SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 14/03/2002
Autor: Adriano Gomes
Fonte: Adriano Gomes

Goodwill - parte 3

Estamos entrando em uma nova era da economia onde a tecnologia, globalização e desregulamentação estão fazendo a economia acelerar. A economia entra na era da intelectualidade, a nova riqueza passa a estar nas idéias, no conhecimento, na inteligência. As empresas mais valorizadas são as consultorias, agências de publicidade, as firmas de auditoria. Este fato pode ser comprovado com empresas como a Microsoft ou a yahoo.com.

Nos exemplos citados acima as empresas possuem um pequeno ativo imobilizado, porém são detentoras de informação e o valor delas está na capacidade de criação dos seus funcionários, que são pessoas com um grande potencial de gerar negócios.
Estes valores (conhecimento, marca), são intangíveis, ou melhor, não são materializados.

O valor deste intangível é o valor que o mercado diz que a empresa vale e isto pode ser levantado checando-se o preço das ações que subtraído do patrimônio líquido resulta no valor do intangível que é chamado de Goodwill, se o valor for positivo e Badwill se for negativo.

Exige-se hoje, prioritariamente, que o consumidor seja surpreendido com produtos novos, com suficiente motivação para compra. A conquista dos mercados exige criatividade, capacidade de motivação e extrema agilidade de decisão, como pontos importantes. O poder competitivo é cada vez mais dependente do poder cerebral nas empresas e instituições.

Pesquisas realizadas recentemente chegam a determinar, em certos negócios, o valor do imaterial em peso de 75% mais que o material, como tem ocorrido nas empresas de informática.

Tais valores, entretanto, oficialmente, na escrita legal, não é expressa nas "Demonstrações Financeiras", tal como a lei obriga que não o seja.

Sendo a contabilidade uma ciência, teria que acompanhar as transformações e o estudo do intangível agregado à riqueza, que já era feito há quase um século atrás com grande seriedade, pelas correntes italianas e Fábio Besta; que em sua obra, do inicio do século XX, já as definia como sendo: "o valor que a empresa próspera tem por si mesma independentemente dos seus bens, ou seja, um maior valor que ela adquire...” (Besta, Fabio, La Ragioneria, volume I, pg. 85, ed. Vallardi, Milão, 1909).

A matéria não é nova, mas, a séria transformação econômica e social dos últimos vinte anos exigiu recente postura na observação dos intangíveis agregados como capital, sugerindo inclusive, uma especialidade contábil para o estudo da questão.

A importância do tema ocorre especialmente com o aparecimento e a aceleração dos seguintes fatores:

- Informática;
- Globalização de investimentos (bolsas);
- Mercados comuns (comercialização e comunidades internacionais);
- Concentração de Capitais (fusões, incorporações, participações);
- Mídia eletrônica, televisiva e internet (comunicação).

Tais ocorrências passaram a exigir ampliação da força humana no que se refere à cultura, criatividade, agilidade de decisão e flexibilidade.

A era atual exige a capitalização de força intelectual, buscando maior eficácia.

Contabilidade não pode ficar alheia a esta situação razão que justifica novas teorias nas áreas de elementos intangíveis.

A análise de ativos intangíveis tem ganhado peso no processo de tomada de decisão das empresas, devido sua relevância no que tange a medição da performance de negócios. Neste contexto, a contabilidade e a análise de balanço é eficaz quando se trata de avaliar eventos passados e fazer inferências a respeito do futuro, baseando-se em ativos quantificáveis monetariamente; entretanto, avaliam mal os ativos intangíveis, de difícil mensuração monetária.


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