SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 07/01/2003
Autor: Diário do Comércio & Indústria
Fonte: DCI

RESTAURANTES E CAFÉS APOSTAM EM NOVIDADES E ATRAEM CLIENTES

Diversificar os serviços para garantir clientes fiéis e obter lucros foi a forma encontrada pelos restaurantes e cafés da capital paulistana para sobreviver à forte concorrência. Biblioteca, charutaria, loja de suvenir, salas de reuniões e até computadores com informações on-line para atrair novos e agradar antigos freqüentadores são alguns exemplos dessa diversificação.

Esses serviços são oferecidos com o intuito de fidelizar e tornar a estada dessa clientela mais agradável – enquanto espera seu pedido ou realiza um almoço ou jantar de negócios.

Dados do setor mostram que no estado de São Paulo existem cerca de 140 mil bares e restaurantes. No ano passado, o segmento deve ter faturado aproximadamente R$ 1,6 bilhão. De acordo com Percival Maricato, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes Diferenciados (Abredi) , esse tipo de serviço cresceu para driblar a competitividade entre os restaurantes e tem obtido bons frutos.

Embora a entidade não tenha um número exato, Maricato acredita que nos últimos cinco anos a procura por esse tipo de prestação de serviço tenha crescido gradualmente 10% ao ano.

Com isso, avança também o número de executivos da capital que utilizam estabelecimentos com esse tipo de serviço agregado. Evandro Nunes Costa, que trabalha na consultoria de telecomunicações Exata, na região central da cidade, costuma ir quase toda manhã ao Café Gerundino , também no centro. “Lá eu confiro todas as notícias da minha área de atuação acompanhado de um café”, diz.

Há cinco anos, o Restaurante Apollinari , que fica na região dos Jardins, oferece uma sala VIP com computadores ligados à Internet, onde seus clientes, na maioria executivos, podem realizar reuniões seguidas de refeições. No entanto, só no último ano os proprietários viram crescer a procura por esse tipo de serviço. “Cerca de 15% neste período”, diz o gerente do estabelecimento, Antônio Moreno. Além do restaurante e sala de reuniões privativa, a casa conta ainda com os serviços de piano-bar e pista de dança. “É comum os clientes ficarem após a reunião para se descontraírem na pista de dança”, diz.

Para Moreno, esse tipo de serviço traz mais comodidade ao cliente; com isso, aumenta a consumação e conseqüentemente os lucros. No último mês de dezembro, a casa realizou cerca de 10 reuniões desse tipo – além de ter sido usada com entretenimento infantil durante o réveillon. No ano passado, foram realizadas cerca de 60 reuniões na sala VIP do Apollinari, o que contribuiu para a casa crescer aproximadamente 20%, em relação a 2001. Quanto ao faturamento, Moreno é reticente em informar.

Já o Espaço Gastronômico Alternativo, que fica no bairro do Tatuapé, possui vários espaços diferentes: restaurante, área para exposições de arte, sala de reunião, espaço para festas e ainda uma área reservada a um antiquário. Na opinião do proprietário Eduardo Henrique Soares, o segredo para vencer a concorrência foi a utilização de uma ampla divulgação por meio de mala direta mais agressiva.

Com todo esse espaço, o êxito não poderia demorar: a casa encerrou 2002 com um faturamento acima de R$ 250 mil. Soares investiu cerca de R$ 120 mil para abertura do negócio. Foram realizadas cerca de 40 locações para reuniões de empresas e duas exposições de artes plásticas.


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