SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 05/08/2002
Autor: Valor Online
Fonte: Valor On-line

Gestão de pessoas nos pequenos negócios

Há quem pense que a discussão de abordagens avançadas de gestão de pessoas seja assunto restrito às grandes empresas. Mas o empreendedor ou executivo responsável por uma pequena ou média empresa deve entender que políticas e práticas de gestão de pessoas se tornaram elementos especiais da estratégia competitiva.

A ascensão do conhecimento como forma moderna de competir, o impacto da tecnologia, a intensificação do componente intelectual no trabalho e a necessidade constante de criatividade e inovação nos negócios elevaram significativamente a importância do fator humano nas empresas. Difundiu-se no mundo inteiro um termo para designar esta dimensão dos negócios: o capital humano.

O termo expressa justamente esta capacidade peculiar das pessoas gerarem riqueza, por meio de suas capacidades intelectuais e de resultados, constituindo-se em um dos principais ativos de qualquer negócio.

Tais mudanças impõem aos pequenos e médios empreendedores mais duas questões críticas para a sobrevivência e o crescimento da sua empresa no longo prazo. Primeiro, como atrair e manter pessoas de talento em um ambiente no qual grandes grupos empresariais também buscam intensamente este mesmo tipo de profissional? Segundo, como manter estas pessoas de talento motivadas e fazer com que atinjam níveis de desempenho que capacitem a empresa a superar seus concorrentes?

Estas questões não são novas, uma vez que o tema gestão de pessoas remonta aos primórdios da administração. Os grandes empreendedores da História sempre reconheceram que o sucesso e o crescimento de suas empresas estiveram associados ao comprometimento e ao talento de uma equipe próxima de colaboradores competentes.

Contudo, novas dificuldades surgem no contexto atual. As expectativas das pessoas e o perfil requerido dos profissionais transformam-se rapidamente, criando a necessidade de desenvolvimento de novas abordagens para os processos clássicos de administração de recursos humanos: recrutamento , treinamento e , remuneração, benefícios e serviços de pessoal.

O caminho para alinhar e gerenciar adequadamente estes processos, em um contexto de recursos escassos, passa por três passos iniciais: saber quais as competências requeridas dos profissionais para impulsionar os negócios, habilidades e comportamentos que possibilitam a implementação efetiva de uma estratégia empresarial particular; identificar os fatores que afetam a atração e retenção de talentos no contexto da empresa; e conhecer seus profissionais, no sentido de entender suas expectativas e aspirações.

De posse desse entendimento básico, o executivo de pequena empresa pode ajustar adequadamente sua estratégia de gestão de pessoas e criar uma equipe capaz de enfrentar os desafios cotidianos.

Existe a noção de que as pequenas empresas precisam enfrentar as grandes no seu mercado com uma limitação muito significativa de recursos. Isto se estende, atualmente, à "guerra por talentos" que se trava em diversos segmentos da atividade econômica.

Embora as "armas" a serem utilizadas pelas pequenas empresas tenham de ser diferentes daquelas das grandes, as preocupações com o gerenciamento das pessoas tendem a ser as mesmas e concentram-se nos seguintes temas: conhecer e explicitar o perfil de competências requerido para os profissionais e vincular estas competências com as estratégias de negócio; avaliar constantemente os profissionais e fornecer feedback sobre seu desempenho e desenvolvimento; criar mecanismos de aperfeiçoamento profissional que possibilitem à equipe desenvolver os conhecimentos necessários à operação do negócio e à superação dos desafios competitivos; reconhecer e recompensar o desempenho superior, tanto da equipe como dos indivíduos; e conceber políticas de remuneração eqüitativas e compatíveis com o mercado, além de manter um clima organizacional saudável e estimular, na empresa, uma cultura compatível com sua estratégia, seus princípios e seus valores.

Vale a pena destacar que as pequenas empresas contam com uma vantagem significativa em relação às grandes: a proximidade. Nas pequenas existe uma maior facilidade de tratar as pessoas como indivíduos, conhecer suas necessidades e expectativas, seus pontos fortes e fracos e, a partir de um processo de maior interação entre lideranças e colaboradores, alavancar o potencial que cada um traz dentro de si para gerar desempenho superior.


João Lins Pereira Filho é diretor da PricewaterhouseCoopers.


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