SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 15/05/2002
Autor: Rosane Severo
Fonte: Rosane Severo - rosane@rgsevero.com.br

A parceria em rede

Diariamente recebo as mais diversas solicitações através do meu site, principalmente consultas sobre os temas que abordo em meus artigos. Seria humanamente impossível atender às demandas de todos, falta tempo. Além disso, sempre faço minhas pesquisas na web e por questão de mais uma falta, a de espaço, não mantenho os arquivos em meu computador.

Recentemente, uma consulta de um leitor me instigou a realizar nova pesquisa sobre o assunto abordado em um artigo anterior – a parceria. Saí a campo na Internet e encontrei pouca bibliografia sobre o assunto. Uma boa sugestão talvez seja o livro de Tom Melohn – “Um Novo Conceito de Parceria”, que relata a experiência do autor em recuperar uma empresa quebrada através da formatação de parceria com todos os funcionários. Outra sugestão muito interessante, eu diria que é o livro de Michael Cunningham – “Parcerias Inovadoras: o Novo Código Genético dos Negócios”. De acordo com a sinopse e as criticas a respeito, o livro fala sobre como criar parcerias sólidas e vencedoras na Internet, seja com concorrentes, clientes, fornecedores, distribuidores, empregados e outros, demonstrando como a tecnologia pode acelerar a criação de alianças. Encontrei, também, diversos textos em português e inglês, onde a palavra – parceria – aparece naturalmente no contexto do tema abordado. Fala-se em parceria contra as drogas, em parcerias políticas, em parcerias sexuais, enfim...

O que chamou minha atenção, foi a presença constante da palavra parceria, quando se fala sobre redes digitais. Redes que permitem, cada vez mais, às empresas solidificarem suas parcerias. A Internet, por exemplo, está abrindo caminho para uma nova forma de relacionamento no mundo dos negócios. Os computadores tornam-se, cada vez mais , o elo das cadeias produtivas, permitindo aprimorar os processos, seja na produção, na distribuição, no desenvolvimento de produtos ou na prestação de serviços. Tudo isso, porque torna mais profundos e eficientes os relacionamentos que as empresas já tem hoje com seus parceiros.

Esse modelo é chamado de comércio colaborativo e que, na minha opinião, nada mais é do que negócios em parceria. Muitas empresas da cadeia produtiva já adotam esse modelo de negócio no Brasil, interligando seus sistemas a seus fornecedores. Na indústria automobilística, pioneiramente iniciado pela Volkswagen e hoje aprimorado pela Ford e pela GM, o modelo está baseado na parceria em rede, cada um dos parceiros integrados ao sistema tem a sua função e um depende do outro para que a linha de montagem funcione com eficiência.

Outra indústria que adota esse formato é a dos computadores. O exemplo mais conhecido - a Dell Computers – tem seu sistema de produção totalmente integrado em rede com seus fornecedores e, segundo seu diretor de marketing e vendas corporativas, adota uma estratégia de estabelecer relações mais duradouras com esses parceiros. “Trata-se de uma política de longo prazo, sem negociações predatórias, que visa a formatação de parcerias interligadas em rede mais sólidas”, diz Eduardo Strazzeri.E lembramos que tudo isso é feito em benefício do cliente, que é o maior parceiro de qualquer negócio.

Mas a parceria em rede não se restringe às redes digitais, é cada vez mais corrente a realização de negócios com base em redes de relacionamento. Existem hoje modelos de encontros entre empresários e profissionais em geral, que estimulam a formatação de parcerias para fazer negócios. Como por exemplo o Tuesday Network, mas isso já é assunto para outro artigo.

Rosane Severo é Publicitária, Consultora de Marketing Estratégico e Editora de Conteúdo para a Internet. (www.rgsevero.com.br)


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