâncias e divergências desde há muitos anos. As citações e referências a ele datam de séculos atrás, mas a primeira condensação do seu significado e o primeiro trabalho sistemático tendo-o como tema central parecem ter existido em 1891. Portanto, já são 110 anos de pesquisas em várias partes do mundo para tentar entender o fenômeno do intangível.

Quer mais ? Vale à pena notar que, na época, alguns desses contadores, como Francis More, fizeram uma pesquisa bibliográfica sobre o assunto, não tendo sido encontrado quase nada sob o aspecto contábil; algumas publicações já existiam, mas relacionadas à questão. A primeira vez que apareceu essa palavra foi em 1571, segundo o Oxford English Dictionary.

Então, sejam 110 anos ou até mesmo 430 anos, o fato é que a importância de se discutir temas tão importantes como esse deve ser um exercício constante para as empresas tentar se entender, principalmente na atualidade.


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