SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 07/01/2003
Autor: Diário do Comércio & Indústria
Fonte: DCI

PAPELARIA PODE VENDER 15% A MAIS

As papelarias devem registrar um aumento de 15% nas suas vendas em janeiro e parte de fevereiro deste ano, período que antecede a volta às aulas, em comparação a iguais meses de 2002. E isto, mesmo com a alta dos produtos, que foi forte em vários itens. A informação é de Said Tayar, diretor de comunicação e marketing da Brasil Escolar , entidade que tem 560 papelarias associadas.

O crescimento deverá acontecer com o aumento das vendas de kits promocionais montados pelas lojas, que abatem em 30% os preços dos materiais.

Segundo Tayar, esta época que antecede a volta às aulas “é responsável por até 70% do nosso faturamento”. Neste ano, os aumentos dos produtos escolares foram significativos. Por exemplo, o preço da caneta esferográfica foi aumentado em 53%, certos tipos de cadernos “estão custando até 70% mais”, afirma Tayar. Existem 25 mil papelarias no Brasil. Os pais ou responsáveis dos alunos pagarão uma média de 45% de aumento, em quase todos os produtos que compõem as listas das escolas, do caderno ao lápis colorido. “Não temos como não repassar os aumentos, porque eles já nos foram impostos pelos fornecedores”, diz Tayar. O segmento de papelarias obteve um faturamento de R$ 3 bilhões em 2001, número que deverá permanecer no mesmo patamar em 2002.

Tayar diz que a média de aumentos só diminuiu um pouco, quando a rede Brasil Escolar denunciou os aumentos abusivos. “Uma das soluções encontradas pela nossa associação foi fazer compras em larga escala e oferecer kits promocionais, com 20 itens diferenciados, para o maternal, para as quatro séries fundamentais e para a quinta e oitava séries. Tayar pondera que os aumentos se tornaram constantes a partir de setembro de 2002. “Por isso, avisamos aos associados para anteciparem suas compras. Quem não atendeu à solicitação, agora terá que pagar os aumentos de 45% em todos os produtos”, afirma.

Said Tayar diz que os picos de aumentos foram nos meses de setembro e outubro e que, após a denúncia da Brasil Escolar, eles continuaram mas numa proporção de 10% ao mês.

Informática

Para ganhar competitividade no mercado, algumas lojas estão trabalhando também com materiais de informática, que chegam a representar 15% do faturamento do ponto-de-venda, como é o caso da Papelaria Aliança , de propriedade de Sidney Patriani Fusco. “Durante o ano inteiro, de acordo com a flutuação dos preços do dólar, tivemos um ‘sobe e desce’ nos materiais de informática, especialmente no cartucho para impressora, que está custando no momento mais de R$ 100.” Ele diz que também os lápis coloridos estão muito caros, pois tiveram alta de cerca de 35%.

Mônica Patrícia Ruibal, proprietária da Papelaria Monily , na Vila Guilherme, arrumou uma forma original de ganhar um diferencial no segmento. Além de vender os mais de três mil itens de produtos escolares recomendados pelas redes pública e particular de ensino, oferece ainda uniformes escolares feitos por ela. “A saída é boa, tanto que já estou com uma produção de mais de duas mil peças, a preços médios de R$ 100.”

Ela diz que, infelizmente, as papelarias passaram a sofrer a concorrência de algumas escolas, “que ao invés de indicarem livros para os alunos comprarem, comercializam apostilas, numa concorrência absolutamente desleal com as lojas”, afirma.

Ela acrescenta que, a partir de agora, as papelarias mergulham para valer no seu período mais lucrativo: a volta às aulas, “porque até a semana passada, estávamos preocupados em comercializar os itens natalinos, como papel de presente ou cartões”.

Mônica ressalta que, nesta volta às aulas, os cadernos têm preços a partir de R$ 2; os livros custam, em média R$ 30; “e uma lista completa de material escolar está com preços entre R$ 50 e R$ 150. “A lista já é feita prevendo o abastecimento do aluno por um ano, uma vez que os pais não gostam de fazer uma segunda compra”.

A proprietária de Monily diz que ‘felizmente” está bem preparada para a volta às aulas, “com um estoque de mais de 10 mil itens”. “Atendo a mais de 25 escolas, desde que abri a loja, há dezoito anos.” Ela afirma que para as séries fundamentais, os professores fazem uma lista com quatro livros, “pelo menos”. Ela diz que os alunos da 5ª à 8ª séries têm que comprar cerca de 8 livros. “Geralmente os alunos destas séries pedem aos país um caderno por matéria”, diz.


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