SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 07/11/2002
Autor: Dora Carvalho
Fonte: DCI

As mulheres brasileiras dão exemplo de empreendedorismo

As mulheres já representam cerca de 38% dos empreendedores brasileiros. É a participação mais elevada entre os 29 países dos cinco continentes que fazem parte do estudo do Global Enterpreunership Monitor. Seis exemplos da participação feminina no empreendedorismo fizeram parte, ontem, do seminário Mulheres que fazem a diferença, promovido pelo Conselho da Mulher Empresária da Associação Comercial e pelo Sebrae-SP.

0 evento foi dividido em quatro blocos em que foram destacadas as várias tendências de empreendedorismo em Negócios, no campo Social e cm Educação. Esse último tema foi um dos mais discutidos em todo o seminário, com questões sobre analfabetismo, promoção social, alimentação e formação de professores. As palestrantes destacaram casos de sucesso e inovações empreendedoras na área educacional.

Eda Castro Lucas, coordenadora de empreendedorismo do Centro de Apoio Tecnológico da Universidade de Brasília destacou o papel dos profissionais de Educação para a formação de uma cultura empreendedora no País. Ela defendeu a união entre empresas e universidade como forma de extensão da educação profissional. "Um dos principais problemas das empresas da América Latina e que agravam os altos índices de mortalidade entre elas é que há sérios problemas de capacitação administrativa. Isso compromete a competitividade, principalmente, das microempresas", disse. A educadora é autora do livro Empreendedorismo: Competência Essencial para pequenas e médias empresas.

Analfabetismo - A jornalista Dorrit Harazim, por meio do documentário Travessia do Escuro, destacou a alfabetização de adultos na terceira idade como forma de empreendedorismo. No Brasil, cerca de seis em cada dez brasileiros adultos não aprenderam a ler e a escrever.” Essas pessoas reúnem as características pessoais do empreendedorismo, que é ser persistente, otimista e sem medo de correr riscos".

Apesar de o índice de analfabetismo ser alto no País, a incidência é maior dentre os homens. "Em boa parte das famílias entrevistadas para a realização do documentário, a esposa era alfabetizada e o marido não", disse.

Meio ambiente - Duas jovens empresárias de Apiaí, no Vale do Ribeira, estão desenvolvendo projetos para o desenvolvimento do ecoturismo na região. As monitoras ambientais Sheyla Gouveia e Aline Vidal criaram a empresa Cia. da Mata para atrair turistas para uma das regiões com maior índice de preservação de Mata Atlântica. "Os turistas vinha até a região mais havia muita pouca estrutura para recebê-los", disse Aline.

Após participar da elaboração de um Plano de Desenvolvimento de Turismo Sustentável em Apiá feita pelo SebraeSP e a prefeitura local, elas se voltaram totalmente para o desenvolvimento econômico da cidade por meio do turismo.

Apiaí é uma das cidades com o mais baixo índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Estado. 0 município fica distante cerca de 300 quilômetros da Capital e próximo à divisão com o Paraná e tem 27 mil habitantes. Os pontos fortes da região são o grande número de cavernas e vegetação da Mata Atlântica.
Outro destaque do seminário foi o depoimento de Doris Ravage, de Presidente Prudente, que teve seus produtos reconhecidos internacionalmente, por transformar a Sumetal Indústria e Comércio de Botões e Fivelas de Metal em exemplo de produto nacional de qualidade.

Emprego - Na opinião da diretora-superintendente do CME, Norma Burti, a essência do empreendedorismo é de criação de oportunidades de geração de renda e, principalmente, de novos empregos. "É um propulsor de desenvolvimento", enfatizou.


BANANA-VERDE SERÁ USADA EM MACARRÃO

A ex-bananicultora Heloísa de Freitas Valle, de 73 anos, descobriu quase por acaso as várias formas de aproveitamento da banana-verde na culinária. Conseguiu desenvolver sozinha receitas de sopa de banana-verde, nhoque, brigadeiro, maionese, macarrão e usa o insumo como base para o preparo de feijão, arroz, dentre outros pratos. A apresentação
das várias possibilidades de preparo da banana-verde e uma degustação foram feitas no seminário promovido pelo CME e pelo Sebrae-SP.

Quem experimenta uma das receitas de Heloísa Freitas Valle tem dificuldades em acreditar que um dos seus quitutes levem banana-verde, coração de banana ou a casca.

Até hoje, Heloísa não entende porque 60% da produção de banana é jogada no lixo. Isso equivale acerca de 370 milhões de cachos. "Uma tonelada de banana custa apenas R$60,00. Suas propriedades nutricionais e o baixo preço ajudariam a matar a fome do País".

Nutrientes - A banana-verde é rica em nutrientes como sódio, potássio, cálcio, magnésio, manganês, cobre, ferro, fósforo e iodo. A casca tem 10% de proteínas e a polpa, 1%. "0 alimento é considerado de poupança porque, após ingerido, nutre por várias horas", explicou.

A empreendedora está partindo agora para a fabricação de macarrão utilizando a banana-verde como base. Segundo Heloísa, é possível aproveitar na indústria 100% do insumo, como o coração para a preparação de picles, a folha para a produção de papéis, o caule para a produção de telhas. já a casca é rica em fibras e pode ser utilizada em quibes, cuscuz, bobo de camarão e até vatapá.s "Algumas empresas já utilizam a biomassa da banana-verde para a produção de embutidos, substituindo a proteína vegetal", disse Heloísa, que elaborou o projeto Pró-BananaVerde. Ela chama a fruta de ouro verde do Brasil".


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