SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 21/02/2002
Autor: Omar A de Queiroz Filho
Fonte: Omar A de Queiroz Filho (omar@activebrasil.com.br)

A Química dos Negócios

Ao lidarmos com qualquer empreendimento, devemos nos lembrar que estamos falando de pessoas. Pessoas que comprar, pessoas que vendem, pessoas que idealizam, pessoas que realizam... enfim, pessoas. Quando falamos de negócios, relacionamos a bens ou imagens, tangíveis ou intangíveis, mas somente uma relação fria e mensurável. Virando o disco, temos as pessoas, dotadas de sentimentos, sensações, intuições e é claro, a razão. Mas aonde vamos afinal?

Vamos a química dos negócios. Um mix entre relações humanas interpessoais e pessoais. Estas relações variam dentro das organizações e fora delas. Nos relacionamos com clientes, nos relacionamos com funcionários, fornecedores, parceiros, carpinteiros, jornaleiros... Como você distingue o relacionamento que possui com cada um? Para cada interação, um exército de neurônios no seu cérebro trabalha incasanvelmente numa rede de colaboração para atingir seu objetivo. Rede esta, que a internet têm reproduzido de forma indelével. Pessoas compartilham informação em troca de aprendizado, realizando verdadeiras sinapses humanas. Mas onde entram os negócios? Bom, na verdade, já entraram...

Assim como no cérebro, com a rede se aprende e através da experiência o conhecimento brota. Sou um homem de marketing, mas também da ciência, ou marketing não é ciência? O que quero dizer, que apesar de não humanas, as organizações possuem comportamento, sim, comportamento derivado do aprendizado e das relações humanas. Nossa organização, deve tratar pessoas como pessoas, não como fornecedores, clientes ou funcionários. Assim como redes neurais tratam neurônios como neurônios. O resultado das redes neurais, é simplesmente o cérebro, estrutura complexa criada de elementos simples. Alguns cientistas defendem a tese de possuirmos dois cérebros em cada cabeça, onde cada hemisfério seria representado por um deles, anatomicamente uma imagem-espelho um do outro, exercendo funções distintas, porém ligadas por "pontes" (feixes massivos de fibras). É assim que deve ser uma organização. Sua complexidade, é fruto de arte e colaboração, união simples e segura e interconectada (comunicação extensa).

Organizações precisam de aprendizado para conquistar mais pessoas e aumentar sua complexidade a partir da simplicidade natural. Para estimular o aprendizado, crie organizações ricas... ricas em indivíduos, idéias, sons, imagens, conceitos e sem limites para a atividade cerebral e emotiva. Já dizia a Phd Silvia Helena (http://nib.unicamp.br/~cardoso): "Em laboratórios científicos também foi possível demonstrar que ratinhos apresentam um número muito maior de células cerebrais interconectadas umas com as outras quando eles vivem em conjunto em uma gaiola cheia de brinquedos como rodinhas, bolas, etc., do que os ratos que vivem em uma gaiola sozinhos e sem nada para fazer ou aprender."

Não é preciso ser rato para aprender de fato que o ser humano possui uma capacidade ímpar de aprendizado continuado e ativo, o que o diferencia dos outros animais. Como as organizações são formada por pessoas, então não espere para desenvolver, comece por você. Negócios são frutos de boas organizações, articuladas e unidas. Se você consegue ser efetivo como uma célula nervosa, ao mesmo tempo que estimula as pessoas que estão a seu redor, então está cumprindo sua parte para a formação de um grupo certamente eficaz. Exercite suas ramificações se relacionando com pessoas e ambientes diversos, só assim a informação passa adiante e você, prossegue no seu aprendizado. Esta e a química dos negócios.


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